Edição 539 | Ano IV





Da redação – São Paulo / SP
CEOs começam a apertar o cinto mas vão manter nível de investimentos no Brasil

A desaceleração do consumo, que foi superior à esperada em alguns setores, está levando grandes empresas a adotarem uma postura mais conservadora. A grande vilã, seja para indústria de cosméticos ou para os fabricantes de cerveja, foi a inflação. A elevação dos preços reduziu a renda disponível para o consumo e fez com que as vendas de algumas categorias ficassem abaixo das expectativas. A vendas de cerveja e refrigerantes da AmBev caíram, em volume, 1,3% no primeiro semestre no mercado brasileiro. A Gol precisou rever suas projeções devido à queda nos preços das passagens aéreas, enquanto as vendas da Natura ficaram abaixo das expectativas da empresa.
Para enfrentar o cenário mais adverso, os presidentes de grandes empresas de bens de consumo apertaram um pouco mais o cinto e estão buscando reduzir gastos correntes, mas dizem que ainda é cedo para desistir de investimentos na ampliação da capacidade de produção. São esses investimentos que irão garantir um crescimento nas vendas nos próximos anos. “É hora de colocar o pé no chão”, afirma José Drummond Jr., presidente na América Latina da multinacional americana Whirlpool, fabricante no Brasil das marcas de eletrodomésticos Brastemp e Consul. “Não há mais lugar para euforia”, diz o executivo, referindo-se às taxas de crescimento de 20% vistas em 2010. Mas a Whirlpool, acrescenta, não planeja alterar seus planos de investimentos no Brasil.
Alexandre Carlucci, presidente da Natura, afirma que a desaceleração no segundo trimestre foi maior do que a companhia esperava.  "Esse é um ano de cautela”, diz o executivo, para quem o segundo semestre poderá ser, pelo menos, igual primeiro. Ainda é cedo para prever que será pior. Assim como a Whirlpool, a Natura também não acredita que é hora de rever seus planos de investimentos, orçados em R$ 300 milhões para 2010. Mas a empresa está buscando fazer algumas economias em resposta à desaceleração das vendas.
Apesar de ter perdido velocidade, o consumo ainda não dá sinais de que irá estacionar ou, no pior dos cenários, de que começará a retroceder. O mercado de linha branca, afirma Drummond, continua crescendo a taxas entre 5% e 10% neste ano, embora distante das taxas chinesas de 20% crescimento de 2010. Segundo Carlucci, o mercado de cosméticos cresce 9% neste ano. O consumo desacelerou em relação aos 16% de expansão no ano passado, mas ainda assim está reagindo bem.
Atenção ao mercado interno - O governo deve redobrar sua atenção ao mercado interno e é esperado que a presidente Dilma tome medidas se as crises financeiras dos EUA e da Europa atingirem o País, como em 2008 e 2009. "A indústria brasileira vive do mercado interno. Esse é o navio que move o País", diz Drummond. “A redução do IPI para linha branca em 2009 foi uma experiência muito positiva e que pode ser retomada”, avalia o executivo. Carlucci e Drummond estavam entre os emrpesários que participaram de um evento em São Paulo, na quinta-feira, realizado pela revista IstoÉ Dinheiro, e que contou com a presença do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. E ouviram da autoridade brasileira que o objetivo do governo será trazer a inflação de volta para 4,5% em 2012. Tombini também buscou tranquilizar os empresários ao reafirmar que o País está preparado para enfrentar um cenário econômico “mais complexo”.

Washington / EUA
Banco Mundial afirma que crise é pior por causa da zona do euro
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que o mundo enfrenta uma nova tempestade diferentes da de 2008 e que é "mais perigosa" por causa da crise da dívida na eurozona, em entrevista exclusiva ao "The Weekend Australian". "Nas últimas duas semanas, o mundo passou de uma difícil recuperação a várias velocidades a uma fase nova e mais perigosa", acrescentou. "A maioria de países desenvolvidos esgotou a margem fiscal e suas políticas monetárias não podem ser mais flexíveis", disse o especialista. Zoellick reconheceu que não conhece uma fórmula para solucionar o problema, mas apontou que "a lição de 2008 é que quanto mais tarde se atuar mais é preciso fazer depois". O presidente do BM pediu aos dirigentes europeus para enfrentar os problemas da dívida soberana com um maior sentido de urgência porque, na sua opinião, este é um assunto "muito mais grave" que o que levou ao rebaixamento da qualificação de crédito dos EUA. Outra preocupação do americano são os distúrbios no Reino Unido e expressou sua esperança de que não tirem dos trilhos as políticas de austeridade adotadas pelo governo.(Agência EFE)

