Brasília/DF e Porto Alegre/RSGoverno estuda lei que obriga empresa a partilhar lucro
O governo federal estuda a criação de um mecanismo para obrigar empresas a dividir parte de seus lucros com os funcionários. De acordo com o estudo, 5% do lucro líquido de cada empresa seria destinado para o pagamento de participação nos lucros e resultados e a atualização da CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas. O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse, no entanto, que a ideia ainda não está fechada. "Não há nenhum projeto no Ministério da Justiça sobre isso. O que há é um grupo de trabalho que eu formei aqui no ministério a pedido do ministro do Trabalho Carlos Lupi para discutir uma série de projetos para reorganizar algumas tutelas", afirmou Tarso. Segundo ele, não há "posição fechada" sobre o assunto no Ministério da Justiça nem no próprio governo federal. "Isso é um processo de discussão e normalmente é demorado."
Ontem, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, Lupi e o secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Rogério Favreto, defenderam a proposta. A proposta em estudo consiste na divisão de 2% igualmente entre o conjunto dos funcionários e 3% conforme critérios definidos pelas empresas, segundo Favreto. Estatais, micro e pequenas empresas ficariam fora da obrigação. A regulamentação da partilha dos lucros, diz o documento divulgado pelo Fórum Social Mundial, é amparada pela Constituição e visa "reduzir as desigualdades salariais" e "incentivar a produtividade" nas empresas. A proposta, segundo Favreto, faz parte de um conjunto de regras trabalhistas que o governo pretende alterar, via projetos de lei, ainda neste ano. O escopo do pacote é amplo: abrange desde medidas de combate à discriminação no trabalho e a regulamentação de terceirizações até a partilha do lucro.
Esta última é considerada a mais polêmica e precisa da aprovação de uma lei no Congresso para ser aplicada. Ainda não há um projeto para o tema porque, segundo Favreto, que presidiu a comissão que reuniu governo, juristas e organizações da sociedade civil na qual o tema foi debatido, a proposta sobre os lucros não é uma posição consolidada dentro do próprio governo. Segundo o secretário, caberá aos ministros da Justiça e do Trabalho avaliarem as propostas elaboradas pela comissão para encaminhá-las à Casa Civil, que decidirá se as remetem ou não ao Congresso. Reconhecendo que o assunto é "tabu" para o empresariado, Favreto afirmou que a divisão dos ganhos é um tema importante a ser enfrentado no país. (Agência Folha)
Washington / EUA
FMI eleva estimativa de crescimento global para 3,9% em 2010 e diz que Brasil deve crescer 4,7%
O FMI - Fundo Monetário Internacional - elevou nesta terça-feira suas projeções de crescimento para a economia mundial neste ano e em 2011. Neste ano, o PIB - Produto Interno Bruto - global deve crescer 3,9%, contra 3,1% na previsão anterior. Para 2011, a previsão agora é de expansão de 4,3% - leve alta em relação aos 4,2% projetados antes. Os dados constam da atualização dos dados do relatório World Economic Outlook (Perspectivas Econômicas Mundiais), apresentada ontem, dia 26/1, (a última edição do documento foi divulgada em outubro do ano passado). "Após a mais profunda recessão global na história recente, o crescimento econômico se solidificou e se ampliou para as economias avançadas no segundo semestre de 2009", diz o documento. Embora essas economias devam ainda apresentar um ritmo lento de recuperação, algumas economias emergentes "a atividade deve ser particularmente vigorosa, em grande parte impulsionada pela forte demanda interna".
Brics - A economia brasileira, por exemplo, deve crescer 4,7% neste ano, um aumento de 1,2 p.p. (ponto percentual) em relação à previsão anterior. No próximo ano a expansão do Brasil deverá ser de 3,7% - 0,2 p.p. acima do previsto antes. A melhora mais significativa entre as previsões para os Brics veio para a economia da Rússia: de 1,5%, a previsão de crescimento para 2010 passou agora para 3,6%. Para 2011, a previsão é de expansão de 3,4%, um aumento de 0,4 p.p. em, relação ao previsto antes. No caso da Índia, de 6,4%, a previsão passou para 7,7% neste ano e para 7,8% no próximo - contra 7,3% previstos antes. A China lidera com uma previsão de crescimento de 10% para este ano, mas a melhora em relação à previsão anterior foi de 1 p.p.; para 2011, a previsão do FMI é de crescimento de 9,7%, sem melhora em relação à previsão anterior.
Países ricos - O cenário para as economias avançadas é bem menos animador. A previsão para a zona do euro melhorou - cresceu 0,.7 p.p. - mas ficou em 1%. para 2011, a previsão é de 1,6%, 0,3 p.p. acima da projeção anterior. Tomadas em particular, as previsões para as economias dos países europeus também melhoraram, mas continuam modestas: para a Alemanha cresceu 1,2 p.p., mas ficou em 1,5%; para a da França cresceu 0,5 p.p., para 1,4%; a do Reino Unido cresceu 0,4 p.p., para 1,3%. Os EUA deverão crescer 2,7% neste ano, contra previsão anterior de 1,5%. Para 2011, no entanto, o crescimento deverá ser de 2,4% - 0,4 p.p. a menos que o previsto no documento anterior. O PIB do Japão deverá crescer 1,7% neste ano, mesma previsão anterior, mas em 2011 o crescimento deverá ser de 2,2% - 0,2 p.p. a menos.
Setor financeiro - Nos países ricos a inversão da tendência de queda em estoques e retomada do consumo nos EUA contribuíram para a melhora nas expectativas. Além disso, os pacotes de estímulo dos diversos países ajudaram a alavancar a recuperação. Os mercados financeiros "se recuperaram mais rápido que o esperado", diz o FMI, mas "as condições financeiras devem continuar difíceis". O Fundo lembra que os bancos deverão depender menos de ajudas governamentais, mas a necessidade de refazer capital manterá o ritmo de concessão de empréstimos bancários lento. Além disso, os títulos de dívida soberana em alguns países sofre com a pressão causada pelos já pesado endividamento e déficits orçamentários.
Desafio - O desafio que se põe agora para os responsáveis por políticas financeiras e monetárias, segundo o FMI, será diminuir a dependência do setor público ao mesmo tempo em que estimula a demanda no setor privado, reparar o setor financeiro e impulsionar a reestruturação da economia real. "Devido à natureza ainda frágil da recuperação, as políticas fiscais precisam continuar favoráveis à atividade econômica no curto prazo", diz o texto. Os países com planos de estímulos fiscais para este ano "devem implementá-los integralmente", mas precisam elaborar e apresentar "estratégias de retirada desses pacotes confiáveis". (Agência Reuters e FGV)
Zurique / Alemanha
Fluxo de capital a emergentes deve crescer 66% em 2010
O fluxo de capita privado para mercados emergentes deve crescer em até dois terços neste ano, uma vez que países como Brasil e China estão na dianteira da recuperação global, disse nesta terça-feira o IIF - Instituto Internacional de Finanças. O IIF espera que os fluxos líquidos de capital para mercados emergentes cresçam a US$ 722 bilhões, ante um valor estimado de US$ 435 bilhões em 2009. Os números referentes ao ano passado tiveram suporte numa recuperação do investimento direto e dos empréstimos bancários ao mercado, afirmou o instituto. Para a associação bancária global, no entanto, os mercados emergentes parecem estar atentos aos riscos do capital especulativo - fluxos de curto prazo à procura de rentabilidade. O IIF acrescentou que economias maduras precisam apresentar planos com credibilidade para resolver dívidas em crescimento e problemas de liquidez, acrescentou o instituto. "Enfrentamos uma situação que em meus mais de 50 anos de experiência em bancos é sem precedentes", disse William Rhodes, primeiro vice-presidente do Conselho do IIF, numa coletiva de imprensa em Zurique, na véspera do encontro do Fórum Econômico Mundial em Davos. Rhodes acrescentou que a economia mundial está melhorando, mas os riscos permanecem. "A economia global e seu sistema financeiro estão fora de vigilância de emergência", disse ele. "Porém, eles ainda estão longe de estarem saudáveis." A economia global deve crescer até 3,2% em 2010, após um recuo de 2,5% em 2009, avaliou o IIF. As economias maduras devem avançar até 2,4%, enquanto os mercados emergentes devem subir 6,1% neste ano.
