Edição 289 | Ano II

Cancún / México
Liderado pelo Brasil, América Latina crescerá 4,8% em 2010
O IIF - Instituto Internacional de Finanças -, a maior associação de instituições financeiras do mundo, divulgou hoje suas perspectivas econômicas para a América Latina, nas quais prevê um crescimento regional de 4,8% em 2010 e de 3,7% em 2011, depois que a economia da área caiu 2,3% em 2009. O IIF, que manteve hoje uma reunião na cidade de Cancún (México), destaca em seu documento que em 2010 o crescimento da região será liderado pelo Brasil (5,8%), seguido por Peru (5,6%), Chile (5,5%), México e Argentina (4,8% cada), Colômbia (3,8%), Equador (2,6%), e, por último, Venezuela (2%). "Muitas das economias líderes da América Latina estão mostrando um forte crescimento e estão imersas em um caminho de recuperação", indicou em entrevista coletiva o diretor-geral do IIF, Charles Dallara, durante a apresentação dos resultados do relatório.
A região enfrentou uma primeira metade de 2009 "extremamente difícil", mas o início de boas políticas monetárias e fiscais em exercícios anteriores e um sistema bancário forte deram força a ela, "o que lhe permitiu recuperar-se impressionantemente na segunda parte do ano passado", disse Dallara. O diretor advertiu que durante 2010 os governos e os bancos centrais dos países latino-americanos "enfrentarão novos desafios", que podem ser resultado de ações tomadas em países desenvolvidos, os quais buscarão este ano "enfrentar enormes deficit fiscais e abandonar os altos estímulos de política monetária" que deram durante a crise. Estas medidas podem em consequência "empurrar as taxas de juros para o alto", e apreciar as taxas de câmbio de algumas moedas da região, disse. "Antecipamos que a inflação pode aumentar em alguns países da região", e "há um grande número de processos eleitorais este ano na América Latina que aumentam a incerteza sobre a direção das políticas nacionais", especificou.
Neste sentido, o IIF, que conta com 380 membros, 45 deles na América Latina, se mostrou "extremamente preocupado" com a situação de Argentina e Venezuela, onde se preveem níveis de inflação de 28% e 42%, respectivamente. Dellara lembrou que já se conhecem muito bem no mundo os efeitos negativos da inflação e da hiperinflação, e advertiu que "sacrificar" os esforços de reduzi-la pode ser "muito custoso". O organismo financeiro é muito crítico com o grupo de países integrado por Venezuela, Argentina e Equador, e assinala que os três crescerão na média 3%, em comparação a Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, que aumentarão na média 5,4% este ano.
O diretor do departamento para a América Latina do IIF, Frederich Jaspersen, indicou em entrevista coletiva que esses três países "francamente não seguiram políticas macroeconômicas ortodoxas e balanceadas, mas suas políticas populistas afugentaram o investimento privado do país, e dois deles não têm acesso aos mercados de capital". Para 2011, o crescimento da região será de apenas 3,7% "porque as economias maduras na Europa e dos EUA tirarão os pacotes de estímulo fiscal que vimos em 2009 e 2010, por isso que teremos uma economia global menos afortunada, e a demanda externa será menor para os produtos latino-americanos", explicou Jaspersen.
A esse respeito, o estudo projeta que o superávit comercial da região vá diminuir dos US$ 66,6 bilhões de 2009 para US$ 49,5 bilhões este ano, e que trará como consequência deficit da conta corrente de 1,6% do PIB (Produto Interno Bruto) da região. Por outro lado, o organismo projeta que os fluxos líquidos de capital privado aumentem de US$ 135,7 bilhões, em 2009, para US$ 176,5 este ano, porque "as corporações multinacionais aproveitarão a ampla recuperação econômica da América Latina e aumentarão seus investimentos na região". O IIF insiste em seu relatório que os países da região devem impulsionar reformas estruturais essenciais, em alguns casos fiscais para aumentar a base de contribuintes, de previdência, de flexibilidade no trabalho, concorrência, e de propriedade intelectual. (Agência Reuters)

Cancún / México
Brasil será menos afetado com fraqueza do yuan
O Brasil está menos preocupado com a fraqueza da moeda chinesa do que outras grandes economias que reclamam do yuan, disse neste domingo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Segundo Meirelles, a economia brasileira está sendo puxada pela robusta demanda interna, então o impacto de importações da China é menos preocupante para o Brasil do que para países como os Estados Unidos. Meirelles falou com repórteres durante o encontro anual do BID -Banco Interamericano de Desenvolvimento - em Cancun, no México. Ainda conforme o presidente do BC, a aversão ao risco nos mercados internacionais como resultado de problemas na Europa agora é provavelmente o fator mais relevante a ser observado por agentes no mundo todo, se referindo à crise fiscal da Grécia. As pressões políticas estão aumentando na Casa Branca para que Washington declare o sistema cambial da China como manipulador, com alguns senadores norte-americanos ameaçando sanções a produtos chineses se Pequim não permitir que o yuan suba. Grandes nações exportadoras querem que Pequim abandone sua taxa de 6,83 yuans por dólar imposta em meados de 2008 para ajudar exportadores chineses a lidar com a crise global financeira. Nos três anos antes disso, Pequim deixou o iuan se valorizar 21% contra o dólar. Perguntado se planeja deixar o BC no início de abril para concorrer às eleições de outubro, Meirelles disse que ainda tem tempo para tomar uma decisão. (Agência Reuters)