Da redação – São Paulo / SP
 
Quatro empresas de TI são banidas por contratos ilícitos
Saiu a lista das primeiras empresas de TI punidas após a Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal, durante a gestão do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. Das 15 companhias do setor acusadas de pagar propina para fornecimento de produtos e serviços ao governo do DF, quatro foram julgadas pela Secretaria de Estado de Transparência e Controle do Distrito Federal e consideradas inidôneas, o que significa que estão proibidas de participar de qualquer licitação pública no Brasil.
O julgamento das quatro empresas foi ontem (10/8) e a decisão está publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira (11/8). As companhias condenadas e que já receberam declaração de inidoneidade são: Linknet Tecnologia e Telecomunicações, por envolvimento em licitações ilícitas que somam 269,3 milhões de reais; Adler Assessoramento Empresarial e Representações Ltda, (em licitações que soma de 52,3 milhões de reais); Capbrasil Informática e Serviços (em licitações de 7,4 milhões de reais) e Interprice Engenharia de Software, que atualmente é chamada de Patamar Manutenção de Domínios (em licitações de 21,3 milhões de reais.
Ao todo, essas empresas receberam dos cofres públicos com contratos irregulares 350,2 milhões de reais. Segundo o secretário de Estado de Transparência e Controle do Distrito Federal, Carlos Higino Ribeiro de Alencar, auditoria levantada pelo órgão apurou que os contratos ilegais da Caixa de Pandora totalizam prejuízos de mais de 860 milhões de reais, sendo que somente as operações realizadas pelas empresas de TI respondem por 70% desse montante. De acordo com Alencar, estão envolvidas na Caixa de Pandora 15 empresas de TI acusadas de participação em um esquema ilegal em que pagavam propinas para fecharem contratos com o governo do DF. “Começamos o julgamento pelos contratos maiores e considerados mais sérios, pois não temos condições de analisar todos os processos de uma vez”, informou o secretário.
Os demais processos continuam em análise e Alencar acredita que o resultado das outras 11 acusadas não deverá demorar para ser apresentado. O secretário informa ainda, que todas as envolvidas estão apresentando suas defesas. As envolvidas também devem ser julgada pela Justiça, mas Alencar diz que a pena do processo administrativo é mais pesada, pois impacta diretamente nos negócios dessas empresas, que não poderão mais prestar nenhum serviço ao governo nas três esfera: federal, estadual e municipal. As informações dessas empresas deverão ser incluídas no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) da Controladoria Geral da União (CGU). O CEIS é uma espécie de lista negra que consolida a relação das empresas e pessoas físicas que sofreram sanções pelos órgãos e entidades da Administração Pública das diversas esferas federativas.
Infratores da Lei 8.666 - Adler, Capbrasil, Linknet e Enterprise foram condenadas com base no artigo 88 da Lei 8.666 de 21 de junho de 1993 de licitações públicas, que pune por meio de processo administrativo a prática de atos ilícitos nas contratações pelo governo. Essas empresas foram processadas após uma auditoria realizada pela Secretaria de Estado de Transparência e Controle do DF, que apontou diversas irregularidades nos contratos. “Há casos de pagamento para contratação de software que nunca foi efetivado, compra de máquinas desnecessárias e até venda de software livre para o governo”, relata o secretário. Os acusados deveráo ser julgados também pela Justiça. Segundo informa Higino, o processo ainda está sendo montado pela Procuradoria da República, com base em investigações da Polícia Federal. Após conclusão, a denúncia será apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os envolvidos podem ser punidos de acordo com os crimes cometidos. A operação Caixa de Pandora foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2009, com apoio do informante Durval Barbosa, que foi presidente da Codeplan durante o governo de Joaquim Roriz e acusado de participar do esquema. Desde então diversas pessoas foram acusadas de envolvimento no escândalo.

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INDICADORES ECONÔMICOS


Da redação – Rio de Janeiro / RJ
ANÁLISE CONJUNTURAL - O problema é a Europa
Depois das primeiras reações frente à votação do aumento do teto da dívida dos Estados Unidos para conter a crise do déficit no país – incluindo nessa lista o vaivém das bolsas de valores em todo o mundo –, é hora de prestar atenção na Europa. Essa é a recomendação do venezuelano Moisés Naím, colunista de jornais como Financial Times e o espanhol El País. De Washington, onde é associado sênior do Carnegie Endowment for International Peace, Naím concedeu entrevista telefônica a Conjuntura Econômica, na qual afirmou que os desafios para o Brasil enfrentar a crise encontram-se dentro de casa: “administrar a expansão do crédito e a expansão fiscal, bem como a entrada de capital de curto prazo e o impacto sobre a taxa de câmbio”.

A análise geral - e admitida por Obama - sobre o rebaixamento do grau de investimento dos EUA foi a de que, mais do que risco de pagamento, o grande motivador foi a falta de pulso político. Obama tem tentado reverter esse quadro, mas há tempo de o governo Obama consegui-lo? O que influirá nesse processo? Em termos mais práticos, sua pergunta desemboca em outra: Obama poderá ser reeleito em 6 de novembro de 2012?  É uma pergunta difícil de responder, porque tudo pode passar. Entretanto, é preciso reconhecer que, de um lado, se a situação econômica não vai ajudar, de outro os rivais do presidente, a ala radical do Partido Republicano, têm pontos de vista que se chocam com as preferências da maioria dos americanos. O resultado será um balanço de ambas coisas. Essa preocupação também reflete uma percepção equivocada de que há no mundo hoje em dia, de que o maior problema é a dívida dos EUA. Não é. O problema é a dívida da Europa, e como estão administrando essa situação lá. Isso é uma ameaça muito mais importante para a estabilidade mundial do que o que está passando nos Estados Unidos.  De fato, apesar de a Standard & Poors ter rebaixado a classificação da dívida dos EUA, há uma afluência considerável de capital na direção dos bônus norte-americanos, a maior dos últimos anos. Ou seja, se os mercados e as pessoas que tomam decisões e que buscam um lugar seguro para investir estão escolhendo esses papéis, o problema, então, não é a crise americana, mas a situação da Europa.

O senhor considera corretas as medidas para um grande corte de despesas frente a uma economia estagnada como a norte-americana? Como conviver com o risco de recessão e um déficit crônico? Esse é o balanço mais difícil que existe, e o maior debate. No momento em que há uma recessão, o corte de gastos pode contribuir para ela. Não há dúvidas de que o forte corte de gastos tornará o crescimento econômico mais anêmico. Como essa situação se reflete para os Brics (Brasil, Rússia, China e Índia)? Quem está mais exposto a ameaças? Nem todos os Brics são iguais. A condição da Rússia, que é grande exportadora de petróleo, é diferente que a de China e Índia. Em geral, os países que dependem de suas exportações aos Estados Unidos vão ser mais afetados numa recessão.
Hoje o governo brasileiro afirma que o país, apesar de não estar imune, se encontra bem-posicionado frente ao cenário mundial, com uma situação fiscal equilibrada e boas reservas internacionais. Entretanto, não deixamos de estar expostos a fatores negativos: a queda na demanda e nos preços das commodities, a possibilidade de os investidores tirarem dinheiro daqui para cobrir perdas fora frente à queda na liquidez global. 