Da redação – Rio de Janeiro / RJ
Vale pagará ao menos US$ 2,5 bilhões aos acionistas em 2010
A direção da mineradora Vale anunciou que vai propor ao Conselho de Administração da empresa o pagamento mínimo de remuneração aos acionistas de US$ 2,5 bilhões em 2010, o equivalente a US$ 0,479595670 por ação em circulação, ordinária ou preferencial. A remuneração seria paga em duas parcelas nos dias 30/4 e 29/10. O Conselho de Administração vai analisar o valor em duas reuniões separadas, antes de cada uma das parcelas. "Caso aprovada a proposta pelo Conselho de Administração, o pagamento aos acionistas de cada parcela será efetuado em reais e calculado com base no valor da taxa de câmbio real/dólar norte-americano (Ptax), a ser divulgada pelo Banco Central do Brasil no dia útil anterior à realização da reunião do Conselho de Administração que deliberar sobre a proposta de remuneração ao acionista", informou a Vale em comunicado ao mercado. Segundo a direção da mineradora, o valor mínimo é igual à remuneração mínima do ano passado e 24,1% superior à média de remuneração dos últimos cinco anos. "Ao mesmo tempo, é consistente com as diretrizes da política financeira da Vale que preveem a conciliação do financiamento das oportunidades de crescimento rentável com a preservação de um balanço saudável", ressaltou a empresa.
Da redação – São Paulo / SP
Governo sanciona Orçamento de 2010 de R$ 1,860 trilhão
O governo brasileiro sancionou a estimativa de uma receita da União para 2010 de 1,860 trilhão de reais, fixando despesas em igual valor, publicou nesta quarta-feira o Diário Oficial. O orçamento fiscal é de 744,266 bilhões de reais e o orçamento da seguridade social é de 425,520 bilhões de reais."Fica autorizada a abertura de créditos suplementares, restritos aos valores constantes desta Lei, desde que as alterações promovidas na programação orçamentária sejam compatíveis com a obtenção da meta de resultado primário", afirmou o governo.
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ESPECIAL - Davos 2010, da Suiça
Começa o 40º Fórum de Davos, que vai premiar Lula
A 40ª edição do Fórum de Davos, que reúne a cada ano a elite da política e da economia, e que neste ano vai premiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a distinção de "Estadista Global", começou hoje, dia 27/1. A abertura oficial do Fórum acontece à tarde, com discursos da presidente suíça, Doris Leuthard, e de seu colega francês, Nicolas Sarkozy, que já se disse contra os excessos do capitalismo. Com o mundo mal saiu de uma recessão, cerca de 2.500 participantes chegam a esta edição do Fórum em meio a frequentes e fortíssimas medidas de segurança que fazem da pequena localidade suíça uma cidade sitiada, cheia de manifestantes antiglobalização. Após a tempestade que esteve a ponto de afundar todo o sistema econômico e financeiro, os organizadores do Fórum não perderam a oportunidade de mostrar disponibilidade para ajudar a encontrar soluções para um sistema que nunca antes tinham criticado. "Melhorar o estado do mundo: repensar, redesenhar, reconstruir" é o lema desta edição, marcada pelas diferenças entre Governos e dirigentes financeiros e econômicos após os primeiros terem sido obrigados a intervir para salvar bancos e empresas. Alguns comentaristas apostam que os dirigentes dos maiores bancos americanos aproveitarão sua estadia em Davos para coordenar uma postura comum contra o interesse anunciado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de evitar que as instituições financeiras arrisquem demais em suas operações. (Agência EFE)
Davos discute riscos e formato da economia pós-crise
Passado o pior momento da crise, a economia mundial ainda se depara com uma série de riscos e muitos ajustes a fazer. Para debater os desdobramentos da turbulência mais grave desde a Grande Depressão e o futuro formato da arquitetura financeira global, mais de 2,5 mil representantes de 90 países se reúnem entre amanhã e domingo em Davos, na Suíça, para a 40ª edição do Fórum Econômico Mundial. Não faltam motivos de preocupação para os participantes do encontro. A reforma do sistema financeiro internacional, os grandes déficits fiscais agravados pela crise, a política monetária dos principais bancos centrais, os efeitos da bolha especulativa na China, a escalada do desemprego e a reconstrução do Haiti devem concentrar as atenções. Neste ano, o tema do encontro é: "Melhorar o Estado do Mundo: Repensar, Redesenhar, Reconstruir". O Fórum parte do princípio de que as instituições criadas após a Segunda Guerra Mundial não podem mais lidar com os desafios recentes. Nessa onda de reavaliação sobre o que levou a economia global para tão perto do fiasco, a reformulação da atividade dos bancos ganha mais destaque, diante das propostas feitas pelo presidente dos EUA, Barack Obama. O objetivo de limitar o tamanho e a tomada de risco das instituições financeiras norte-americanas já provoca grandes debates no cenário internacional e esses temas estarão também presentes em Davos. Aliás, a imprensa estrangeira diz que figurões do setor financeiro voltarão a circular neste ano na famosa estação de esqui na Suíça e aproveitarão para fazer um lobby discreto contra a reforma de Obama.
Executivos - O ano passado foi marcado pela ausência dos altos executivos dos bancos - muitos perderam os empregos durante a turbulência e outros acharam melhor não aparecer em um momento de moral tão abalado. Sem banqueiros nem astros de Hollywood, as "estrelas" do encontro de 2009 foram os primeiros-ministros da China, Wen Jiabao, e da Rússia, Vladimir Putin. O clima refletia claramente o poder dos governos no controle da economia, agonizada pelo estouro da bolha imobiliária e pelo consequente colapso dos bancos. Neste ano, a abertura do evento será feita pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. Mas, os presidentes do Citigroup, Vikram Pandit, e do Barclays, Robert Diamond, devem comparecer.O professor de Marketing, Estratégia e Desenvolvimento de Negócios do Swiss Management Center, Ivo Pezzuto, acredita que a regulação do sistema financeiro será um assunto bastante presente no encontro desta semana. "O pior da crise realmente parece estar para trás, mas isso não significa que a situação tenha voltado ao normal", afirmou . "A parte mais difícil será convencer os banqueiros dos EUA e os especuladores a aceitarem mais regulação." Apontados como os principais riscos para os próximos anos pelo próprio Fórum, a possibilidade de crises fiscais e a alta do desemprego também devem estar entre as preocupações dos participantes.
Grécia - A delicada situação da Grécia é o mais novo exemplo do estrago da turbulência sobre as contas públicas. O problema atinge principalmente os países desenvolvidos. Conforme o FMI - Fundo Monetário Internacional -, a média de dívida em relação ao PIB das economias avançadas que fazem parte do G-20 deve subir para 118% até 2014, acima dos 78% registrados em 2007. Já os emergentes não devem ultrapassar o índice de 40% nesse período. A crise também continua levando ao fechamento de muitos postos de trabalho mundo afora. Desde o início dos problemas, 25,5 milhões de pessoas ficaram sem emprego nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).A condução da política monetária dos principais bancos centrais é outro tema de interesse global. Enquanto os analistas dizem que ainda é cedo para retirar os estímulos injetados na economia, sob o risco de agonizar a recuperação recente, a expressiva liquidez artificial criada pelas autoridades monetárias gera apreensões sobre bolhas. A China é hoje o país mais atingido pelo receio da especulação forte, tanto que o governo já começou a tomar medidas para reduzir o ritmo da expansão do crédito. Como é geral a percepção de que os emergentes lideram a retomada mundial, o freio chinês se tornou um assunto delicado para os investidores.