São Paulo / SP
Royalties não melhoraram vida em municípios produtores
Os royalties do petróleo não têm sido suficientes para melhorar a qualidade de vida da população nos principais municípios produtores, mostra um levantamento que vem sendo coordenado pelo professor Cláudio Paiva, do Departamento de Economia da Unesp - Universidade Estadual Paulista. Segundo ele, os royalties "trouxeram a corrupção", diante da falta de um marco regulatório sobre a aplicação dos recursos. "Isso não quer dizer que tenhamos de tirar os recursos desses municípios. Temos é que ter um controle forte sobre esses recursos", diz o pesquisador. Com foco nas principais cidades produtoras de petróleo, entre elas Campos e Macaé, no litoral norte do Rio de Janeiro, o Departamento vem analisando como os recursos do petróleo estão sendo aplicados nessas cidades - e seus efeitos na qualidade de vida. Um dos estudos mostra que, desde 2004, o município de Campos gastou R$ 18 milhões em convênios com quatro hospitais da cidade, mas que o número de internações manteve-se o mesmo no período. Um outro levantamento indica um crescimento elevado nos gastos com Cultura 0- uma rubrica difícil de ser auditada, segundo Dantas. Em Quissamã, por exemplo, o gasto chega a R$ 618 per capita, enquanto em São Paulo esse valor é de R$ 19. Na avaliação do professor da Unesp, a redistrubição dos royalties para todo o país como aprovado na Câmara "não é solução para o problema". "Não existe uma política deliberada de aplicação dos royalties. Como os municípios não têm qualquer forma de planejamento, esse dinheiro vai para o ralo", diz o pesquisador.
Qual impacto os royalties do petróleo trouxeram para a região?
Nos municípios analisados, sobretudo em Campos e em Macaé, que recebem a maior quantidade de recursos, a gente não viu melhora significativa na saúde, nem na habitação. Há falta de planejamento, desvio de recursos públicos. Vários prefeitos na região foram cassados. Por não ter um controle social adequado, um marco regulatório, o dinheiro dos royalties, na verdade, trouxe com ele a corrupção. Essa é questão-chave. Isso não quer dizer que tenhamos de tirar os recursos desses municípios. Temos é que ter um controle forte sobre esses recursos.
BBC Brasil - Isso quer dizer que royalties não são sinônimo de desenvolvimento?
Paiva - No Brasil, pelo menos, não é. Em outras partes do mundo, é. Nesse momento, temos uma grande chance de ter um novo milagre econômico com os recursos do pré-sal. O fato é que não existe um projeto nacional de desenvolvimento, ou seja, aquilo que o governo federal aponta como foco de investimentos... Isso não tem. Não existe uma política deliberada de aplicação dos royalties. A emenda Ibsen, por exemplo, diz: vamos repartir, então todo mundo vai ganhar uma pequena parte dos royalties do pré-sal. No entanto, os municípios não têm qualquer forma de planejamento. Esse dinheiro vai para o ralo. Vai para contratação de funcionários, vai para corrupção, enfim, destinos que não melhoram a situação da população desses municípios.
O debate sobre a redistribuição está errado?
É um debate ainda inócuo, de quem ganha e quem perde. O debate é de como os royalties podem reduzir a desigualdade regional no país. O Nordeste precisa de recursos, sim. Mas não é simplesmente tirar recursos do Rio de Janeiro, que gera um desequilíbrio no pacto federativo. Temos que estabelecer regras de transição. Enquanto ficar nessa briguinha... Fazer um projeto desse, de redistribuição, é justo. Ninguém vai falar que não é justo. Só que isso é inconstitucional. Precisa de fato de um plano nacional de desenvolvimento. Só depois a gente pode pensar em redistribuição dos royalties.
Me parece precipitado você tentar resolver o problema dividindo isso para todos os municípios. Será que fazer a simples divisão dos recursos para outros municípios vai resolver o problema das desigualdades? Isso precisa de tempo, precisa ser estudado, olhar as experiências de municípios que já recebem muitos royalties. E também precisamos pensar na manutenção do pacto federativo. Não se pode colocar um assunto desse em votação em ano de eleição. É obvio que os deputados estão preocupados com o que seus eleitores estão pensando.
O senhor defende o uso dos royalties como ferramenta de redução das desigualdades?
Já que o recurso é nacional, já que temos uma grande chance, com os recursos do pré-sal, de ter um novo modelo de desenvolvimento, deveríamos pensar em como criar fundos para reduzir as desigualdades regionais. Precisamos olhar para as experiências atuais e tentar compreender o que está sendo feito com os royalties do petróleo. Ou seja, será que as políticas publicas executadas a partir dos royalties têm melhorado a qualidade de vida da população? Eu não tenho certeza se isso melhorou. Pelo contrário, os resultados até agora mostram que a melhora não foi tão fundamental como a gente imaginava. Outros municípios brasileiros têm políticas públicas muito melhores do que a de Campos e Macaé, por exemplo, que são os municípios que mais recebem royalties do petróleo.'
Um dos argumentos para uma maior cota dos royalties às cidades produtoras é de que elas precisam ser compensadas pelo fato de que um dia o petróleo vai acabar. Além disso, essas localidades teriam que gastar mais com infraestrutura e proteção ambiental...
Na verdade, a discussão dos royalties já perdeu relação com o fato de o bem ser finito. Esse é um debate muito complicado. Há 30 ou 40 anos as pessoas falam que o petróleo é escasso. E aí a gente vai descobrindo o pré-sal, outras fontes, e as reservas estão aumentando cada vez mais. O debate não está mais aí. O debate dos royalties é uma compensação financeira, que já foi julgada pelo Supremo, das mudanças feitas pela Constituição de 88, da não cobrança do ICMS na origem dos recursos do petróleo. Isso faz toda a diferença, inclusive para inviabilizar a emenda Ibsen.
E quanto à compensação em função de um maior risco ambiental?
Esse argumento não faz sentido. O argumento final é o da compensação pelo ICMS, definido pelo Supremo. No caso da Bacia de Campos, estamos falando de plataformas que estão a 150, a 200 quilômetros da costa. Não é questão de impacto ambiental. Boa parte desses recursos e a totalidade, no caso do pré-sal, vem de alto-mar. O debate não é ambiental, é uma compensação financeira mesmo.
Mas essas cidades, em tese, têm que lidar com alguns problemas em função da exploração do petróleo, não?
Não. No caso de Macaé, houve um crescimento explosivo da cidade. E você multiplica muito rapidamente a população. Essa pessoa acaba indo para a periferia, vai ocupando áreas de impacto ambiental. E o prefeito não coibiu. E muitas vezes esses lugares foram curral eleitoral. Todos os municípios da região são dominados por alguns grupos. Claro que falta infraestrutura. Mas todas as coisas que foram feitas para atrair esses investimentos para região, foram investimentos federais. A pesquisa de petróleo é federal. E quem está colhendo os benefícios são essas cidades. Tanto em Macaé, como em Campos, o que se tem é uma falta de planejamento urbano. (Agência BBC)


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Principais JORNAIS no Brasil e no Mundo


Jornais nacionais
Folha de S.Paulo / Lula inaugura obras que voltam a ser canteiros
Agora S.Paulo / Troca de benefício pode dar reajuste de até 63%
O Estado de S.Paulo / Bancos públicos lideram alta dos juros para o consumidor
Jornal do Brasil / Brincar também dá lucro
O Globo / Lula deixa para sucessor conta de R$ 35 bi do PAC
Correio Braziliense / Cerco aos sonegadores
Estado de Minas / Vem aí a Petrobras do setor elétrico
Diário do Nordeste / Alerta: como evitar o roubo do seu carro
A Tarde / Revitalização destoa do ritmo das obras no Rio São Francisco
Extra / Estado para por ar-condicionado que não funciona nas escolas
Correio do Povo / Litoral gaúcho protesta por royalties do petróleo
Zero Hora / Projeto internacional de Lula esbarra em direitos humanos

Revistas Semanais
Veja / O psicótico e o Daime
Época / O daime provocou o crime?
IstoÉ / O avanço do exorcismo
Carta Capital / E que diria São Pedro?

Jornais internacionais
The New York Times (EUA) / Obama anima Democratas em esforços finais antes da votação da reforma
The Washington Post (EUA) / Para pede desculpas por casos de abusos sexuais na Irlanda, mas não propõe mudanças na polícia do Vaticano
The Times (Reino Unido) / Revelação: Partido Trabalhista pagou para influenciar escândalo
The Guardian (Reino Unido) / British Airways "declara guerra" aos sindicatos após fracasso nas negociações
El País (Espanha) / Venezuela se torna "balneário" do ETA
Clarín (Argentina) / Avança acordo entre Reutemann e De Narváez