Que fator o senhor acha mais desafiador para o Brasil? É a necessidade de administrar a expansão do crédito e a expansão fiscal, bem como a entrada de capital de curto prazo e o impacto sobre a taxa de câmbio. O senhor considera que, até agora, as estratégias executadas foram tímidas? Acho que o governo está fazendo todo o necessário. É preciso dar tempo. Dilma herdou uma situação econômica  difícil do governo Lula, sobretudo na área fiscal, de crédito e de taxa de câmbio. Lula não entregou uma economia equilibrada a sua sucessora.
No atual contexto, com a perspectiva de um crescimento menor mesmo para os países que mostram economias mais dinâmicas, o senhor acha que o Brasil corre o risco de uma bolha, como havia dito em artigo publicado no Finacial Times em junho? Hoje o país tem realidades que não são uma bolha. O sucesso do Brasil é uma realidade, não é artificial. Eu acho que o progresso social que tem acontecido no Brasil é uma realidade, bem como a competitividade mundial das empresas brasileiras. O Brasil tem muitas realidades que não são artificiais. Mas também tem aspectos, como qualquer outro país, que tem que administrar, e nesse caso é buscar o balanço de suas contas.


Seria o caso de fazer uma campanha mais forte sobre consumo e crédito? Acho que o governo está na direção correta.

Na mesma semana em que houve o anúncio da votação do novo teto da dívida norteamericana, o Brasil lançou uma nova política industrial que prevê benefícios fiscais entre outras facilidades para indústria nacional, justificando que a situação internacional vai demorar para se estabilizar e que é preciso, em primeiro lugar, apoiar medidas que resguardem o mercado interno,  em detrimento de estimular uma maior competitividade das empresas brasileiras. O senhor acha que é uma boa estratégia? Política industrial é sempre perigosa, porque a seleção dos setores favorecidos nunca é feita independentemente do poder político desses setores. Os que têm mais influência política são os que terminam tendo mais benefícios fiscais e mais subsídios, proteção, estímulo. Isso é sempre uma realidade que acompanha a decisão do governo de privilegiar um segmento em detrimento de outros. Mas o governo está certo em defender que, em vista do que vai passar com a situação mundial, é muito importante  fazer o possível para estimular, blindar e fortalecer a economia interna.

Apesar de ter reservas das ordem de US$ 340 bilhões, o Brasil tem escassa poupança interna. Se houver uma piora do cenário mundial, com redução de compras da China, queda nos preços das commodities, essas reservas são suficientes para blindar o Brasil de efeitos danosos? Há uma corrente de economistas que defende que essas reservas podem se evaporar rapidamente. Depende quão grave e prolongada seja a crise. O Brasil chega em uma situação de reservas melhor do que tinha no passado. Mas as experiências que temos de outros países é de que as reservas podem se tornar vapor velozmente. Tudo depende de qual a crise, sua natureza e quanto dura. E da efetividade do governo em dinamizar sua demanda interna.

Embora o volume de investimentos diretos no Brasil tenha crescido nos últimos anos, ainda há incertezas dos investidores internacionais em função da falta de regras mais claras em uma série de ações do governo. Há vários projetos importantes para o país parados à espera de aprovação, que passam por marcos regulatórios. Parece haver uma paralisia no governo brasileiro pelo excesso de concentração nas mãos da Presidência. Como o senhor vê essa situação? Não há dúvidas de que nos últimos anos o Brasil tem se tornado muito importante, um ímã para o investimento estrangeiro, e há alguns meses os investidores estrangeiros não demonstravam ter nenhuma queixa sobre a questão regulatória do Brasil. Isso não quer dizer que o país não necessite fazer regras mais transparentes e estáveis. Isso é o que os investidores pedem, e que demanda atenção específica em cada setor. Quanto à concentração de poder, isso nunca é bom; os países que funcionam bem são os que possuem ferramentas para monitorar e equilibrar o exercício democrático.

Na América Latina, quais países têm avançado para esse equilíbrio? Colômbia e Chile. No caso da Colômbia há uma longa lista de motivos, mas essa é outra entrevista. (Fonte FGV - Solange Monteiro)


RESUMO da Semana – 8 a 12 de agosto de 2011


IGP-DI reduz queda em julho - O IGP-DI variou -0,05% em julho, taxa superior à registrada em junho (-0,13%). Em 12 meses, o índice variou 8,34% e, no ano, 2,89%. Os três componentes do IGP-DI apresentaram as seguintes trajetórias na passagem de junho para julho: IPA, de -0,19% para -0,13%, IPC, de -0,18% para -0,04%, e INCC, de 0,37% para 0,45%.
IPC-S avança em cinco capitais - O IPC-S de 07 de agosto de 2011 registrou variação de -0,01%, 0,03 ponto percentual (p.p.) acima da taxa divulgada na última apuração. Cinco das sete capitais pesquisadas registraram acréscimo em suas taxas de variação.
IGP-M sobe na 1ª prévia de agosto - O IGP-M variou 0,22% no 1º decêndio de agosto. Em julho, no mesmo período de apuração, a taxa foi de -0,21%. Os três componentes do IGP-M apresentaram as seguintes trajetórias na passagem do 1º decêndio de julho para o 1º de agosto: IPA, de -0,36% para 0,28%, IPC, de -0,20% para 0,07%, e INCC, de 0,66% para 0,16%.
IPC-C1 reduz queda em julho - O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) do mês de julho apresentou variação de -0,25%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 3,39% no ano e 6,49% nos últimos 12 meses. Em julho, o IPC-BR registrou variação de -0,04%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 6,58%, nível acima do registrado pelo IPC-C1.
Confiança de Serviços desacelera em Pernambuco - O Índice de Confiança do setor de Serviços de Pernambuco (ICS-PE) recuou 1,6% entre junho e julho de 2011, ao passar de 136,3 para 134,2 pontos. No mesmo período, o ICS-Brasil avançou 0,8%, para 132,6 pontos.