Países Emergentes - Na ala dos emergentes, o Brasil ganhará destaque no encontro deste ano com a premiação dada pelo Fórum ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que receberá o título de "Estadista Global", na sexta-feira, dia 29. Esta é a primeira vez que a entidade concede uma homenagem desse tipo, com o objetivo de marcar o aniversário de 40 anos do encontro. A sexta-feira será então o "Dia do Brasil" em Davos. O prêmio será entregue a Lula pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan às 8h30min (de Brasília) do dia 29/1. Após o discurso do presidente brasileiro, terá início um debate sobre o futuro do País. O governo nacional terá presença forte, com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e de Relações Exteriores, Celso Amorim, e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles - todos com participações confirmadas. Esta será, portanto, a última participação deste mandato de Lula, que compareceu pela primeira vez ao evento em 2003, ainda visto como um estranho no ninho da nata capitalista mundial. O presidente brasileiro marcou presença pela última vez no encontro em 2007. A reconstrução do Haiti, tema próximo ao Brasil, também ganhará espaço no Fórum. Atingido por um terremoto em 12 de janeiro, o país já contabiliza mais de 100 mil mortos. (Agência Estado)
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ESPECIAL - Fórum Social Mundial, de Porto Alegre / RS
Lula quer igualdade de condições nas negociações sobre clima
um discurso dominado por temas de política externa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, durante sua participação no Fórum Social Mundial na noite de terça-feira, a atuação no Brasil no Haiti e que os interesses dos países pobres devem ser respeitados nas negociações sobre o clima. "Queremos igualdade de condições e respeito à soberania e aos interesses estratégicos de cada país", disse Lula. Segundo o presidente, o Brasil estaria "pronto para o debate" sobre o clima e deve reafirmar as metas de redução de emissões de gases e de desmatamento em uma segunda rodada de negociações que deve acontecer ainda este ano no México. O objetivo da nova reunião seria tentar superar o fracasso da COP 15. Para Lula, todos os países precisam assumir responsabilidade, mas as nações mais desenvolvidas devem arcar com um ônus maior. "Cada um trate de limpar sua própria sujeira", disse o presidente. Além da pauta ambiental, o desempenho do Brasil no Haiti também mereceu destaque no discurso presidencial. Lula anunciou que viajará ao Haiti em fevereiro e que a ajuda brasileira deve incluir a construção de unidades de saúde. "Estamos ensinando ao mundo como uma força de paz pode atuar sem provocar ingerência no país ou praticar violência," disse o presidente.
Balanço - Em tom de balanço, Lula disse que o último ano de seu governo será dedicado a consolidar políticas públicas e institucionalizar as conferências setoriais como a Conferência de Comunicação e de Direitos Humanos. Ao defender iniciativas que estabelecem mecanismos de participação popular, aproveitou para criticar "pessoas que não gostam de chamar o povo para decidir"."Tinha gente que imaginava que haveria uma guerra nas conferências, mas foi uma oportunidade para ver qual é o caminho do meio que poderemos construir", disse o presidente. É a quinta vez que Lula participa do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Para evitar um possível caráter eleitoral, toda a comitiva ministerial foi excluída do palco. Mesmo assim, o presidente não perdeu a oportunidade de lembrar sua candidata à sucessão. "Quanto mesmo (será o investimento para cumprir as metas ambientais), Dilminha", dirigindo-se à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), sentada na primeira fileira da audiência. O evento reuniu cerca de 7 mil pessoas, segundo estimativas da organização. Pouco mais da metade do ginásio Gigantinho foi ocupada, público bem menor que as manifestações tradicionais nas edições anteriores do Fórum. (Agência Reuters)
China recria 'ficções financeiras'
Em artigo preparado para o evento, Harvey acrescentou que "a China e a Índia ainda estão crescendo, a primeira aos trancos e barrancos. Mas no caso da China o custo equivale a uma enorme expansão dos empréstimos bancários em projetos de risco - os bancos chineses não foram apanhados no frenesi especulativo global, mas agora estão dando continuidade a este movimento". Harvey questionou mecanismos financeiros criados recentemente nos Estados Unidos. "É interessante, particularmente nos Estados Unidos, ver a velocidade como a sociedade tenta reconstruir todas estas ficções novamente", afirmou. "E estas ficções estão sendo replicadas na China", alertou, prevendo nova crise financeira. "Nós estamos em um momento em que o crescimento para sempre é impossível e, portanto, precisamos pensar em uma alternativa para o capitalismo", defendeu.
No artigo, Harvey observou que "a alavancagem que nos levou à crise retornou como se nada tivesse acontecido". Em sua visão, "inovações em matéria de finanças usadas como novas formas de empacotar e vender dívidas de capital fictício estão sendo reinventadas e oferecidas às instituições (como os fundos de pensão) desesperados por encontrar novos mercados para o capital excedente. As ficções (assim como os bônus) estão de volta!", escreveu. Na mesma linha, ressaltando que não é economista, a cientista política francesa Susan George, integrante da organização não-governamental Attac (Associação para Taxação das Transações Financeiras em Apoio aos Cidadãos), disse que "pode-se vender a mesma casa seis vezes e lucrar em todas elas", mas isso "não contribui em nada para a economia real". Ela defendeu que as finanças deveriam ser uma ferramenta da economia real e propôs que os bancos sejam forçados a financiar novos projetos ecológicos. "Eles não vão fazer isso a não ser que recebam ordem política para isso", concluiu.
Questionada, após a palestra, sobre como forçar os bancos a seguir esta linha, Susan citou que em 2008 (após a crise financeira) algumas pessoas falavam em nacionalizar bancos, mas sua linha é de "socializar bancos". "Como fazer qualquer coisa é sempre uma questão de política e unidade", acrescentou. Em sua palestra, Susan defendeu a formação de alianças entre os movimentos sociais para conquistar mudanças dos governos. O secretário nacional de Economia Solidária do governo federal, Paul Singer, recorreu aos exemplos de sua pasta para apontar alternativas de produção. Ele citou que a economia solidária cresce ao ritmo de 20% a 30% ao ano e um censo realizado em 2007 demonstrou o emprego de 1,7 milhão de pessoas nestas atividades cooperativas. Em 2010, a secretaria prepara novo censo para medir a dimensão da economia solidária, que não tem limites e pode produzir qualquer item, de tomates a aviões, conforme ele. (Agência Estado)
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MANCHETES dos principais JORNAIS no Brasil e na Mundo
Jornais nacionais
Folha de S.Paulo / Presos 7 do MST acusados de destruir laranjal em SP
Agora S.Paulo / Nova revisão do FGTS sai a partir de 12 de fevereiro
O Estado de S.Paulo / Proposta do governo obriga empresa a distribuir lucros
Jornal do Brasil / Otimismo da indústria é o maior em 11 anos
O Globo / Ligação com lobista afasta corregedor de Justiça do Rio
Valor Econômico / Novos derivativos somam R$ 30 bi e preocupam BC
Correio Braziliense / Brasiliense sai da malha fina com ajuda da internet
Estado de Minas / Mineiros em apuros
Diário do Nordeste / Ceará é 2° em mortes no trânsito
A Tarde / Procura por gás natural sobre 150%
Extra / União aprova bolsa de R$1.200,00 para policiais e bombeiros do Rio
Correio do Povo / "Não é fácil mudar a história"
Zero Hora / "A ocupação de terra não interessa mais"
Jornais internacionais
The New York Times (EUA) / Presidente tem planos próprios para resolver dívida da nação
The Washington Post (EUA) / Militares dos EUA e agências de inteligência profundamente envolvidos em operações secretas no Iêmen
The Times (Reino Unido) / Estradas rochosas para a eleição com uma economia manca
The Guardian (Reino Unido) / Lord Goldsmith teve ajuda do contribuinte para inquérito sobre a guerra do Iraque parecer jurídico
Le Figaro (França) / Recuperação econômica global está acelerando
Le Monde (França) / O parlamento, sobrecarregados, denuncia frenesi do ICIS
China Daily (China) / In Bohai, todo o mar está congelado
El País (Espanha) / Lei vai impedir eleitor em fraude eleitoral
Clarín (Argentina) / Deputados fazem duras críticas a Kirchner e Scioli
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INDICADORES ECONOMICOS
São Paulo / SP
IPC sobe 1,16% na 3ª prévia de janeiro
A inflação na cidade de São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), subiu de 0,85% na segunda quadrissemana de janeiro para 1,16% na terceira leitura deste mês. No mesmo período de dezembro, a inflação foi de 0,17%. Divulgado nesta manhã pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o IPC ficou dentro das previsões dos analistas, que esperavam uma taxa de 1,05% a 1,31%. Segundo a Fipe, dos sete grupos que compõem o IPC, houve aceleração de preços em Alimentação (de 1,26% para 1,66%), Transportes (de 2,32% para 3,52%) e Educação (de 2,07% para 3,48%). Já os grupos que registraram taxas menos intensas de inflação ou deflação mais forte foram Despesas Pessoais (de 0,57% para 0,48%), Saúde (de 0,29% para 0,14%) e Vestuário (de -0,42% para -0,49%). O grupo Habitação permaneceu estável, com inflação de 0,15%.