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INDICADORES ECONOMICOS


Da redação – São Paulo / SP
Indústria deve expandir capacidade instalada em 15% neste ano
As empresas devem expandir a capacidade instalada em 2010 em 14,6%, em média, o maior percentual registrado nos últimos oito anos, de acordo com a sondagem de investimentos da indústria divulgada nesta segunda-feira pela FGV - Fundação Getulio Vargas. A consulta foi feita durante os meses de janeiro e fevereiro. Para o triênio 2010-2012, a elevação projetada ficou em 23,8%, acima da prevista no ano passado para o triênio 2009-2011 (21,2%), mas inferior à feita em 2008 (25,1%). Entre as categorias de uso, bens de consumo se destaca neste ano, com previsão de expansão média de 16,0% - a mais favorável nos últimos cinco anos. Os setores de bens de capital e bens intermediários aparecem em seguida, com projeções de 15,4% e 13,8%, respectivamente. No horizonte de três anos (2010 a 2012), a maior taxa média de investimentos em capacidade de produção também foi contabilizada em bens de consumo (27,1%). Em bens de capital, a taxa apurada na pesquisa foi de 25,9% e, em bens intermediários, 21,7%.
Demanda - O nível de demanda interna foi considerado uma influência positiva para a realização de investimentos por 80% das empresas. A avaliação sobre a demanda externa verificou um percentual de 40%. Já as condições de financiamento foram analisadas como uma influência positiva neste ano por 42% das empresas, o melhor resultado da série. A taxa de juros foi indicada por 31% do mercado, mas apontada como influência negativa por outros 29%. Apesar das opiniões divididas, essa também é a melhor avaliação dessa variável nos últimos quatro anos. (Fonte: Assessoria de Imprensa FGV)


RESUMO da Semana – 15 a 19 de março de 2010

IGP-10 varia 1,10% em março - A taxa apurada em fevereiro foi de 1,08%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Os três componentes do IGP-10 apresentaram as seguintes trajetórias, na passagem de fevereiro para março: IPA, de 1,15% para 1,34%, IPC, de 1,09% para 0,78% e INCC, de 0,55% para 0,33%.

IPC-S sobe na segunda semana de março - O IPC-S de 15 de março de 2010 registrou variação de 0,93%, taxa 0,05 ponto percentual (p.p.) acima da apurada na última divulgação. Duas das sete classes de despesa responderam pela aceleração do indicador: Alimentação e Vestuário.


ECONOMIA NACIONAL
Dólar Comercial

Data R$/US$
15/03 1,7644
16/03 1,7666
17/03 1,7640
18/03 1,7848
19/03 1,7990
Fonte: BACEN


Indicadores Financeiros

Copom mantém a taxa Selic em 8,75% ao ano
Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela elevação da taxa Selic em 0,5 p.p. O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.


Índices de Preços ao Consumidor

IPC da FIPE registra variação de 0,51% na 2º quadrissemana de março
A segunda quadrissemana de março do índice de Preços ao Consumidor (IPC) apontou inflação de 0,51% na cidade de São Paulo, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na última quarta-feira. O resultado ficou 0,10 ponto percentual (p.p.) abaixo do índice registrado na primeira quadrissemana do mês (0,61%). Os resultados dos sete itens que compõem o IPC da Fipe foram: Habitação (0,50%), Alimentação (1,27%), Transportes (0%), Despesas Pessoais (0,43%), Saúde (0,33%), Vestuário (-0,45%) e Educação (0,15%).


Setor Externo

Segunda semana de março apresenta superávit de US$ 82 milhões
Na segunda semana de março (de 8 a 14), a balança comercial brasileira registrou superávit (diferença entre exportações e importações) de US$ 82 milhões, com uma média diária de US$ 16,4 milhões. Nesses cinco dias úteis, as exportações somaram US$ 3,423 bilhões (média diária de US$ 684,6 milhões) e as importações US$ 3,341 bilhões (média diária de US$ 668,2 milhões). De acordo com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a corrente de comércio (soma dos valores exportados e importados) do período foi de US$ 6,764 bilhões, o que significou negociações médias de US$ 1,352 bilhão por dia útil. A média diária das exportações, na semana, foi 1,3% maior que a verificada na primeira semana do mês.


Economia Internacional

Índices de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos ficam estáveis
O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira que o índice de preços ao consumidor ficou estável em fevereiro em comparação ao mês de janeiro deste ano. O preço mais elevado dos automóveis foi compensado pela queda nos custos com energia. Desde março de 2009, quando o Índice de Preços americano caiu 0,1%, esta é a primeira vez que o índice apresenta variação tão tímida. O núcleo do CPI (sigla em inglês), que exclui os preços voláteis de energia e alimentos, subiu 0,1% em fevereiro. Em janeiro, o CPI subiu 0,2% e o núcleo caiu 0,1%.


Produção industrial dos EUA sobe 0,1% em fevereiro
De acordo com o Banco Central dos EUA, Federal Reserve, a produção industrial americana teve um aumento de 0,1% em fevereiro, acumulando oito meses consecutivos de crescimento. Os setores de bens de mineração e de bens de utilidade pública aumentaram 2% e 0,6%, respectivamente. A produção no setor manufatureiro mostrou contração de 0,2%, afetado pelas más condições climáticas (neves), que paralisaram linhas na região noroeste e reduziram as horas trabalhadas.


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MERCADO DE CAPITAIS
(Informações: Dow Jones, Bovespa, Reuters, EFE, AFP e Associated Press)


HOJE – Fechamento das Bolsas asiáticas

Tóquio / Japão
Bolsas da Ásia recuam por problemas na Grécia e alta dos juros na Índia
As principais bolsas da Ásia fecharam o primeiro pregão da semana em queda, com preocupações renovadas sobre a Grécia e o fechamento negativo de Wall Street na sexta-feira minando o desempenho de alguns mercados. A exceção foi o mercado chinês.
- Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,05% para 20.933.
- Na Coreia do Sul, a bolsa de Seul teve queda de 0,8%.
- Em Taiwan, a retração foi de 0,8%, para 7.835 pontos, enquanto que Sydney teve perda de 0,86%, para 4.830 pontos.
- Na contramão, o índice Shangai Composite, da Bolsa de Xangai, ganhou 0,22%, para 3.074 pontos.
- O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico excluindo o Japão, exibia queda de 1,46% às 7h30 (horário de Brasília), devolvendo ganhos recentes.
- Já a Bolsa de Tóquio não abriu porque é feriado no Japão.
Análise - O indicador foi pressionado por fraqueza de commodities e do petróleo que prejudicou o desempenho de ações desses setores, como o da australiana BHP Billiton. O desempenho da região também foi afetado pela alta de juro na Índia, que surpreendeu os investidores e pressionou outros importantes mercados asiáticos, com exceção de Xangai. No mercado chinês, o bom desempenho dos bancos locais deram suporte para a alta. No fim se semana, líderes da União Europeia deram sinais conflitantes sobre uma ajuda a Atenas, preparando o cenário para uma encontro tenso em 25 e 26 de março e reforçando dúvidas sobre se os países europeus chegarão a um acordo para um pacote de ajuda. Para Lee Sun-yub, analista de mercado na Shinhan Investment Corporation, investidores devem ficar cautelosos até que uma decisão seja tomada sobre a Grécia. Ele também citou que as ações nos Estados Unidos passaram por correção técnica após uma sequência de ganhos, o que pode ter pesado no pregão em Seul.