Agropecuária
LSPA: Em julho, IBGE prevê safra de grãos 6,2% maior que safra recorde de 2010 - A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) indica produção da ordem de 158,8 milhões de toneladas, superior em 6,2% à obtida em 2010 (149,6 milhões de toneladas) e 1,7% menor do que a estimativa de junho. É o que indica a sétima estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011. (Fonte: IBGE)

Comércio Varejista
PMC: Vendas no varejo ficam em 0,2% em junho e acumulam 7,3% no 1º semestre - O comércio varejista do país apresentou variação de 0,2% para o volume de vendas e 0,6% para a receita nominal no mês de junho, em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal. No que tange ao volume de vendas, completou dois meses de resultados positivos (após queda em abril). Nas séries sem ajuste sazonal, as taxas para o volume de vendas foram de 7,1% sobre junho de 2010, e de 7,3% e 8,9% nos acumulados do primeiro semestre deste ano e dos últimos 12 meses, respectivamente. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas variou, respectivamente, 12,1%, 12,2% e 13,3%. (Fonte: IBGE)

Índices de Preços ao Consumidor
IPC da Fipe registra alta de 0,33% na primeira semana de agosto - A primeira quadrissemana de agosto do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apontou inflação de 0,33% na cidade de São Paulo, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O resultado representou aceleração ante 0,30% da prévia anterior. Nas sete classes de despesa que compõem o IPC da Fipe, os resultados apurados foram: Habitação (0,53%), Alimentação (0,25%), Transportes (0,15%), Despesas Pessoais (0,27%), Saúde (0,70%), Vestuário (-0,25%) e Educação (0,15%). (Fonte: Fipe)

Indústria
PIM: Emprego industrial varia -0,2% em junho - No mês de junho, o emprego industrial teve variação negativa de 0,2% frente a maio, na série livre de influências sazonais, após ter ficado praticamente estável nos três últimos meses (0,0% em março, -0,1% em abril e 0,1% em maio). Com esses resultados, a média móvel trimestral teve variação negativa de 0,1% entre os trimestres encerrados em maio e junho, após também ter ficado praticamente estável por vários meses, e registrou o primeiro resultado negativo desde julho de 2009 (-0,1%). (Fonte: IBGE)

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MERCADO DE CAPITAIS

(Informações: Dow Jones, Bovespa, Reuters, EFE, AFP, InfoMoney e Associated Press)

HOJE – Abertura das Bolsas Asiáticas:

Tóquio / Japão
Bolsas da Ásia fecham em alta
Os investidores nos mercados asiáticos deram atenção a dados econômicos do Japão e ao fechamento das praças acionárias dos Estados Unidos na sexta-feira passada.
- Em Tóquio, o Nikkei 225 subiu 1,37%, para 9.086,41 pontos.
- O Hang Seng, de Hong Kong, aumentou 3,26%, alcançando 20.260,10 pontos.
- Em Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 2,64%, somando 4.282,90 pontos.
- O Shanghai Composite, de Xangai, teve valorização de 1,30%, para 2.626,77 pontos.
Análise - Os agentes acompanharam o movimento das ações de empresas ligadas a matérias-primas e do setor financeiro. Nesta jornada, o governo japonês mostrou que a economia do país encolheu a uma taxa anualizada de 1,3% nos três meses até junho, com o efeito do terremoto e tsunami ocorridos em março, que acabou tendo impacto na produção e nas exportações japonesas. A expectativa de alguns analistas era de uma retração mais marcada, da ordem de 2,5% a 2,7%. No confronto trimestral, o PIB (Produto Interno Bruto) do Japão apresentou recuo de 0,3% no período de abril a junho, ante projeções de contração de 0,7% a 0,9% neste tipo de comparação. À agência Kyodo News, Masamichi Adachi, economista-sênior do JPMorgan Securities Japan Co., disse que, tecnicamente, pode ser dito que a economia japonesa enfrenta uma recessão, mas ele emendou que, devido aos efeitos do terremoto, causa surpresa a contração ser pequena.