São Paulo / SP
Americana Apple reclama de impostos altos no Brasil
A companhia norte-americana Apple afirmou que o Brasil é um dos seus alvos de crescimento, mas reclamou que os tributos são "muito significativos" no país. "Nós estamos vendendo no Brasil já faz algum tempo e estamos aprendendo sobre o Brasil. A economia brasileira é diferente da economia chinesa porque as taxas alfandegárias são muito significativas e os impostos são muito significativos lá, o que tende a agregar ao preço", afirmou Timothy Cook, diretor de operações da empresa, durante entrevista coletiva após a divulgação dos resultados do último trimestre do ano passado. Apesar da reclamação sobre os tributos, o executivo disse que a empresa tem "tremendo foco" em mercados emergentes como Brasil e China. Segundo ele, 58% da receita da Apple no quarto trimestre de 2009 veio de fora dos Estados Unidos. "Está claro quando você olha para os nossos números que nossas taxas de crescimento são muito maiores fora dos EUA. Nós temos consciência de que precisamos ir bem nesses mercados para continuarmos a crescer", afirmou Cook. Anteontem, a companhia anunciou que teve um lucro de US$ 3,4 bilhões no quarto trimestre do ano passado, com a venda de aparelhos como o iPhone, que quase dobrou o número de unidades comercializadas na comparação com o mesmo trimestre de 2008, atingindo 8,7 milhões de aparelhos. O lucro do quarto trimestre foi o maior da história da empresa e representou um aumento de quase 50% em relação ao mesmo período de 2008. Além dos bons resultados, a companhia vem sendo alvo de bastante atenção porque deve anunciar hoje um novo aparelho, que, cogita-se, seria um "tablet" (uma mistura de computador com celular). "Os novos produtos que nós estamos planejando lançar neste ano são muito fortes, começando por esta semana com um grande novo produto com o qual estamos realmente animados", afirmou Steve Jobs, na divulgação do resultado trimestral. A companhia já convidou a imprensa para acompanhar hoje a sua "mais recente criação". As ações da Apple se valorizaram em 1,41% ontem na Bolsa Nasdaq.
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MERCADO DE CAPITAIS
(Informações: Dow Jones, Bovespa, Reuters, EFE, AFP e Associated Press)
HOJE – Fechamento das Bolsas asiáticas
Cingapura / China
Índice de bolsas da Ásia cai pela 9a vez por receios sobre China
As principais bolsas de valores da Ásia sofreram a nona queda consecutiva nesta quarta-feira, pressionadas por temores de que a China reforce as medidas para conter o crescimento do crédito, o que poderia reduzir o ritmo da recuperação econômica global.
- O índice MSCI que reúne mercados acionários da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão tinha queda de 1,29%, a 391 pontos, às 7h55min (horário de Brasília). O índice perdeu cerca de 9% nas últimas duas semanas, perto do nível de 10% que é geralmente usado para se definir uma correção nos mercados acionários.
- A bolsa de TÓQUIO recuou 0,7%, para 10.252 pontos, menor nível em cinco semanas.
- Na COREIA DO SUL a desvalorização foi de 0,72%, para 1.625 pontos, mínima em sete semanas. Pesou sobre a bolsa notícias de que as forças sul e norte-coreanas trocaram fogo de artilharia.
- Em XANGAI, a bolsa caiu 1,09 por cento, a 2.986 pontos, abaixo do nível psicológico de 3.000 pontos pela primeira vez desde outubro.
- Em HONG KONG a queda foi de 0,38 por cento, para 20.033 pontos.
- TAIWAN recuou 0,51 por cento e CINGAPURA registrou desvalorização de 1,24 por cento.
- A bolsa de SYDNEY teve perda de 1,55 por cento, para 4.644 pontos.
Análise - Além dos receios de que as importações chinesas possam desacelerar, com os formuladores de políticas tentando manter a economia longe do superaquecimento, os investidores têm sido assolados por temores sobre altos níveis de endividamento da Grécia e proposta da Casa Branca que pode afetar alguns grandes bancos de investimento, limando seus lucros. O setor de tecnologia, que ajudou na recuperação global de ações no ano passado, tem figurado entre os mais afetados pela realização de lucros das sessões recentes à medida em que os investidores temem que a demanda por televisores de tela plana e outros eletrônicos possa enfraquecer se a recuperação global perder ritmo. Analistas acreditam que muitos dos temores sobre as medidas de aperto monetário na China são exagerados. "É muito improvável, na minha opinião, que Pequim conduza a economia para uma recessão somente para conter a inflação", disse Stepehen Jen, diretor-gerente na Bluegold Capital Management.
HOJE – Na abertura das Bolsas Européias
- Londres / Inglaterra - A Bolsa de Valores de Londres abriu hoje em baixa e seu índice geral, o FTSE-100, descia 48,6 pontos (0,92%), até 5.228,25. O barril de petróleo Brent para entrega em março abriu hoje em baixa no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, cotado a US$ 73,17, US$ 0,12 a menos que no fechamento da jornada anterior
- Berlim / Alemanha - A Bolsa de Valores de Frankfurt abriu hoje em baixa, e seu índice geral, o DAX 30, descia 1,04%, até 5.609 pontos. O euro abriu hoje em leve baixa em relação ao dólar, e, nos primeiros minutos das negociações no mercado de divisas de Frankfurt, custava US$ 1,4063, contra US$ 1,4069 de ontem. O Banco Central Europeu (BCE) fixou ontem o curso oficial do euro em US$ 1,4085.
- Madri / Espanha - A Bolsa de Valores de Madri abriu em baixa nesta quarta-feira, e seu principal índice, o Ibex-35, perdia 179,40 pontos (1,58%), até 11.165.
- Paris / França - A Bolsa de Valores de Paris abriu hoje em baixa, e seu principal índice, o CAC-40, descia 0,73%, até 3.779,24 pontos.
- Roma / Itália - A Bolsa de Valores de Milão abriu hoje em baixa, e seu índice seletivo, o FTSE-MIB, descia 1,11%, até 22.159,60 pontos.
ONTEM – Fechamento das Bolsas: Bovespa, NY e Europa
São Paulo / SP
Bovespa fecha em baixa de 1,05%, acumulando quarto dia de queda
As ordens de venda predominaram pelo quarto pregão consecutivo na Bovespa na jornada de ontem, dia 26/1. Temendo notícias da China e dos EUA, e na véspera de um novo anúncio do Copom, no Brasil, investidores optaram por repassar ações que subiram demais. A taxa de câmbio, refletindo o nervosismo generalizado, atingiu R$ 1,83, o preço mais alto em mais de quatro meses.
- O Ibovespa cedeu 1,05% no fechamento, aos 65.523 pontos. Esse índice bateu o seu nível mais baixo desde 13/11/2009.
- O giro financeiro foi de R$ 6,46 bilhões.
- O dólar comercial foi vendido por R$ 1,836, em um acréscimo de 0,87% sobre a cotação de ontem.
Análise 1 – O mercado de ações brasileiro retomou as atividades nesta semana, após o feriado de ontem, enfrentando uma bateria de notícias fortes das principais economias do planeta. Na Europa, o ONS (Escritório Nacional de Estatísticas, na sigla em inglês) revelou que o Reino Unido saiu da recessão, ao registrar um crescimento de 0,1% no último trimestre de 2009. O que seria motivo de comemoração, frustrou investidores que esperavam um incremento um pouco menos modesto.
Análise 2 - No front doméstico, a FGV - Fundação Getulio Vargas - apontou inflação de 1,43% na cidade de São Paulo, pela leitura do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) até o dia 22/1. O Tesouro Nacional informou que a dívida pública do país atingiu a casa do R$ 1,49 trilhão em 2009 - um crescimento de 7,16% em relação a 2008 -, em linha com as metas do governo. No setor corporativo, a Apple (tecnologia da informação) revelou um lucro líquido de US$ 3,38 bilhões entre outubro e dezembro de 2009 - primeiro trimestre do ano fiscal da empresa, número 50% superior ao resultado para o mesmo período de 2008. Já a Dupont conseguiu reverter os prejuízos de 2008 e apurou ganho de US$ 441 milhões, ou US$ 0,48 por ação, no quarto trimestre do ano passado.
Juros - O Copom - Comitê de Política Monetária – começou ontem, dia 26/1, o primeiro do dos dias de reunião necessários para definir a nova taxa básica de juros do país, referência para o custo dos empréstimos a consumidores e empresas. Economistas esperam que o Comitê mantenha a atual taxa (8,75% ao ano), mas sinalize desde já um ajuste nos juros nos próximos meses, possivelmente a partir de abril. E também amanhã, o Federal Reserve indica o novo juro básico americano, hoje mantido próximo de zero.