HOJE – Abertura das Bolsas Européia

- Londres / Inglaterra - O índice geral da Bolsa de Valores de Londres, o FTSE-100, abriu hoje em baixa de 8,79 pontos (0,16%), aos 5.641,33. O barril de petróleo Brent para entrega em maio abriu hoje em baixa no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, cotado a US$ 79,33, US$ 0,55 menos que no fechamento da sexta-feira.
- Frankfurt /Alemanha - O índice DAX-30 da Bolsa de Valores de Frankfurt abriu em baixa de 0,33%, aos 5.963 pontos.
- Paris / França - O índice geral da Bolsa de Valores de Paris, o CAC-40, abriu em baixa de 0,49%, aos 3.906,22 pontos frente aos 3.925,44 pontos do fechamento do sexta-feira passada.
- Roma / Itália - O índice seletivo FTSE-MIB da Bolsa de Valores de Milão abriu com tendência de 0,33%, aos 22.611,66 pontos. O índice geral FTSE Italia All Share também caiu na abertura 0,30%, para 23.109,28.
- Madri / Espanha - O índice Ibex-35 da Bolsa de Valores de Madri abriu em baixa de 61,90 pontos (0,56%), aos 10,929, enquanto o Índice Geral da Bolsa, com todos seus setores em negativo, retrocedia o 0,49%.


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MERCADO FINANCEIRO


Brasília / DF
Bancos públicos lideram alta de juros
Os bancos públicos lideram a alta dos juros nos empréstimos ao consumidor em 2010. Levantamento feito com dados do Banco Central mostra que a taxa do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal subiu este ano mais do que no Itaú, Bradesco e Santander. Os bancos federais lideram a alta nas quatro operações para pessoas físicas acompanhadas pelo BC: crédito pessoal, financiamento de veículos, aquisição de bens e cheque especial. Analistas dizem que a alta pode ser fruto da recomposição da margem de lucro ou de mudança no perfil dos clientes. Após meses de atuação agressiva, com corte dos juros entre 2008 e 2009, o comportamento dos bancos públicos parece mudar. Números do BC mostram que o juro médio praticado pelo BB e pela Caixa sobe gradualmente desde o fim de 2009. Na modalidade mais tradicional de empréstimo, o crédito pessoal, a Caixa lidera o aumento. Entre o fim de 2009 e 18/3, a taxa subiu 2,9 pontos porcentuais e atingiu 30,9% ao ano. Proporcionalmente, essa foi a maior alta de juros - cerca de 10% no período - entre os cinco maiores bancos. O BB foi o segundo que mais elevou a taxa. No Itaú, oscilou ligeiramente e o Bradesco reduziu em 4 pontos.
Carros - No financiamento de veículos, operação apoiada pelo governo, foi a vez de o BB liderar. No ano, a taxa média do banco subiu 3 pontos e está em 22,9%. Na média, o BB empresta hoje com um juro 15% maior que o do fim de 2009. Em segundo na lista, a Caixa teve aumento de 1,7 ponto. A taxa do Bradesco subiu 1,2 ponto e o Itaú reduziu os juros em quase 2 pontos. Ainda que esses bancos não tenham anunciado a alta do custo dessas operações, a taxa cobrada pode subir. Isso acontece porque as instituições estabelecem juros mínimos e máximos e a taxa praticada oscila dentro desse intervalo, conforme o perfil do cliente. Se o banco avaliar que o tomador do empréstimo tem mais risco, cobra mais juro. Desde o início do ano, é esse movimento que tem acontecido.
Queda da inadimplência - "Os bancos públicos podem estar aproveitando o aumento da demanda para recompor margens. Essa é a explicação mais razoável, até porque o risco de crédito não aumentou nos últimos meses. Pelo contrário, a inadimplência caiu e diminuiu a chance de calote, o que deveria gerar um alívio nos juros", diz o diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad, Alberto Borges Matias. O economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, fez uma avaliação parecida. "Podemos ter milhares de explicações, mas há alguns motivos mais comuns. No caso dos públicos, eles fizeram um movimento muito forte de corte da taxa na crise e, agora, podem estar recompondo margem. É possível também que,para manter o ritmo de crescimento, estejam operando com novos clientes, o que eleva a taxa final." Vale lembrar que, mesmo com a alta recente, os bancos públicos ainda praticam taxas competitivas. No cheque especial e no crédito pessoal, Caixa e BB emprestam com as taxas mais baixas entre os cinco grandes. No financiamento de veículos, estão na média do mercado. A exceção fica com a aquisição de bens, segmento em que a Caixa empresta com o maior juro dos cinco maiores bancos: 71,9% ao ano. (Agência Estado)


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INDÚSTRIA


São Paulo / SP
Presidente basco insiste em que sua região é "um bom negócio para o Brasil"
O lehendakari (presidente) do Governo do País Basco, Patxi López, insistiu que "sua região é um bom negócio para o Brasil, no bom sentido da palavra". López iniciou uma estadia de quatro dias no Brasil com um caráter econômico e na qual na próxima quarta-feira se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. López está acompanhado por uma missão composta por mais de uma centena de empresas bascas e outros membros do Governo. Entre as companhias que viajam com o presidente estão Aernnova, fornecedor da Embraer; Gamesa; CAF, que trabalha no metrô de São Paulo; e CIE Automotiv. Em sua chegada a São Paulo, López manifestou aos meios de comunicação que viajaram com ele que o País Basco pode ser a "porta de entrada das empresas brasileiras para a Europa". O presidente explicou que escolheu o Brasil para realizar esta missão comercial e institucional porque o país é um "emergente com enormes possibilidades". Durante sua viagem, López vai se encontrar com o presidente Lula e com os ministros de Transportes, Alfredo Pereira do Nascimento; Minas e Energia, Edison Lobão; e Desenvolvivimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel João Jorge Filho. Além disso, ele visitará as plantas de três empresas estabelecidas em São Paulo dos setores de automoção, aeronáutico e ferrovia: CIE Automotiv, Embraer e CAF. Amanhã, o presidente do Governo Basco deve ter um encontro com Jorge Gerdau, presidente do conselho do Grupo Gerdau, principal acionista da empresa basca Sidenor. (Agência EFE)


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AGRONEGÓCIOS


Da redação – Curitiba / PR
Capacidade de armazenagem será ampliada
Com volume de recebimento em expansão, a Cocamar anuncia investimentos na ampliação de sua estrutura de armazenagem de grãos, que tem capacidade estática para 601 mil toneladas. O gerente de operações com produtos, Wilson Roberto Matera, informa que foi autorizada a construção de um novo conjunto de silos metálicos verticais na área de armazéns situada no parque industrial da cooperativa em Maringá, idêntico ao que foi implantado entre 2007 e 2008. Serão oito unidades, com capacidade para 6 mil toneladas cada um. "As obras, que devem começar em breve, ficam prontas para a próxima safra de verão", comenta Matera, acrescentando que o armazém graneleiro de Cianorte, atualmente para 70 mil toneladas, terá sua estrutura ampliada para comportar mais 12 mil toneladas.
Melhorias - O gerente disse ainda que, ao longo de 2010, serão realizadas várias melhorias na rede de entrepostos para agilizar ainda mais o recebimento das safras. No ciclo 2009/10, cuja colheita vai chegando ao seu final na região da cooperativa, os cooperados devem totalizar a entrega de 450 mil toneladas. A esse montante são acrescidos os volumes entregues por outras cooperativas da região e também as compras efetuadas junto a terceiros, que completam a demanda do parque industrial da Cocamar, de 870 mil toneladas este ano. (Fonte: imprensa Cocamar)