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INDÚSTRIA


Nova Iorque / EUA
Intel investe US$ 300 milhões para competir com tablets da Apple
A Intel anunciou que investirá 300 milhões de reais em empresas que desenvolvem novas tecnologias para Ultrabooks, uma classe de notebooks mais finos e leves, como forma de oferecer uma alternativa aos tablets.
O Intel Capital Ultrabook Fund vai investir em companhias que produzem hardware e softwares, assim como sensores e telas touch, baterias de maior duração, designs mais finos e com capacidade de armazenamento otimizada. A empresa vai investir o dinheiro durante entre três ou quatro anos. A fabricante lançou a ideia do Ultrabook na Computex, em junho, afirmando que o aparelho seria um novo tipo de computador portátil com capacidades “parecidas com as de um tablet”, como touch screen, baterias que duram o dia todo e inicialização instantânea. A primeira onda deve chegar no fim desde ano, com designs mais avançados nos próximos anos.
O impulso da Intel nos ultrabooks chega em uma época em que a fabricante de processadores está tentando rejuvenescer o interesse no mercado de PCs, cujas vendas ficaram mais lentas, devido à popularidade dos tablets. Mas, além de enfrentar os novos dispositivos portatéis como o iPad e o Galaxy Tab, produtos mais leves e finos devem tornar os notebooks mais atraentes, na linha já adotada pela Apple, como MacBook Air. “É um bom contra-ataque para praticamente tudo. Eles encaram isso como forma de abrir um mercado”, disse Dean McCarron, principal analista da Mercury Research.
Notebooks e tablets têm características diferentes e os Ultrabooks são uma tentativa de fundi-los harmoniosamente, afirmou Greg Welch, diretor do segmento de plataformas de mobile de clientes da Intel. Nos Ultrabooks, os usuários poderão, sem pensar, alternar entre dar comando touch screen ou pelo cursor, segundo o diretor.
Os dispositivos também são uma forma de gerar usuários para os processadores de alta capacidade da Intel, diminuindo a produção dos chips Atom e Celeron, afirmou McCarron. As vendas do Atom cairam no segundo trimestre da Intel, devido à baixa no mercado de netbooks, que foi prejudicado pela demanda por tablets e notebooks de baixo custo com telas maiores. A Intel disse que no futuro os Ultrabooks serão parecidos com o MacBook Air, da Apple, com modelos com menos de 21 milímetros de largura e preços competitivos. A empresa mostrou o notebook ultra-fino da Asus, o UX21, como exemplo. A fabricante espera Ultrabooks a US$ 800 ou menos, segundo McCarron.
Os primeiros modelos vão chegar no final deste ano com chips baseados no microprocessador Sandy Bridge. A segunda leva de será lançada no começo de 2012 com chips Ivy Bridge, mais rápidos e mais eficientes. Os produtos ainda não terão tecnologia touch screen neste ano, mas terão inicialização rápida e estarão sempre conectados, para receber continuamente emails e notificações, afirmou Kevin Sellers, vice-presidente de relações com investidor da Intel, durante uma apresentação no começo da semana. Em 2012, as telas sensíveis ao toque dos Ultrabooks serão rotativas ou destacáveis. Eles podem ser usados no modo PC e serem convertidos para o formato de tablets para assistir filmes, por exemplo, como os dispositivos de hoje. “Começando no próximo ano com a linha de produtos Ivy Bridge e com o Windows 8 vocês começarão a ver produtos na forma de notebooks, com capacidade de tablets”, declarou Sellers. “Essa é importância de combinar essa tecnologia com algo como o Windows 8, que vai dar a você a possibilidade de fazer as duas coisas.” (Agência  IDG NEWS SERVICE)

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AGROBUSINESS

Da redação – Brasília/DF e São Paulo/SP

Brasil tem muito para crescer na produção de Biomassa
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa, Celso Oliveira, atribui esse sub aproveitamento à falta de informação dos produtores e à falta de incentivo por parte do governo. “O Brasil está descobrindo agora esse setor, por isso a produção ainda é tímida. A partir do momento que os empresários descobrirem as vantagens do uso da biomassa haverá crescimento”, afirma.
A Biomassa pode ser feita a partir de resíduos agrícolas, industriais e florestais. No Brasil o bagaço, palha e colmo da cana-de-açúcar são os resíduos agrícolas mais difundidos, com mais de 324 mil toneladas produzidas por ano, seguida dos resíduos da soja, com mais de 95 mil toneladas. Esses detritos agrícolas e também os florestais como serragem, casca e descarte de toras podem ser utilizados na confecção de bio-woodpellets, que é um combustível sólido eficiente para a geração de energia térmica e aquecimento industrial. Além de limpo, esse recurso tem rentabilidade tripla com a comercialização, geração de energia elétrica e créditos de carbono.
Pellets, briquetes, biomassa e carvão vegetal são alguns dos temas que serão abordados durante o Seminário de Atualização no Uso de Biomassa para Geração de Energia. São cinco palestras ministradas por especialistas na área que acontecem na tarde do dia 18 de agosto durante o 6º Congresso Internacional de Bioenergia.
Paralelamente acontece a BioTech Fair 2011, que será no Pavilhão de Exposição Horácio Sabino Coimbra, na FIEP e conta com 60 expositores. O evento reunirá empresas de tecnologias na produção de energia renovável para trocar informações e conhecimento, estimular negócios e parcerias e fomentar o crescimento do setor.

Da redação – São Paulo / SP
Novas altas fazem frango vivo superar recorde histórico
A firmeza que vem caracterizando o mercado do frango vivo há pelo menos 30 dias, intensificou-se nesta semana. A ponto de o produto ter sido comercializado na quinta-feira passada, dia 11/8 com novo reajuste de cinco centavos - o segundo desta semana e o quinto nos primeiros onze dias de agosto. Como o processo abrangeu, simultaneamente, o frango paulista e o mineiro, nas duas praças o produto alcançou cotação que é recorde histórico – R$ 2,15/kg em São Paulo; R$ 2,30/kg em Minas Gerais.
Pode-se atribuir esse resultado histórico ao fim das férias, à semana de pagamento dos salários, à aproximação do Dia dos Pais e, claro, ao início da entressafra da carne bovina. Mas ainda que todos estejam presentes, o verdadeiro ou principal fator determinante da atual escalada de mercado é o esgotamento da capacidade produtiva do setor ocorrida cerca de 60 ou mais dias atrás.
Após ter retornado, em março, à cotação (então recorde) de R$ 2,10/kg, o frango viu seu preço recuar continuamente até tornar-se oneroso para o produtor. Com o milho nas alturas, a capacidade de investimento esgotou-se, tornando compulsória a redução.
Infelizmente, porém, não se reduz a produção de um frango da noite para o dia: o processo - que começa com a incubação do ovo, prossegue com o nascimento e a criação do pintinho e termina com o abate do frango - demanda de 63 a 70 dias. Por isso os efeitos da baixa remuneração só começaram a ser sentidos a partir de julho, quando a oferta começou a ficar restrita, mesmo do produto criado especificamente para o mercado independente.
Os fatores mencionados – fim das férias, salário, Dia dos Pais, entressafra da carne bovina – apenas potencializam a menor oferta - que não começou agora e deve perdurar por mais algum tempo. Assim, o frango vivo tende, tanto em São Paulo como em Minas Gerais, encerrar agosto corrente com a melhor média nominal de preços de todos os tempos. O que não se pode esquecer, entretanto, é que no mesmo espaço de tempo requerido para a redução faz-se o caminho inverso para a expansão. Ou seja: que os resultados do momento sejam encarados com euforia: eles são – apenas e nada mais – o resultado de uma séria crise. Que, se esquecida, irá resultar em nova e ainda pior crise. Porque, especialmente, o período de entressafra da carne é, também, o de entressafra do milho. Ou seja: os custos só tendem a aumentar. Nessas circunstâncias, qualquer vacilo pode ser trágico.