Nova Iorque / EUA
Bolsas de NY caem com receios sobre Bernanke e Obama
As Bolsas americanas encerraram em queda em ontem, dia 26/1, depois que notícias sobre sólidos lucros e dados sobre a confiança do consumidor do país perderam efeito diante de temores que antecedem importantes decisões políticas e regulatórias na semana.
- O Dow Jones Industrial Average - principal indicador da Nyse - Bolsa de Valores de Nova Iorque - recuou 0,03%, para 10.194 pontos.
- O enquanto o ampliado S&P 500 perdeu 0,42%, para 1.092 unidades.
- Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite caiu 0,32%, para 2.203 pontos.
Análise 1 - Os ganhos se dissiparam no fim do pregão, uma vez que investidores mostraram maior cautela antes do resultado da reunião de dois dias entre autoridades do Fed - Federal Reserve - e do discurso do Estado da União do presidente Barack Obama, na quarta-feira. O Fomc - Comitê Federal de Mercado Aberto - do Fed iniciou nesta terça-feira um encontro de dois dias em meio a um debate no Senado sobre a confirmação de Ben Bernanke a um segundo mandato como chairman do BC norte-americano. Espera-se que a reunião defina poucas mudanças na política monetária do país. O comunicado do Fed sobre a economia e o juro básico é esperado para a hoje, dia 27/1. "A maioria dos investidores espera que o Fomc deixe as taxas de juro inalteradas. Eles não estão aguardando um grande comunicado desta vez simplesmente porque Bernanke ainda está num terreno íngreme", disse Kenneth Polcari, diretor geral da ICAP Equities, em Nova Iorque.
Análise 2 - Após uma abertura em baixa, os papéis passaram a subir diante de dados mostrando que a confiança do consumidor nos EUA subiu pelo terceiro mês consecutivo para o seu nível mais alto desde setembro de 2008, de acordo com o Conference Board. O número reduziu preocupações com gastos individuais. O tom positivo, entretanto, não se sustentou. Verizon Communications respondeu pela segunda maior influência negativa sobre o Dow Jones, após dizer que enfrenta uma recuperação mais lenta que a esperada. As ações da empresa recuaram 1,6%. Mas algumas companhias terminaram em alta. Travelers foi o maior impulso no Dow Jones, subindo 2,7%. A seguradora divulgou um lucro de acordo com as expectativas de Wall Street. Apple ganhou 1,5%, um dia depois de reportar fortes resultados trimestrais. Também ajudou o fato de a empresa informar um crescimento antecipado nos lançamentos de produtos voltados à escrita digital. A fabricante do iPhone deu o maior impulso ao Nasdaq, seguido pela Microsoft, que deve divulgar seu balanço no fim desta semana.
Londres / Inglaterra
Índice europeu de ações quebra série negativa por farmacêuticas
As ações europeias fecharam em alta os pregões de ontem, dia 26/1, revertendo quatro dias de perdas em meio a resultados corporativos positivos. Os investidores também tiveram alento por dados melhores que o esperado sobre a confiança do consumidor norte-americano.
- O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho dos principais papeis do continente, subiu 0,36%, a 1.022 pontos, interrompendo a pior sequência de perdas do mercado em seis meses.
- Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 0,31%, a 5.276 pontos.
- Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,67%, para 5.668 pontos.
- Em Paris, o índice CAC-40 também ganhou 0,67%, a 3.807 pontos.
- Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,15%, para 22.407 pontos.
- Em Madri, o índice Ibex-35 avançou 0,87%, a 11.347 pontos.
- Em Lisboa, o índice PSI20 fechou com oscilação negativa de 0,05%, para 8.100 pontos.
Análise - As empresas farmacêuticas foram as que mais somaram pontos ao índice. Novartis ganhou 2,1% após divulgar um crescimento de 54% em seu lucro líquido do quarto trimestre, que alcançou 2,3 bilhões de dólares. O número veio em linha com as expectativas de analistas, ajudado por vendas das vacinas produzidas pela Norvatis contra a gripe H1N1. Ainda nesse setor, AstraZeneca, GlaxoSmithKline e Sanofi-Aventis avançaram cerca de 1,5%. Investidores também encontraram suporte em dados que mostraram a confiança do consumidor norte-americano no maior nível desde setembro de 2008. "Os números sobre a confiança do consumidor vieram melhores que o esperado, o que deu força ao mercado", disse Nick Serff, estrategista de mercado do City Index. Entre outras ações que tiveram ganhos, os papéis do conglomerado industrial alemão Siemens subiram 5,1%, depois que a empresa surpreendeu investidores com um crescimento trimestral de seu lucro, graças a cortes de custos e a uma sólida performance em suas unidades de energia e saúde.
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INDÚSTRIA
Rio de Janeiro / RJ
Votorantim revisa planos e deve investir R$ 30 bilhões até 2011
O grupo Votorantim revisou de R$ 26 bilhões para R$ 30 bilhões o valor orçado de investimentos para o período de 2007 a 2011. Desse montante, R$ 20 bilhões foram investidos nos últimos três anos. Neste ano, a empresa irá investir R$ 4,5 bilhões, 7,14% a mais do que os valor gasto em 2009 (R$ 4,2 bilhões). Os números foram apresentados pelo grupo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em audiência ontem a tarde, dia 26/1.
A previsão é que de 2009 a 2013 sejam implantados 20 projetos. Entre eles, a empresa destaca os que já começaram a operar como a fábrica de celulose da Fibria em Três Lagoas/MS, uma nova siderúrgica na cidade de Resende/RJ, as fábricas de cimento de Porto Velho/RO, Xambioá/TO e Nobres/MT, e a hidrelétrica Salto Pilão, em Santa Catarina. "O Brasil vive uma fase muito boa no mercado interno, principalmente por construção civil. Cimento e aços longos são as nossas prioridades para os próximos anos", afirmou o presidente do Conselho de Administração da Votorantim Participações, Carlos Ermírio de Moraes.
O negócio de celulose continua estratégico, mas o mercado ainda não está totalmente recuperado da crise econômica global, conforme o executivo. O projeto mais maduro, nessa área, é a duplicação da Veracel, joint-venture na Bahia com a Stora Enso. A Votorantim é controladora da Fibria, maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto e resultante da união de VCP e Aracruz. Segundo a empresa, somente na área de cimento, as novas fábricas que já entraram em operação e as que entrarão em 2010, abastecerão o mercado com 5,25 milhões de toneladas adicionais por ano. Para os próximos dois anos, estão previstas a operação de mais cinco novas plantas de cimento, em Sepetiba/RJ, Vidal Ramos/SC, Baraúna/RN e Imbituba/SC, além da expansão da central de produção de concreto em São Paulo. (Agência Reuters)
Da redação – Maringá / PR
Cocamar fatura recorde de R$ 1,278 bilhões em 2009
O resultado financeiro em 2009 da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, de Maringá/PR, foi o melhor de todos os tempos, excluindo as empresas coligadas. O faturamento apresentou pequena elevação de 0,24%, para R$ 1,278 bilhão, em comparação com R$ 1,275 bilhão no ano anterior. O presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, informou que a cooperativa se superou, considerando que fatores adversos prejudicaram o desempenho. Ele citou os efeitos da crise mundial, que provocou forte retração nos mercados internacionais e também na demanda interna, e a estiagem que comprometeu 35% da safra de grãos no ciclo 2008/09. No total, o faturamento da Cocamar alcançou R$ 1,363 bilhão em 2009, pouco abaixo dos R$ 1,378 bilhão do ano anterior. A redução é atribuída à queda na receita da Transcocamar, de R$ 115 milhões em 2008 para R$ 85 milhões em 2009.