São Paulo / SP
Frangos Canção investe
O Grupo Frangos Canção acaba de inaugurar uma fábrica de ração em Terra Boa, município localizado na região noroeste do Paraná. Ainda este ano a unidade de Indianópolis receberá mais uma linha de produção. Entre 2009 e 2010, os investimentos da empresa chegarão a R$ 10 milhões na estrutura das fábricas dos dois municípios. De acordo com o presidente da empresa, Ciliomar Tortola, o objetivo principal é dar maior suporte aos produtores de aves para conquistarem a marca de 400 mil frangos por dia. Atualmente são abatidos 205 mil. Outro foco é a melhora na qualidade dos produtos graças à tecnologia de última geração. A iniciativa criará cerca de 30 novos postos de trabalho diretos.
Com a abertura da fábrica de ração de Terra Boa em dezembro de 2009 e a construção de uma nova linha de produção em Indianópolis neste ano, o Grupo produzirá mais de 40 mil toneladas de ração por mês e acompanhará mais de perto a qualidade do alimento para nutrir os frangos produzidos pelos 354 integrados que trabalham em parceria com a Frangos Canção, com 443 aviários ao todo. Em breve, outras 80 propriedades farão parte do sistema.
A fabricação própria poderá suprir melhor o aumento da produção que está previsto para este ano e atender o crescimento das exportações para o mercado europeu e oriental. De acordo com o gerente agroindustrial da Frangos Canção, Valmor Ceratto, hoje o Grupo abate em média 4,9 milhões de cabeças por mês. A pretensão é de que este número cresça e chegue à casa dos 6 milhões entre 2010 e 2011. "Para tanto, precisamos ter um sistema de abastecimento de ração bem organizado, por isso ampliamos nossa própria produção", diz. Atualmente, o consumo de ração na empresa é de 20 mil toneladas por mês.
Economia é um outro fator positivo na produção própria de ração. Ceratto explica que a fábrica, aliada à base para um bom desempenho da produtividade do frango, às boas instalações dos aviários e ao bom manejo nos cuidados com os lotes de aves, será o ponto relevante dos custos da empresa. "O setor funciona como um tripé: ração, ambiente de criação e manejo", ressalta o gerente. As informações partem da Assessoria de Imprensa da Frangos Canção. (Agência Safras)


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SETOR AUTOMOTIVO


Seul / Coréia do Sul
GM na Coreia do Sul faz recall de Chevy Cruze e Captiva
A unidade sul-coreana da GM fará recall de quase 60 mil unidades do veículo Chevy Cruze e do utilitário Captiva, informaram no domingo o governo e a empresa. A GM Daewoo Auto & Technology irá convocar os proprietários de 45.957 unidades da Captiva, que é vendida com o nome de Winstorm na Coreia do Sul, devido a defeitos no sistema de direção, segundo o Ministério de Assuntos Terrestres, Marítimos e dos Transportes. O recall atinge utilitários que foram produzidos entre abril de 2006 e dezembro de 2007, conforme o ministério. A GM na Coreia do Sul também pretende fazer o recall de 12.604 unidades do sedã Chevy Cruze, vendido no país com o nome de Lacetti Premiere, por defeitos relacionados ao sistema de abastecimento, informou o governo. No caso do Chevy, o recall se aplica a carros fabricados de 25 de setembro de 2009 a 2 de março deste ano. Executivos da GM Daewoo disseram que veículos Captiva e Chevy Cruze com os mesmos problemas serão alvo de recall em outros mercados em que são comercializados. "A GM planeja fazer o recall dos modelos com os problemas em outros países. Mas cada país tem regras e padrões diferentes, e cada operação da GM decidirá o tamanho e o momento do recall dos carros", disse um executivo da GM Daewoo à Reuters por telefone, pedindo para não ser identificado. A GM Daewoo recusou-se a informar os custos do recall. (Agência Reuters)


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VAREJO & SERVIÇO


Da redação – São Paulo / SP
Burger King coloca o Brasil como prioridade na América Latina
Há pouco mais de cinco anos no Brasil, o Burger King quer conquistar a liderança do mercado, mas sabe que tem um longo caminho pela frente, uma vez que ainda não chegou nem perto de seus principais concorrentes. Enquanto a rede tem 75 pontos de venda, o McDonald’s conta com 577 restaurantes e o Bob’s com 675, incluindo quiosques. Até o fim do ano, o Burger King pretende aumentar em 20% o número de lojas, o dobro de inaugurações em 2009, chegando a 90 unidades. Ainda é pouco, mas a matriz está apostando no Brasil. O país se transformou em prioridade na América Latina, região onde a rede está presente em 28 mercados e diz ser líder em 17, incluindo o maior deles, o México, de onde foi destacado o novo comandante do Marketing do Burger King para o Brasil. “Há uma oportunidade de crescimento para o negócio no Brasil. É nossa prioridade número um”, afirma Rafael Romero, Gerente Sênior de Marketing da marca no país. “Vai demorar para crescer no Brasil, com certeza, mas com um pouco de tempo e a abertura de novas lojas queremos chegar à liderança”, ressalta.

Da redação – São Paulo / SP
PBKIDS investe R$ 1,25 milhão em Maceió
A rede de brinquedos PBKids abre em abril sua primeira unidade franqueada em Alagoas, na capital Maceió/AL. Com investimento de R$ 1,25 milhão, a nova loja, no Maceió Shopping, ocupa uma área de 200 metros quadrados e oferece 8.000 itens, sendo 60% importados. Fabio Goes e Higino Paes são os responsáveis pela chegada da marca à capital alagoana, já tendo franquias da rede em Manaus (AM) e Belém (PA - duas unidades). A nova loja também conta com a PBKids Baby, um espaço diferenciado dedicado a bebês e mamães.

Da redação – São Paulo / SP
Walmart quer expandir oferta de serviços financeiros
O Walmart, maior varejista do mundo, disse que pretende ampliar suas agências bancárias dentro das lojas, para atender consumidores de baixa renda. O objetivo é contar nas lojas com cerca de 1.500 Money Centers, operações de serviços financeiros onde os clientes podem pagar contas e sacar dinheiro, entre outras coisas.

Da redação – São Paulo / SP
L’Occitane quer avançar no Brasil
A L'Occitane está com muitos planos para o Brasil neste ano. A empresa, que desde o meio do ano passado atua no país como filial da matriz francesa, vai investir R$ 10 milhões na expansão da rede, em abertura de lojas, em marketing e treinamento. Estão previstas ao menos 15 novas lojas neste ano, entre unidades próprias e franquias. O objetivo é estar em 2010 nas principais cidades do país. O mercado brasileiro ocupa o quinto lugar entre os países mais importantes para a empresa e a loja do Shopping Iguatemi fica entre as dez que mais vendem no mundo. No final de abril, a empresa irá inaugurar nova loja no shopping Cidade Jardim (SP), com conceito diferente das demais, com iluminação natural, toldos e três entradas, como se fosse uma loja de rua.