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SERVIÇOS & VAREJO


Da redação – São Paulo / SP
Hypermarcas registra lucro maior mas reduz previsão
A Hypermarcas apurou alta de 19,4% no lucro líquido do segundo trimestre, mas o resultado veio abaixo do esperado pela média do mercado. A fabricante brasileira de produtos de consumo também reduziu sua previsão de geração de caixa para o ano e lançou um programa de recompra de ações. A companhia teve lucro líquido de R$ 53,3 milhões no segundo trimestre, após ganho de R$ 44,6 milhões em igual intervalo do ano passado. A média de previsões obtidas pela Reuters com quatro analistas estimava lucro trimestral de R$ 73,3 milhões.
Diante de uma piora no cenário econômico, a companhia resolveu reduzir sua estimativa de geração de caixa em 2011, de acima de R$ 1 bilhão para cerca de R$ 900 milhões. Além da "piora material nas perspectivas macroeconômicas", a empresa cita como responsáveis pela revisão o "tempo maior do que o inicialmente previsto para a reestruturação das forças de vendas e maior tempo do que o previsto inicialmente para o ajuste dos níveis de estoque na cadeia".
A empresa teve geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 220,5 milhões nos três meses até junho, aumento de 38,6% sobre a geração de caixa operacional de um ano antes. A margem Ebitda cresceu de 21,3% para 23,5%. A companhia também lançou um programa de recompra de ações e de compra de opções, além de lançamento de opções de venda referenciadas em papéis da empresa no mercado acionário.
Os programas são válidos por seis meses, até 12 de fevereiro de 2012. "O total de ações ou opções de compra ou venda a serem lançadas ou adquiridas é de até 35 milhões, que representam até 9,5% do total das ações em circulação no mercado", informou a Hypermarcas. O anúncio da recompra, feito na noite do domingo, acontece depois que companhias como Telesp, Gol e MRV Engenharia divulgaram programas de aquisições de ações em meio à fraqueza da Bolsa paulista, cujo índice Ibovespa acumula desvalorização de 22,8% neste ano. (Fonte: Agência Reuters)

São Paulo / SP
Brookfield lucra R$ 78,2 milhões mas reduz projeções
A Brookfield Incorporações apresentou lucro líquido de R$ 78,2 milhões para os três meses até junho, queda de 42,8% sobre o ganho obtido um ano antes, e reduziu suas projeções de lançamentos. A média de previsões de cinco analistas consultados pela Reuters apontava lucro trimestral de R$ 85 milhões para a empresa.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da incorporadora alcançou R$ 184,6 milhões no segundo trimestre, 30,4% menor em relação ao mesmo intervalo em 2010. A margem Ebitda, enquanto isso, passou de 22,2% para 21% na mesma base de comparação. Entre abril e junho, a receita líquida da Brookfield caiu 26,3%, somando R$ 880,6 milhões. A companhia já havia divulgado em meados de julho vendas contratadas de R$ 1,1 bilhão para o segundo trimestre, queda de 13,3% contra igual período de 2010.
Já os lançamentos no período ficaram em R$ 746 milhões, recuo de 7,4% na comparação anual. A Brookfield decidiu reduzir a taxa de crescimento de novos lançamentos para este ano e o próximo com o objetivo de "manter a flexibilidade financeira que nos permita aproveitar as melhores oportunidades de alocação de capital".
As estimativas de lançamentos para 2011 foram reduzidas de entre R$ 4,75 bilhões e R$ 5,25 bilhões para o intervalo de R$ 4 bilhões a R$ 4,2 bilhões. Segundo comunicado da empresa, "esse novo patamar em 2011 corresponde a um crescimento de 38 por centro em comparação ao volume anual de lançamentos de 2010". Para 2012, as projeções de lançamentos passaram de entre R$ 5,25 bilhões e R$ 5,75 bilhões para entre R$ 4,25 bilhões e R$ 4,75 bilhões.
As estimativas de vendas contratadas para 2011 foram mantidas entre R$ 3,8 bilhões e R$ 4,2 bilhões, e entre R$ 4 bilhões e R$ 4,4 bilhões em 2012. A companhia informou ainda que convocou os acionistas para homologar em reunião extraordinária, no fim de agosto, o aumento de capital no valor de 180,8 milhões de reais, por meio da emissão de 22.043.542 novas ações ordinárias, ao preço de 8,20 reais por ação. (Agência Reuters)

Da redação – São Paulo / SP
Sonae Sierra tem alta de 17,2% nas receitas no Brasil
A Sonae Sierra Brasil, uma das maiores empresas de shopping centers do país, fechou o segundo trimestre do ano com uma receita líquida de R$ 53,2 milhões, um aumento de 17,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado consolidado subiu 17,6%, para R$ 40,7 milhões, com uma margem de 76,5%. O resultado operacional líquido (NOI) foi de R$ 50,9 milhões, um incremento de 15,2%. A empresa disse que continua a se beneficiar do bom desempenho de seus shopping centers, com baixos níveis de vacância e reajustes dos aluguéis acima da inflação, bem como do crescimento das receitas de estacionamento e da maturação dos shopping centers, especialmente o Manauara Shopping em Manaus/AM. As vendas nos shopping centers da empresa totalizaram R$934,1 milhões no trimestre, um aumento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Da redação – Curitiba / PR
Mega Polo investe em regionalização do consumo
Vai ser em Cianorte, “capital nacional do vestuário”, cidade a 500 km de Curitiba/PR, a primeira expansão do Mega Polo Moda, maior shopping de atacado e pronta-entrega do Brasil. A empresa possui hoje dois prédios no Brás, com 330 lojas, hotel e uma rodoviária própria, e acredita que pode crescer nos próximos cinco anos com a abertura de unidades em dez cidades brasileiras sem prejudicar a operação em São Paulo. A inauguração do Mega Polo Moda Cianorte, uma parceria com o Open Shopping, que já atua na cidade, acontece em dois meses. Em 2012, estão previstas aberturas de unidades no Centro-Oeste e no Nordeste.