Basileia / Suiça
Farmacêutica Novartis registra lucro de US$ 10,3 bilhões em 2009
O laboratório suíço Novartis, fabricante de uma vacina contra a gripe suína (H1N1), comunicou alta de 8% no lucro em 2009 e criticou os governos que cancelaram milhões de pedidos de doses por causa da diminuição da intensidade da pandemia. Os lucros líquidos da Novartis totalizaram no ano passado US$ 10,3 bilhões, acima da estimativa média dos analistas, de US$ 8,6 bilhões. Mas a empresa admitiu que será difícil manter essa progressão em 2010 e o presidente e diretor-geral, Daniel Vasella, criticou os governos que cancelaram seus pedidos ao comprovar que a gripe suína não se propagava de maneira tão forte como se temia. "Os governos que exercem tanta pressão sobre a indústria para conseguir entregas rápidas de vacinas são os mesmos que disseram 'já não queremos esse pedido'", assinalou Vasella. (Agence France Presse / AFP)
Londres / Inglaterra
Contra pirataria, formato musical busca suceder MP3 com dados atualizáveis
A indústria da música tem sofrido com pirataria na última década e busca desenvolver novas ofertas para atrair os consumidores a comprar canções por sites legítimos, ao invés de obtê-las por vias ilegais. A nova proposta é chamada MusicDNA e tem o apoio do inventor do formato de arquivo MP3, além de um ex-executivo-chefe da Sony Music. Ela permitiria que fãs fizessem download de um arquivo MP3 em seu computador, e além disso obtivessem conteúdo adicional com ele.
Selos musicais, bandas ou lojas poderiam então enviar atualizações para o arquivo de música sempre que tivessem algo novo para anunciar. Exemplos seriam informações sobre futuras turnês, novas entrevistas, ou atualizações de páginas em redes sociais. O usuário receberia pouca ou muita informação, de acordo com seu desejo, toda vez que estivesse on-line. No entanto, se alguém fizesse download ilegal do arquivo, receberia apenas um arquivo estático, sem possibilidades de receber atualizações.
A Bach Technology, o grupo por trás do arquivo MusicDNA, diz que busca parcerias entre lojas, selos musicais, proprietárias de direitos autorais e empresas de tecnologia. Afirma estar feliz por fornecer sua nova tecnologia para outros que queiram utilizá-la sob as respectivas marcas. A empresa desenvolvedora é sediada na Noruega, Alemanha e China.
Experiência completa - Os arquivos podem tocar em qualquer tocador de MP3, incluindo o iPod, da Apple. Eles também podem ser adaptados segundo os interesses do usuários, integrando-se a redes sociais, por exemplo. O executivo-chefe da Bach, Stefan Kohlmeyer, diz que o serviço iria fazer os fãs voltarem ao tempo em que desfrutavam também olhar as letras e as ilustrações relacionadas a um álbum, além de simplesmente ouvir a música em si. "O que estamos trazendo de volta ao usuário final é a experiência emocional musical completa da música", disse ele. "Acreditamos que isso foi perdido na transição para a era digital." Uma versão para testes deve ficar pronta nos próximos meses, e uma completa é esperada para o meio do ano. Outra específica para celulares também é esperada. (Agência Reuters)
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AGRONEGÓCIOS
Da redação – São Paulo / SP
Ibrafe reúne grandes marcas para discutir a criação do selo de qualidade do feijão
Na sexta-feira, dia 29/1, o Ibrafe - Instituto Brasileiro do Feijão - vai reunir algumas das principais marcas que comercializam o grão para discutir a criação do Selo Puro Feijão. O nome ainda é provisório, mas o selo deverá representar uma garantia permanente de certificação da qualidade para o feijão em todo o Brasil. Com o selo, o consumidor terá a garantia de que comprará o feijão do tipo especificado no pacote, e as grandes marcas o reconhecimento pela qualidade do seu produto. O selo será semelhante aos utilizados pelo café, fiscalizados pela Abic, mas neste caso a gestão e fiscalização estará a cargo de Ibrafe e do Instituto Totum, especializado em certificações de qualidade.
Para serem aprovadas e terem direito ao selo em seus pacotes, as empresas de feijão deverão respeitar as regras das boas práticas de manipulação de alimentos, com formas adequadas de armazenamento, por exemplo. “As marcas certificadas tem a garantia de que seu produto não será incluído em escândalos sobre má qualidade, como os que foram provocados pelas pesquisas do Idec, em 2009”, afirma o presidente do Conselho Administrativo do Ibrafe, Marcelo Eduardo Lüders.
Além disso, a certificação só será concedida as empresas que não admitem trabalho infantil, que produzem de forma sustentável e cujo feijão não apresente resíduos químicos. Com isso, a utilização do selo Puro Feijão deverá resultar em reconhecimento das marcas confiáveis e afetar a fidelidade do consumidor. “O que leva o consumidor ser fiel a uma marca de feijão? Primeiro a qualidade, segundo a constância ao longo do tempo desta qualidade. O consumidor quando informado reconhece a garantia dada por um Selo e paga por um produto seguro”, argumenta Lüders. Durante o evento dessa sexta-feira estarão em pauta a criação de um comitê gestor para o projeto, estratégias de marketing, estudos de certificação e a criação da Confraria Puro Feijão. A reunião será em São Paulo, na sede do Instituto Totum, à partir das 15h. (Fonte: Assessoria de Imprensa Ibrafe)
Da redação – Rio de janeiro
Etanol sustentável do Brasil
A fornecedora britânica de biocombustíveis Greenergy International divulgou ontem que formará uma joint-venture com o grupo francês de açúcar e etanol Bauche para fornecer e vender etanol brasileiro sustentável no mercado europeu. A Greenergy, principal importadora de bioetanol brasileiro para a Grã-Bretanha, terá uma participação de 70% na Greenergy Brasil, sediada em São Paulo, e a Bauche terá os 30% restantes. O novo empreendimento foi realizado visando as novas regras que serão impostas ao final de 2010 ou início de 2011, sob as quais produtores de biocombustíveis sofrerão uma penalidade se não conseguirem demonstrar que seu combustível está cumprindo com os normas sociais e ambientais. "Como empresa precisamos estar totalmente em cima das condições de rastreabilidade e desempenho ambiental e é por isso que criamos esta empresa com a Bauche", disse David Rees, diretor da Greenergy International e presidente da Greenergy Brasil. Rees afirmou que a empresa estaria enviando bioetanol principalmente à Grã-Bretanha, pelo menos inicialmente. Ele observou que o aumento nos preços de açúcar haviam tornado as vendas de etanol derivado da cana-de-açúcar menos competitivas no curto prazo. Os futuros do açúcar refinado em Londres atingiram um recorde na semana passada e os preços aumentaram para mais que o dobro em 2009. "É improvável que qualquer um esteja comprando etanol brasileiro no mercado à vista hoje, mas essa é uma posição muito de curto prazo", afirmou o executivo.
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SETOR AUTOMOTIVO
Tóquio / Japão
Toyota suspende produção em cinco fábricas norte-americanas
A Toyota decidiu nesta quarta-feira, dia 27/1, suspender de maneira temporária a produção em cinco fábricas na América do Norte, por problemas que obrigaram a empresa a convocar recall de oito modelos de automóveis vendidos nos EUA por problemas de segurança. As fábricas foram responsáveis pela fabricação dos 2,3 milhões de veículos que foram convocados para revisão nos EUA por possíveis problemas no pedal do acelerador, que em alguns casos tinha ficado preso, provocado uma aceleração involuntária do veículo.
Devido à suspensão das vendas, a Toyota vai interromper a produção dos veículos em quatro fábricas dos EUA (duas no estado de Indiana, uma no de Kentucky e outra no Texas) e uma do Canadá durante uma semana, a partir do dia 1º de fevereiro, para avaliar suas atividades de montagem. Segundo fontes citadas pelo jornal japonês "Nikkei", a Toyota poderia convocar outros dois milhões de proprietários de seus modelos na Europa por problemas similares com os aceleradores, embora fontes da companhia em Tóquio não confirmem esta informação.
Se as divisões da Europa chamarem para revisão cerca de dois milhões de veículos, o número total de automóveis afetados poderia ser superior à metade de todas as unidades vendidas pelo grupo Toyota em 2009 em todo o mundo. Segundo o "Nikkei", a Toyota está tentando determinar o número de carros que deverão ser revisados na Europa.
A empresa assegurou hoje que as medidas têm como objetivo melhorar a segurança de seus carros e ajudar os consumidores a recuperarem a confiança. Na Bolsa de Tóquio, os investidores receberam a notícia de maneira negativa em um primeiro momento, provocando queda na cotação das ações da empresa, primeiro fabricante mundial de automóveis. (Agência EFE)
Detroit / EUA
Spyker compra Saab da GM por cerca de US$ 74 milhões
A fabricante holandesa de veículos esportivos Spyker concordou em pagar cerca de US$ 74 milhões em dinheiro à americana GM - General Motors - pela unidade sueca Saab, segundo fontes próximas à negociação citadas em reportagem no site do diário americano WSJ – The Wall Street Journal. O BEI - Banco Europeu de Investimentos -, o braço financeiro da UE -União Europeia -, além disso, fornecerá um empréstimo de 400 milhões de euros, garantido pelo governo sueco. A GM ficará com uma participação acionária de menos de 1% dos direitos a voto no capital da Saab, segundo o WSJ. A GM foi procurada pela reportagem do diário americano, mas ainda não havia sido encontrada. Há duas semanas, a GM havia anunciado que fecharia as portas da Saab devido à falta de compradores e contratou a consultoria AlixPartners para supervisionar a liquidação da montadora. Desde aquela época a Spyker tinha interesse na aquisição, mas não tinha conseguido os avais bancários para a operação.