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COMÉRCIO EXTERIOR

Tel Aviv / Israel
Israel é aceito como parceiro comercial do Mercosul
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em visita a Israel, que foi aprovado o acordo de livre comércio entre o país e o Mercosul. Israel é o primeiro país fora da América do Sul a ter um acordo de livre comércio com o bloco econômico. O Brasil é o maior parceiro comercial de Israel na América Latina. O intercâmbio comercial do Brasil com Israel saltou de US$ 440 milhões, em 2002, para US$ 1,6 bilhão, em 2008. O acordo de livre comércio entre Mercosul e Israel passa a valer a partir de 4 de abril. A expectativa, segundo empresários, é que o comércio triplique nos próximos 5 anos. Dos 200 empresários que participaram de um seminário no qual Lula discursou, 80 eram brasileiros.
O seminário reuniu representantes de vários setores, do agronegócio à defesa espacial, incluindo mineração, indústria têxtil, tecnologia, aviação e medicamentos. O acordo foi comemorado pelo governo israelense. O presidente de Israel, Shimon Peres, agradeceu o empenho brasileiro em favor da parceria. "Apesar de Israel e Brasil serem distantes um do outro geograficamente, podemos crescer por intermédio de uma estreita cooperação econômica e científica. O Brasil tem uma economia forte e estável e estamos dispostos e felizes em cooperar com este país em todos os setores, incluindo a ciência, defesa, agricultura de alta tecnologia e tecnologias espaciais avançadas", disse Peres.
O presidente Lula lembrou que o comércio entre Brasil e Israel aumentou "significativamente nos últimos anos" e convidou os empresários israelenses a investir em território brasileiro em decorrência do Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC), que define uma série de ações a partir de 2011. "Esperamos avançar economicamente. Os laços comerciais entre Israel e Brasil aumentaram significativamente nos últimos anos e podemos continuar com o ritmo atual. Israel é conhecido por seu forte potencial nas áreas de tecnologia e ciência. Nós encorajamos a cooperação intensiva com Israel", disse Lula.
Em comunicado da Embaixada de Israel no Brasil, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, analisa a parceria. "A visita do presidente Peres ao Brasil (em novembro de 2009) deu um grande impulso às relações econômicas entre os dois países. Um grupo de trabalho foi estabelecido entre Israel e Brasil para avançar e implementar o acordo com o Mercosul. Ambos os países declararam as suas intenções em triplicar o seu volume de comércio". (Agência Estado)


Belo Horizonte / MG
Árabes são prioridade dos moveleiros de Minas
Exportar para o Oriente Médio está entre as metas do Pólo de Móveis de Passos, cidade do sul de Minas Gerais. O grupo, formado por 140 indústrias, já vende suas peças para todo o Brasil e agora se prepara para comercializá-las fora do país. Para tanto, a iniciativa, famosa pelos artigos em madeira de demolição, investe em treinamentos e parcerias com instituições como o Senai, Sebrae e o Banco do Brasil, entre outros. "Vemos os países árabes com ótimos olhos. Trata-se de uma região do mundo em franca expansão", afirma Ricardo Andrade, coordenador do Pólo de Móveis de Passos junto com o empresário Glesson Oliveira Bueno. "Vamos tentar participar, ainda esse ano, de alguma feira no Oriente Médio", explica. No Brasil, os principais clientes dos moveleiros de Passos são os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, seguidos pelos fregueses da região Nordeste. "Vendemos muito para hotéis e pousadas também", conta Andrade. "Principalmente peças para a cozinha, como jogos de mesa e cadeira, além de móveis para ambientes como varandas". Cerca de 95% da produção dos mineiros é feita com a chamada madeira de demolição, obtida principalmente a partir de casas derrubadas. "Usamos material maciço e resistente, madeiras nobres, como a peroba rosa, que são higienizadas e preparadas para o novo uso", diz Andrade. O efeito, segundo o coordenador do Pólo, é aquele que o cliente quiser, mais trabalhado ou mais rústico. "Alguns compradores pedem até para a gente deixar alguns resquícios de tinta nas peças", conta. "Isso sem falar no viés ecológico, já que aproveitamos um material que seria descartado", diz Andrade. Passos é uma cidade com 110 mil habitantes, considerada a capital do sudoeste mineiro. O município está localizado perto das margens do Rio Grande, no chamado Circuito Turístico Nascentes das Gerais. (Fonte: Assessoria de Imprensa da ANBA)


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MERCADO DE TECNOLOGIA

Moscou / Rússia
Rússia aprova fusão Oracle-Sun, mas com ressalvas
A agência reguladora antitruste da Rússia, FAS, aprovou nesta sexta-feira a compra da Sun Microsystems pela Oracle por 7 bilhões de dólares sob a condição de que a Oracle continue desenvolvendo a base de dados MySQL, da Sun. O FAS afirmou que teria causa para ir á justiça e pedir por uma invalidação do acordo, já aprovado incondicionalmente pela União Europeia, caso a Oracle não cumpra com suas exigências. "O FAS analisou o pedido e ... decidiu aprová-lo", afirmou a agência em comunicado, acrescentando que a aprovação seria válida apenas se a Oracle cumprir suas exigências em relação ao MySQL. A agência afirmou que a Oracle deve continuar criando novas versões da base de dados dentro das especificações da licença normalmente acessível e que não deve forçar clientes a contratar seus serviços caso queiram uma licença comercial para o uso do MySQL. O FAS acrescentou que a condição vale por apenas quatro anos após a conclusão formal do acordo. Em janeiro, a Oracle conseguiu a aprovação da União Europeia para a aquisição, após prometer que manterá o mercado aberto para que outros produzam software de armazenamento para o MySQL e que aumentará investimentos no setor. A empresa também prometeu criar um conselho separado para consumidores usuários da base de dados do MySQL. Essas concessões deixaram a reguladora europeia satisfeita de que o negócio não afetará o mercado. Mas o criador do MySQL, Michael Widenius, que é contra o plano de fusão, disse que a decisão executiva da União Europeia foi errada e divulgou sua oposição na Rússia e na China. (Agência Reuters)


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MERCADO WEB


Nova Iorque / EUA
Bing chega a 12,5% do marketshare de buscas
Segundo um relatório da Nielsen, o Bing atingiu seu maior marketshare no último mês, chegando a 12,5% de todas as buscas mundiais. A estatística mostra um crescimento de 15% no marketshare do buscador da Microsoft em relação à janeiro. No último ano, o Bing se destacou como o buscador com maior crescimento, que chegou a 1,5%, mas a Google ainda domina o mercado, com uma enorme parcela de 65,2% de todo o market share, frisa o site It Pro Portal. Segundo informações do site TG Daily , Danny Sheppard, presidente da empresa de otimização de buscas Titan SEO , disse que as companhias do ramo precisam ficar atentas ao Bing, já que essa parcela de 12,5% pode vir a se tornar 25% assim que o Yahoo! passar a usar o Bing como tecnologia de buscas. Ou seja, aparentemente a aliança do Bing com o Yahoo! e a veiculação de propagandas sobre o buscador podem estar tendo um lento porém efetivo resultado. (Agência EFE)


Nova Iorque / EUA
Google Calendar agora ajuda a escolher o melhor horário para um compromisso
Se ao tentar marcar uma reunião ou encontro o seu problema sempre é conseguir um horário que seja interessante para todos os envolvidos, parece que a Google ouviu suas reclamações. Com uma ferramenta disponível no Labs do Google Calendar, denominada ‘remarcador inteligente’, é possível visualizar os horários compatíveis entre os envolvidos em uma reunião com base nos calendários compartilhados de cada um, explica o site Cnet. “Na equipe do Google Calendar, nós percebemos que ao tentar marcar uma reunião, as pessoas sempre diziam que ‘estavam tentando encontrar um horário’ ou então ‘vamos procurar uma nova data’”, disse Ken Norton, da Google. “Então pensamos como seria se tratássemos os calendários como um problema de busca”, esclarece ele em postagem no blog da Google. “Queríamos resolver um dos maiores problemas ao tentar marcar reuniões com várias pessoas muito ocupadas”, disse Cyrus Mistry, gerente de produto da Google em entrevista ao site Information Week , enquanto descrevia as dificuldades de conseguir um bom horário para conversar com 20 executivos, que estavam locados em locais tão distintos como Zurique, Suíça e Índia. Com a ajuda do ‘remarcador inteligente’, basta clicar em um link e escolher entre uma lista de horários disponíveis, diz ele, aliviado com a resolução da questão. Quem tiver interesse no uso da ferramenta deve procurar por ela na seção “Labs” do Google Calendar. Mais informações podem ser obtidas no blog oficial da Google pelo atalho bit.ly/cO9iyX . (Agência EFE)