Da redação – São Paulo / SP
Melitta aposta no café do Brasil e avalia aquisições
A multinacional alemã Melitta aposta no Brasil, seu segundo mercado após a Europa, para manter em alta as vendas de café num ambiente de crise, e também tem uma visão de longo prazo para o mercado brasileiro, onde deverá investir cerca de R$ 60 milhões em 2011. Os investimentos em pesquisas, ações junto a consumidores e clientes e em fábricas não incluem eventuais aquisições, as quais os principais executivos da empresa consideram possíveis ainda neste ano. Excluindo o dinheiro a ser investido nas unidades produtoras, de pouco menos de R$ 10 milhões, o montante previsto é mais do que o dobro que a empresa aplicou no país entre 2008 e 2010.

Nova Iorque / EUA
Macy’s tem forte alta nas vendas online
A rede americana de lojas de departamentos Macy’s disse que no segundo trimestre do ano suas vendas tiveram uma expansão de 7,3% na comparação anual, para US$ 5,94 bilhões, com alta de 6,2% em mesmas lojas. No mundo online, porém, o desempenho foi muito mais brilhante: os sites macys.com e bloomingdales.com tiveram um crescimento de 40,2% nas vendas em relação ao segundo trimestre do ano passado. (Agência EFE)

Da redação – São Paulo / SP
Morana concentra expansão no interior do país
Maior rede de bijuterias finas do país, a Morana pretende acelerar sua expansão no interior do país. Em 2010, a rede abriu 34 unidades e a projeção para este ano é inaugurar mais 50. Atualmente, a Morana é a marca mais representativa do Grupo Ornatus.


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COMÉRCIO EXTERIOR


Da redação – Brasília/DF e São Paulo/SP

Exportações brasileiras em alta
Apenas sete meses após a previsão anunciada pelo ministro Wagner Rossi, o valor exportado pelo agronegócio brasileiro já superou a expectativa do Ministério da Agricultura para 2011, chegando a US$ 85,7 bilhões no período acumulado dos últimos 12 meses (agosto de 2010 a julho de 2011). O valor representa um aumento de 23,7% em relação aos 12 meses anteriores. O superávit comercial também subiu e alcançou US$ 69,8 bilhões.
Em janeiro deste ano, o ministro Wagner Rossi apresentou as previsões para as exportações do agronegócio brasileiro que poderiam chegar a US$ 85 bilhões até o fim de 2011, O Ministério da Agricultura previa que, com a média de crescimento de 14% ao ano na última década, seria razoável que houvesse um crescimento em torno ou acima de 10%.
Em relação aos principais destinos das exportações brasileiras, nos últimos 12 meses, foram constatados aumentos nos embarques para Argélia (104,7%), Espanha (55,9%), Japão (49,3%) e Rússia (40,9%). Os produtos mais exportados foram os do complexo soja (US$ 20,6 bilhões), os do complexo sucroalcooleiro (US$15 bilhões) e as carnes (US$14,8 bilhões).
Julho - No que se refere ao mês de julho, houve um incremento de 15,6%, em comparação ao mesmo mês de 2010. Nesse mês as exportações atingiram US$ 8,5 bilhões, resultando em superávit de US$ 1,4 bilhão.
As vendas recordes para o exterior em julho deste ano foram possíveis graças ao desempenho de três setores: o complexo sucroalcooleiro, que contribuiu com 53,1% do incremento das exportações (passando de US$ 1,351 bilhão para US$ 1,959 bilhão); o complexo soja com 31,6% (passando de US$ 1,496 bilhão para US$ 1,841 bilhão); e o café com 12,5% (passando dos US$ 406 milhões para os atuais US$ 550 milhões). Em todos eles, com exceção do café, a quantidade exportada teve redução, que foi compensada pela forte elevação dos preços externos.
As exportações brasileiras do agronegócio apresentaram crescimento em todos os destinos, A União Europeia recuperou uma parte da participação perdida nos últimos anos, passado de 25,8% para 26,6% do total.
Crise - Em relação à crise financeira mundial, o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, acredita que não haverá grande impacto nas exportações brasileiras. "A experiência de 2009 mostra que o impacto pode ser maior nos preços e não nas quantidades demandadas", explica. A posição do secretário é a mesma do ministro Wagner Rossi, que afirmou em coletiva na última terça-feira, 9 de agosto, que a demanda por alimentos continuará grande, mas os preços médios devem ter uma variação para baixo. "Mesmo assim, a agricultura será o grande esteio do Brasil para enfrentar as possíveis dificuldades mundiais", afirmou Rossi. (Fonte: Assessoria de Imprensa do Mapa)