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VAREJO & SERVIÇO
Da redação – Rio de Janeiro / RJ
Pão de Açúcar apresenta revista e site do programa Mais
O Pão de Açúcar começa o ano investindo em seu programa de relacionamento Mais, com o lançamento da Revista Mais nesta semana e um site exclusivo em www.paodeacucar.com.br/mais, que entra no ar no início de fevereiro, desenvolvidos em parceria com a Trip Editora. A revista será bimestral e terá uma tiragem de 200 mil exemplares, distribuídos para os clientes mais ativos da rede Pão de Açúcar. O conteúdo da revista também estará disponível na internet, para que os demais consumidores possam a ter acesso e se manter atualizado quanto os novos serviços da marca. A revista é baseada em quatro pilares: Alimentação, Atividade Física, Equilíbrio e Amor. Esse quatro valores estarão presentes no primeiro número da publicação, que terá quatro capas distintas, cada uma destacando um desse pilares. O conteúdo da Mais terá algumas seções fixas, como "Minha geladeira", "O que não falta no seu carrinho" e "História de atleta", além de entrevistas e matérias pontuais.
Da redação – São Paulo / Sp
Americana My Gym se expande pelo Brasil
A rede americana de academias de ginástica My Gym Children´s Center Fitness, focada no público infantil, abrirá neste ano três unidades em São Paulo, nos bairros do Morumbi, Campo Belo e Anália Franco, e outras três em Goiânia/GO, Belo Horizonte/MG e São Bernardo do Campo/SP. A primeira unidade foi aberta em março de 2009 em São Paulo, em Moema, pelo empresário Leandro Japequino, que é o master franqueado e responsável pelas operações da rede na América Latina. A venda das seis franquias no ano passado ultrapassou a expectativa do empreendedor, de comercializar cinco unidades. A meta é atingir 35 unidades em todo o Brasil nos próximos três anos. O objetivo é ainda neste ano chegar a cidades como Rio de Janeiro, Curitiba/PR, Porto Alegre/RS e Buenos Aires, iniciando a expansão em outros países da América Latina.
Nova Iorque
McDonald’s amplia lucros no trimestre
A rede americana de fast food McDonald’s disse que no quarto trimestre de seu ano fiscal, fechado no fim de dezembro, suas receitas cresceram 7% em relação ao mesmo período de 2008, para US$ 5,97 bilhões. O resultado líquido da companhia foi de US$ 1,21 bilhão, contra US$ 985 milhões um ano antes. As vendas em mesmas lojas cresceram 2,3% em termos globais, ficando praticamente estáveis nos EUA e subindo 4,8% na Europa, 1,5% na Ásia/Oriente Médio/África e 6,8% no restante do mundo. No mercado americano, as vendas do McDonald’s em mesmas lojas caíram em outubro e novembro, mas conseguiram se recuperar em dezembro, compensando o cenário adverso causado pelo alto índice de desemprego e pelas ações promocionais da concorrência. Com isso, a empresa fechou o ano de 2009 com um crescimento de 3,8% nas vendas em mesmas lojas, com alta de 2,6% no mercado americano, 5,2% na Europa, 3,4% na Ásia/Oriente Médio/África e 5,5% no restante do mundo. O faturamento total da companhia foi de US$ 22,7 bilhões, abaixo dos US$ 23,5 bilhões de 2008, mas os lucros subiram para US$ 4,55 bilhões, contra US$ 4,31 bilhões no ano anterior.
Da redação – São Paulo / SP
Rede Covabra inaugura farmácia própria em Itatiba
A rede de supermercados Covabra abre no dia 02 de fevereiro sua terceira farmácia própria, dentro de uma loja da empresa em Itatiba/SP. A primeira farmácia própria da rede foi inaugurada em Pirassununga/SP e, para este ano, já está projetada a abertura de uma loja em Campinas/SP. A Covabra conta com dez pontos de venda em sete cidades do interior de São Paulo.
Da redação – São Paulo / SP
Eurodata imprime forte ritmo de expansão à sua rede
A rede de franquias de escolas de qualificação profissional Eurodata pretende abrir até março mil novas vagas de emprego, em função do fechamento de 50 novos contratos de franquia até o final de janeiro. São cerca de 20 vagas por escola, entre recepcionistas, cobradores, assistentes administrativos, coordenadores, instrutores, vendedores, promotores e profissionais de telemarketing.
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COMÉRCIO EXTERIOR
Brasília / DF
Balança comercial tem primeiro superávit do ano
A balança comercial obteve superávit de US$ 71 milhões na terceira semana de janeiro (18 a 24), o primeiro resultado positivo do ano. As exportações somaram US$ 3,105 bilhões e as importações, US$ 3,034 bilhões. Segundo os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, houve melhora no desempenho médio das exportações na terceira semana do mês ante o acumulado até a semana anterior. Mesmo com o resultado positivo da semana, no ano a balança acumula um déficit de US$ 896 milhões, valor que supera ainda o déficit de US$ 529 milhões de janeiro de 2009. (Agência Estado)
Porto Alegre / RS
RS e PR pedem auditoria para exportar carne suína à UE
Os estados do RS e PR querem ser incluídos na lista dos Estados brasileiros aptos a exportar carne suína à União Europeia. O bloco europeu atualmente avalia a liberação da importação de suínos de SC. Na semana passada, representantes da cadeia produtora de suínos gaúcha e paranaense foram ao Ministério da Agricultura pedir que o Brasil solicite à UE visita aos dois Estados para que eles também possam ser habilitados a exportar para membros da UE.Segundo o presidente da Abipecs - Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína -, Pedro de Camargo Neto, RS e PR também querem que o ministério realize uma auditoria específica nos Estados, com critérios diferenciados normalmente avaliados por missões europeias. Camargo Neto explicou que esse trabalho foi feito em SC e facilitou o andamento do processo de liberação das exportações a partir do Estado, que deve ser concluído no final do primeiro semestre deste ano. "É uma espécie de triagem das unidades habilitadas a exportar para a UE e uma forma de pressionar aqueles que não estão preparados a evoluírem", disse.Na avaliação do presidente da Abipecs, o RS já está "preparado" para receber a missão europeia, mas a visita aos dois estados do Sul dependerá do cronograma dos europeus. Além da UE, Japão, China e Coreia são outros mercados que o Brasil pretende abrir para o mercado de suínos em 2010. Segundo Camargo Neto, as negociações com os chineses estão mais adiantadas entre esses três asiáticos.PIS/Cofins - O pedido de isenção do pagamento de PIS e Cofins para a cadeia produtora de aves e suínos, como extensão do benefício concedido no ano passado às indústrias de carne bovina, também pode avançar em breve. Segundo Camargo Neto, Abipecs e Abef devem levar em duas semanas ao Ministério da Fazenda estudo que demonstre possíveis desequilíbrios tributários entre as atividades voltadas ao mercado externo e interno e os benefícios que mudanças no sistema podem trazer. As exportações já são livres do pagamento de PIS e Cofins por causa dos efeitos da Lei Kandir. "Estamos finalizando o estudo para o mercado de suínos e em breve devemos apresentá-lo à Fazenda, em conjunto com a Abef", afirmou. Camargo Neto lembrou, no entanto, que será necessário adequar a medida que beneficiou o setor de carne bovina para os segmentos de aves e suínos, que trabalham em sistema integrado de produção. (Agência Estado)
São Paulo/SP e Brasília/DF
Exportação do complexo soja do país cairá para US$ 14 bilhões
A receita com as exportações do complexo soja do Brasil (grão, farelo e óleo) cairá para US$ 14,2 bilhões no ano comercial 2010/2011 (fevereiro/janeiro), previu nesta terça-feira a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).