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LOGÍSTICA & INFRAESTRUTURA


Rio de Janeiro / RJ
Embraer não vê "cenário de contratação"
Pouco mais de um ano depois de demitir 20% dos seus funcionários, a Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo, não pensa em ampliar seu quadro funcional. Anteontem, a companhia divulgou que, em 2009, registrou lucro líquido de R$ 894,6 milhões, 109% mais que no ano anterior. Para a empresa, que bateu recorde de entrega de aeronaves no ano passado, o mercado mundial de aviação deve se recuperar plenamente da crise econômica só em 2011. Até lá, a política é apertar os cintos. "Nosso cenário ainda não é de contratação", afirma Luiz Carlos Aguiar, vice-presidente financeiro da Embraer. No ano passado, apenas 23 jatos comerciais foram encomendados, ante 112 em 2008, num sinal de que a crise persiste. Segundo a Embraer, o elevado crescimento do lucro em 2009 foi impactado pela valorização do real, que fez "inflar" os números. No balanço que não considera as variações cambiais, o lucro caiu 36%. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos/SP reclama de um "aumento abusivo" no ritmo de trabalho. No ano passado, a Embraer operou com uma equipe 20% menor que no ano anterior, quando entregou 40 aviões a menos. Para a empresa, porém, no ano passado boa parte da produção foi de aeronaves pequenas, que exigem um ciclo de produção menos intenso. (Agência Estado)



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TELECOM & ENERGIA


Brasília / DF
Gratuidade para desbloqueio de celulares deve acabar com fidelização
A decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de obrigar a gratuidade do desbloqueio de celulares para que o consumidor escolha a operadora que desejar deve impactar os atuais e futuros clientes da Vivo, maior operadora de telefonia celular do País. Esses consumidores podem perder os subsídios oferecidos pela companhia em aparelhos em troca da fidelização. "Todos os contratos de fidelidade que existiram no passado foram por conta de algum benefício concedido ao consumidor e é óbvio que se você dá algum subsídio, terá algum contrato de fidelização. Provavelmente essa dinâmica vai ser um pouco alterada daqui para frente", admitiu Antônio Carlos Valente, presidente do Grupo Telefônica no Brasil, empresa que divide com a Portugal Telecom o controle da Vivo.
Valente, que passa o dia de hoje em Ribeirão Preto/SP em reuniões e encontros com funcionários, políticos e grandes clientes, procurou minimizar a pressão da companhia sobre a Anatel em relação ao assunto. Ele afirmou que "a decisão que vier em benefício do consumidor e não gerar perturbação quanto ao equilíbrio econômico e financeiro das empresas é sempre bem-vinda". O executivo citou a força da marca Vivo e a parceria com a Portugal Telecom como fatores complicadores para que a companhia possa unificar a marca Telefônica no País entre as operações de telecomunicações. "No caso do Brasil, a marca Vivo é muito forte, por isso, essa possibilidade de unificação será à frente no tempo do que os outros países", afirmou. "Além disso, a Vivo é uma empresa também do grupo Portugal Telecom e nesse caso temos a questão de caráter societário", completou Valente.
O executivo cobrou ainda do governo um tratamento igual entre uma possível empresa pública e as privadas na implantação do Plano Nacional de Banda Larga. "Se a empresa estatal vier a oferecer serviços ao consumidor final, se tiver as mesmas características em termos de competitividade que as outras empresas, é uma a mais; se isso não ocorrer, você acaba criando distorções competitivas", alertou Valente. O presidente do Grupo Telefônica citou questões tributárias, como isenções de impostos, para exemplificar possíveis benefícios a uma nova empresa que ofereça o serviço de banda larga. "Se uma empresa estatal não tiver a mesma carga de impostos que a privada, isso criará uma assimetria muito grande, irreal e artificial", explicou Valente. Ainda de acordo com ele, a forma de viabilizar a nacionalização da banda larga "provavelmente não é ter uma empresa pública, não é ter uma empresa privada, mas uma conjunção de esforços que acabe contribuindo para que o objetivo maior seja alcançado", concluiu. (Agência Estado)


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MERCADO DE LUXO


Da redação – São Paulo / SP
O espumante brasileiro entre os mais gostosos do mundo
Feliz e efervescente, proporcionando horas agradáveis de júbilo e alegria de existir, cercado de glamour e sofisticação, o vinho espumante, pelo mundo afora, é apreciado dia e noite, em companhia de quase todas as preparações gastronômicas imagináveis. Sem abandonar o caráter clássico, soube, século 21 adentro, acompanhar, versátil, o estilo moderno. No Brasil os espumantes estão ligados aos imigrantes italianos. Fixados no Rio Grande do Sul (município de Garibaldi), passaram a produzi-los há quase um século, trabalhando sempre com afinco para ampliar a reputação do produto, a aceitação e o reconhecimento dos especialistas nos mercados nacionais e internacionais. A excelência atual é fruto da experiência, vontade e disciplina de quatro gerações de apaixonados vinhateiros. O clima da Serra Gaúcha, desfavorável para amadurecer completamente as uvas, compromete a concentração de açúcar natural e coloca vinhos tintos e brancos tranqüilos em desvantagem. Nessas circunstâncias, os borbulhantes, que adoram elevado teor de acidez, podem almejar qualidade comparável àquela dos países de consolidada tradição: ombreiam com crémants, cavas, prossecos, sekts e astis.
Mas aquela história de que “o Brasil não conhece o Brasil”, em matéria enológica ainda se mostra bastante presente. Nosso espumante desenvolveu referência sensorial e cultural, ganhou personalidade, caráter, distinção. Esse encantador conjunto de prazerosas maravilhas precisa ser descoberto e apossado. Mario Geisse, enólogo, responsável pelas garrafas que carregam seu sobrenome no rótulo, afirma com acerto: “o espumante brasileiro é tão emblemático como são o Carmenère para o Chile, o Malbec para a Argentina e o Tannat para o Uruguai”. Rosto legítimo, símbolo do que de melhor oferecemos na área, brasileirinhos têm obtido expressivos resultados de sucesso.
Em julho de 2009, por exemplo, o Espumante Premium Brut da Casa Valduga arrebanhou medalha de bronze no 26o International Wine Challenge (IWC), realizado em Londres. Parece modesto? Não é. Durante o evento, gigantesco, cada vinho é avaliado pelo menos três vezes por 400 especialistas de todos os cantos do planeta. Os vencedores, duramente testados, confirmam atributos respeitáveis e ganham espaço no globalizado cenário do vinho. Fica a indicação. Até mesmo como preparação e educação dos sentidos, antes do privilégio de uma das 1998 escassas garrafas de Dom Pérignon Vintage 1998 — a bottle named desire —, champanhe promovido pelo estilista Karl Lagerfeld, antes do encontro com o prestigioso Krug Clos d’Ambonnay 1995 (apenas duas raras garrafas trazidas para nosso país pelo preço de R$ 13.500 cada), celebre sua truta ou seu camarão com o dourado elegante que vem do Sul e diga, orgulhoso, caprichando naquela pronúncia cantante característica dos irmãos pampeiros: “nosso Sul, nosso Norte!” (Fonte: Davi Goldman – Gestão de Luxo/Faap)