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TI, WEB & e-COMMERCE

Chicago / EUA
Walmart muda suas estratégias no comércio eletrônico
O Walmart, maior rede varejista do mundo, está reformulando sua estrutura de comércio eletrônico, remanejando os executivos que dirigem as lojas do grupo em mercados desenvolvidos para o comando de suas lojas virtuais nestes países, de acordo com um memorando interno obtido pela Reuters. Essa decisão e outras ações sobre a atuação da empresa em comércio eletrônico, que estão sendo divulgadas aos funcionários no dia 12/8, incluem também a demissão de dois executivos do setor de comércio eletrônico.
O Walmart tem presença na Internet há anos, mas continua em desvantagem diante de concorrentes como a Amazon.com em termos de reconhecimento. A varejista vem trabalhando para alterar a percepção de que está defasada na Internet. No começo de junho, o presidente-executivo Mike Duke declarou a investidores e funcionários na assembleia anual de acionistas da empresa que, no que tange ao comércio eletrônico, "não queremos só competir - queremos jogar para vencer".
Nos dois últimos anos, do Walmart adquiriu o serviço Vudu de vídeo online e a companhia de tecnologia Kosmix, e uma participação no site chinês de comércio eletrônico Yihaodian. Embora a empresa tenha conseguido alguns avanços, é preciso fazer mais para encorajar os consumidores a usar seu site, disse Patty Edwards, vice-presidente de investimento do grupo, ao Trutina Financial, um jornal do Estado de Washington. "As lojas precisam promover o site, estabelecer a conexão", disse a executiva.
Agora, o Walmart terá equipes de comércio eletrônico nos mercados desenvolvidos - EUA, Reino Unido, Canadá e Japão - sob o comando direto dos executivos que dirigem as lojas do grupo nesses países, de acordo com o memorando. A empresa não revela que porcentagem de seu faturamento vem dos negócios online. As vendas da empresa no ano fiscal de 2011 foram de US$ 419 bilhões. Reforçar as vendas online é uma estratégia de crescimento importante para a cadeia de varejo, que há dois anos registra queda de vendas em suas lojas físicas nos EUA. (Agência Reuters)

São Paulo / SP

Comércio na internet chega ao Facebook Brasil com força
Atentas ao crescimento do Facebook no Brasil, as empresas já começam a olhar para o comércio na rede social como uma forma de elevar suas vendas na internet. O "social commerce" deve gerar US$ 5 bilhões (R$ 8,15 bilhões) em todo o mundo neste ano, segundo estudo da Booz & Company. Desses, US$ 1 bilhão virá dos EUA, em que 20% das vendas das grandes marcas na web ocorrem no Facebook. De olho nessa fatia, os sócios Tatiana Albuquerque e Flávio Berman lançaram a E-Like, empresa de soluções voltada para esse mercado. Em julho, a desenvolvedora colocou na rede seu primeiro produto, o Meu Shopping, uma butique no Facebook que reúne lojas como Enoteca Fasano, as marcas de roupas Richard's e Cantão e a de lingeries Hope. Ao todo, são oito já em funcionamento, número que deve crescer nos próximos dias com a Sack's, loja de cosméticos on-line do grupo francês de luxo LVMH.
Curtir os produtos - Para comprar, é preciso "curtir" a página da marca no Facebook. Toda a transação é feita dentro da rede social. "Com menos de um mês de loja no ar, tivemos mais de 10 mil usuários cadastrados e ativos", afirma Tatiana. No Brasil, a rede social tem 22 milhões de usuários. "É o quadrilátero mais caro da internet, como a rua Oscar Freire, em São Paulo", diz. O diferencial de uma loja no Facebook é aproveitar a interação entre os usuários para divulgar os produtos. Adquirir um vale-compra para um amigo que faz aniversário naquele dia e ganhar descontos em compras com amigos na rede social estão entre as facilidades oferecidas pelo Meu Shopping. "Uma loja no Facebook é como estar no shopping com os amigos. Você pode comprar, sugerir um produto. Uma série de interatividades que eu não tenho na loja on-line", diz Vanda Dias, gerente de e-commerce da Hope. "Estamos muito confiantes com essa plataforma. A tendência é que isso represente uma boa fatia das nossas vendas na internet", diz Alexandre Icaza, da Glamour, site de vestuário previsto para estrear no Meu Shopping ontem.


São Paulo / SP

Grupo Onofre inicia e-commerce de eletrônicos
De olho no crescimento do comércio on-line, que deve girar cerca de R$ 20 bilhões em 2011, e na possibilidade de se diferenciar em serviços, o grupo Onofre iniciará a venda virtual de eletrônicos com entrega em até quatro horas. Batizado de Onofre Eletro, o portal deve começar em meados de setembro com 300 itens à venda para a Grande São Paulo. Até lá, a rede venderá os produtos por telefone, a partir de hoje, dia 15/8. A intenção é aumentar as regiões em 2011. O investimento será de R$ 10 milhões. Hélio Polito, ex-braço direito de Michel Klein, presidente das Casas Bahia, comandará as operações. "Percebemos problemas de vários sites de e-commerce com logística. Então vimos que seria interessante ampliar a venda dos produtos e usar nossa rede de entrega de medicamentos", diz Marcos Arede, diretor comercial da Drogaria Onofre. Além do prazo de entrega, outro apelo será a concessão de um cupom com 10% do valor da compra para ser usado na rede de farmácias. (Agência Reuters)

São Francisco / EUA
Google+ banirá usuário com perfil falso
A Google decidiu impedir o uso de pseudônimos e apelidos no lugar dos nomes reais dos usuários de sua rede social, a Google+. Conforme informações do site Mashable, a rede social, que já possui 25 milhões de usuários, banirá o usuário que não informar seu nome correto, mas isso não deverá ocorrer imediatamente. Os usuários que possuem contas falsas ou usam nomes diferentes do real terão um prazo de quatro dias para modificar seus perfis, antes de serem deletados da rede. Segundo o eWeek, a decisão acontece mesmo depois da Google ser alvo de críticas por suspender provisoriamente inúmeras contas que violaram sua política para uso de nomes, que foi criada para evitar spams e prevenir o uso irresponsável de contas falsas. A empresa americana afirmou que a decisão, além de tornar mais agradável a navegação pela rede social, dará ao usuário uma experiência mais próxima da realidade, onde interage com pessoas reais. (Agência EFE)

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MERCADO DE LUXO


Harley-Davidson Night Rod Special 2011

A Harley-Davidson oferece a edição especial na família VRSC, a Night Rod Special. Poderosa, a moto traz apresenta um motor Revolution 60° V-Twin refrigerado a líquido que entrega potência de 125 cavalos em 1.250 cc. (LEIA +)


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