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RESPONSABILIDADE Social e Ambiental


Da redação – São Paulo / SP
Consumo consciente na agricultura
Atenta à situação do desperdício e da poluição da água disponível para o consumo humano, a ONU - Organização das Nações Unidas - instituiu 22/3 como Dia Mundial da Água. O objetivo é enfatizar a questão da escassez de recursos hídricos e buscar soluções para o problema. No Brasil, 73% da água potável é destinada à agricultura, 21% para a indústria e apenas 6% para o consumo doméstico. Para otimizar o uso da água nas lavouras, as empresas do setor agrícola contam coma biotecnologia para desenvolver novos produtos.
A Monsanto assumiu o compromisso de pesquisar e trazer ao mercado, em 20 anos, sementes que reduzam em 33% (1/3) a quantidade de água usada no campo por unidade produzida para soja, milho e algodão. As projeções sobre os benefícios da biotecnologia para a preservação dos recursos naturais são bastante otimistas, como aponta estudo feito pela Consultoria Céleres para a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) sobre o benefício ambiental líquido que as culturas geneticamente modificadas de soja, algodão e milho podem trazer para o Brasil num período de dez anos, considerando o intervalo entre as safras 2008/09 e 2017/18. Nas lavouras plantadas com soja geneticamente modificada avaliadas pelo estudo, divulgado em 2009, 59,1 bilhão de litros de água deixarão de ser utilizados, volume suficiente para abastecer 1,35 milhão de habitantes no mesmo período, considerando-se a recomendação da ONU de 120 litros por dia para cada pessoa.
om relação às lavouras de milho geneticamente modificado, a expectativa é de redução de 360 litros de água por hectare/ano, considerando-se o consumo médio de 120 litros de água pulverizada por hectare, assim como uma redução média de três aplicações de inseticidas nas lavouras. Para os próximos dez anos, a previsão é de redução de 35,7 bilhões de litros, o suficiente para atender, no período, as necessidades de 816 mil pessoas. As previsões para as lavouras de algodão geneticamente modificado também foram significativas, com a redução de 10,3 bilhões de litros até a safra 2017/2018, volume suficiente para abastecer uma cidade de 23,4 mil habitantes por ano no mesmo período.
Centro de estudos avalia uso no campo - Atenta à necessidade de reduzir a água utilizada na agricultura, a Monsanto criou, em 2009, nos Estados Unidos, um centro com o objetivo de buscar formas de ajudar produtores rurais a gerenciar melhor o uso da água. O Water Utilization Learning Center - Centro de Aprendizagem do Uso da Água - é o primeiro a desenvolver pesquisas sobre uso de água na agricultura, como sistemas de plantio, práticas agronômicas e estudo de traços genéticos, incluindo tecnologias de eficiência de uso de água, como sistemas tolerantes à seca. Nos 62 hectares da unidade, localizada em Gothenburg (Nebraska), são feitas demonstrações de plantio e irrigação. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a Monsanto faz parte de uma iniciativa com toda a cadeia para monitorar e verificar ações para redução dos insumos utilizados na agricultura, como água, CO2, solo e energia.
Reutilização da água de chuva - A Monsanto Nordeste, instalada no Pólo Industrial de Camaçari/BA, é a primeira fábrica da companhia a reaproveitar a água de chuva nos processo de produção. Com essa iniciativa, há redução da demanda sobre os mananciais da região, o que libera as fontes de água de boa qualidade para abastecimento público e outros usos prioritários da comunidade. O principal objetivo do projeto é reduzir a quantidade de resíduos gerados e recuperar a água de chuva que fica acumulada em uma bacia de retenção emergencial. Esse sistema, em funcionamento desde a instalação da fábrica, em 2001, foi criado para separar águas pluviais que participam do processo de produção e prevenir que elas entrem em contato com águas de rios e lagos. A iniciativa apresenta ótimos resultados. De dezembro de 2009 a fevereiro de 2010 foram recuperados 10.590,8 metros cúbicos de água, reduzindo a geração de efluentes em 89% neste período. (Fonte: CDI Comunicação Corporativa)


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AGENDA – Eventos / Cursos / Feiras


Da redação – Porto Alegre / RS
Melhores TCCs 2009 da PUC/RS recebem certificados da Assespro-RS
A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação - Regional RS (Assespro-RS) entregou nesta semana os certificados de melhores Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), para formandos de Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Sistemas de Informação, da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS). O evento ocorreu na última reunião da diretoria e associados da entidade, com o objetivo de mostrar o cuidado da instituição em fazer com que as inovações premiadas sejam vistas pelos empresários do setor como possibilidades de futuros negócios a serem trabalhados no mercado. Nesta edição, quando seis trabalhos participaram da disputa representando a PUCRS, foram certificados Luiz Gustavo Gesswein Cruz, Bacharel em Ciência da Computação, com "Computação Gráfica e Computação Móvel como Ferramentas de Apoio a Deficientes Visuais", Felipe Groisman Sieben e Plauto de Abreu Neto, Bachareis em Engenharia da Computação, com “Modelagem MATLAB para Cálculo de atitude e rastreio de satélites artificiais”, e Fernanda Dias e Leonardo Fagundes da Silva, Bachareis em Sistemas de Informação, com "Union- um ambiente colaborativo de gestão de projetos Scrum visando a adequação nas áreas de processos, planejamento de projeto e monitoramento, e controle de Projetos de CMMI".
Alto nível de inovação - Após a apresentação dos bacharéis, detalhando seus trabalhos aos empresários presentes, o presidente da Assespro-RS, Márcio Luis Miorelli realizou a entrega dos certificados os Trabalhos de Conclusão de Curso desses jovens recém formados mostram o nível de inovação dos talentos revelados por nossas universidades." É um dever nosso mostrar a capacitação destes novos profissionais, fazendo com que eles e seus projetos cheguem ao mercado”, enfatizou.Os TCCs concorrentes foram indicados pela Universidade e escolhidos por uma banca formada por diretores da Assespro-RS, que avaliaram as monografias seguindo os critérios de avaliação da entidade, entre eles inovação, implementação, aplicabilidade e melhor técnica. Os agraciados receberam o certificado da Assespro-RS pela aplicabilidade empresarial do projeto, bolsa de formação da Alfamídia, com diversos cursos direcionados no valor total de R$ 4 mil, e assistência jurídica gratuita do Escritório LB Consultoria Jurídica em Tecnologia da Informação. O prêmio Melhor TCC foi criado em 2005 com o objetivo de reconhecer as melhores monografias que apresentem idéias que possam ser aplicadas em empresas de informática. Com isso, a Assespro pretende estimular a pesquisa e formar mão-de-obra qualificada para o mercado, cada vez mais carente de profissionais especializados na área. (Fonte: Assessoria de Comunicação Gladis Ybarra)


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