Em 2009, as receitas obtidas com as exportações do complexo soja somaram US$ 17,2 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
"A queda na receita ocorre por conta da expectativa de redução de preços de soja e farelo, diante das safras recordes de Estados Unidos, Brasil e Argentina", afirmou Henrique Paes Barros, economista da Abiove.
Os EUA já terminaram a sua colheita 2009/10, e o Brasil iniciou há poucas semanas os trabalhos. A Argentina começa a colher em março. "Você tem os Estados Unidos com mais de 90 milhões (de toneladas), o Brasil com 65 e a Argentina com 53. É muita soja, por isso os preços devem ceder", acrescentou Barros, comentando suas primeiras estimativas de preços médios para o ano.
No ano passado, apesar da crise internacional, as exportações do complexo soja do Brasil não sofreram tanto em comparação com 2008, quando somaram US$ 18 bilhões, por conta de preços sustentados no mercado global em função de uma oferta mais escassa e da demanda firme da China.
A soja e seus derivados lideram o ranking das exportações de produtos agropecuários do Brasil, o segundo exportador global da oleaginosa. Em 09/10 a safra global de soja crescerá em cerca de 40 milhões de toneladas em relação a 08/09, notou nesta terça-feira a consultoria alemã Oil World.
Exportação menor - A Abiove prevê uma queda de 900 mil toneladas nas exportações de soja em grão na temporada 10/11, ante o recorde de 28 milhões de toneladas em 09/10, com o Brasil recompondo estoques neste ano. O preço do grão exportado em 10/11 deverá cair para uma média de US$ 350 por tonelada, ante US$ 400 no ano passado. A associação, que aponta para um aumento exportações de farelo de soja para 12,7 milhões de toneladas, também trabalha com preços menores desse derivado, para US$ 300 por tonelada, ante US$ 375 no ano passado.
Biodiesel - As divisas com as exportações de óleo de soja também deverão cair, para US$ 908 milhões, ante mais de US$ 1 bilhão na temporada anterior. Mas essa redução deverá se dar especialmente pela queda no volume exportado (de cerca de 500 mil toneladas), pois os preços do óleo estarão mais valorizados ao longo do ano, segundo a Abiove. A entidade estima o preço de exportação do óleo em uma média anual de US$ 825 por tonelada, contra US$ 774 no ano passado.
"A demanda pelo óleo está muito aquecida", destacou Barros, referindo-se aos mercados interno e externo. "A China passou (recentemente) a ser a principal importadora de óleo de soja do Brasil, importou 33% do total do ano passado (530 mil toneladas)." Além disso, disse o economista, com o aumento na mistura de biodiesel no diesel em 2010 (B5), a demanda por óleo de soja para a produção do biocombustível crescerá bastante em 2010. O óleo de soja responde por mais de 80% da matéria-prima de biodiesel no Brasil, cujo consumo saltará neste ano para 2,3 milhões de metros cúbicos, ante 1,6 milhão de metros cúbicos em 2009. "Para a empresa, é mais vantajoso destinar óleo para o biodiesel do que exportar (o óleo), e ter o problema de acúmulo de crédito do ICMS", ressaltou o economista, lembrando da questão tributária que limita as exportações de derivados de soja no Brasil. (Agência Reuters)
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MERCADO DE TECNOLOGIA
ESPECIAL - Campus Party 2010, de São Paulo / SP
Vivo lança plataforma de aplicativos aberta para desenvolvedores
A operadora de celulares Vivo anunciou ontem na Campus Party o lançamento de uma plataforma própria de aplicativos que receberá a colaboração de desenvolvedores e compartilhará a receita gerada com todos os envolvidos, tanto pela compra do serviço, como ao longo de seu uso pelos clientes. A Plataforma de Desenvolvedores Vivo (http://desenvolvedores.vivo.com.br) entra em funcionamento a partir de março e permitirá a empresas e usuários criar, testar e vender seus aplicativos para os mais de 50 milhões de clientes da operadora. O site é aberto e gratuito, e traz informações sobre desenvolvimento, certificação e cadastro de aplicativos, possuindo os recursos de software necessários para a utilização das funcionalidades de rede da Vivo.
A empresa baseia o lançamento da plataforma em uma pesquisa do instituto Gartner Research, que mostra que o gasto mundial de consumidores em lojas de aplicativos móveis em 2010 deve superar US$ 6 bilhões, podendo alcançar US$ 29,5 bilhões em três anos. Roberto Lima, presidente da Vivo, acredita que a iniciativa coloca a operadora como a primeira a abrir um sistema para desenvolvedores em formato de parceria, incentivando um mercado em potencial no Brasil, ao profissionalizar e remunerar ideias nascidas fora das corporações.
Para lançar um aplicativo, será preciso realizar o cadastro no site e fazer o upload da aplicação. A Vivo fará a verificação do conteúdo e do preço escolhido pelo desenvolvedor. Caso aprovado, o aplicativo entrará para comercialização na loja virtual Vivo Downloads (http://downloads.vivo.com.br/). Para comercializar o aplicativo criado, é possível selecioná-lo para os pré-lançamentos a preços reduzidos (de R$ 0,99 a R$ 1,99), para avaliar a aceitação do público ou passar pelo processo de certificação, com destaque na loja de downloads e preços equivalentes aos de grandes fornecedores (até R$ 20). Os programas também poderão ser compartilhados entre os desenvolvedores por meio do próprio portal da empresa, para testes.
O pagamento pelos conteúdos segue modelo de revenue share, semelhante ao modelo praticado pelos fabricantes, com divisão da receita de vendas. Além disso a operadora e seus desenvolvedores terão participação no fluxo de SMS geradas pelos aplicativos. A empresa afirma que, em breve, a receita gerada por MMS também será dividida com os criadores. O site da plataforma também lançou um Concurso de Ideias (http://desenvolvedores.vivo.com.br/pdv-challenge) para os participantes da Campus Party, que premiará os vencedores com smartphones Nokia N97 e E71.
Mitnick alerta que a arte de enganar de hoje tem objetivo monetário
Kevin Mitnick, famoso hacker norte-americano que roubou dados de grandes empresas como Nokia e Motorola e que foi um dos mais procurados pelo FBI , esteve nesta terça- feira na Campus Party apresentando a palestra “A arte de enganar”, que lotou o palco principal e suas proximidades com diversos campuseiros. Um dos pontos frisados por Mitnick é que o real problema da segurança nas grandes corporações é o ‘fator humano’ – por mais que hardware e software garantam a segurança, muitas vezes um usuário incauto inadvertidamente “entrega” senhas ou instala aplicativos maliciosos, ignorando as precauções necessárias. Isso acontece principalmente porque os funcionários raramente se preocupam com a segurança, e querem apenas “fazer o seu trabalho”.
A esse tipo de ataque em que o hacker utiliza da ingenuidade ou falta de preocupação do usuário, Mitnick deu o nome de “engenharia social”. Uma forma fácil, com baixo custo e alto índice de efetividade de invadir sistemas. Assim, para Mitnick, a melhor forma de garantir a segurança em uma rede seria combinar tecnologia e treinamento de pessoal, instruindo os usuários sobre as formas mais comuns de captura de informações e treinando-os sobre as melhores formas de guardar senhas e dados confidenciais. Em coletiva de imprensa anterior a sua apresentação, Mitnick também afirmou que ferramentas que garantem privacidade total ou parcial de conteúdo – como o famoso ‘cadeado’ do orkut ou perfis privados do Twitter – não são 100% garantidos, já que sempre existe alguém tentando burlar as regras de segurança e, assim, poderiam conseguir acesso a um conteúdo que não deveria ser público. A sugestão dele? Não publique nestas redes nada que não possa ser largamente conhecido.
O famoso hacker também não se considera um ícone, e se vê como uma pessoa normal, apesar de sua importância. Questionado se pretendia voltar a ser um hacker, respondeu com humor: “Eu sou um hacker, mas agora sou pago pra isso”. Mitnick, que começou a invadir sistemas quando isso ainda não era considerado um crime e era visto apenas como uma ‘diversão nerd’, prevê que os ‘novos hackers’ estão em busca de formas de monetizar seu ‘poder’. “Agora não é mais sobre diversão, é sobre dinheiro”, alertou. O vídeo da apresentação de Mitnick, que está sendo gravada, será disponibilizado pela equipe da Campus Party em breve no site oficial do evento em www.campusparty.com.br .
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MERCADO WEB
Londres / Inglaterra
Vendas online desafiam recessão
Números divulgados no Reino Unido pela consultoria Retail Decisions mostram que as vendas do varejo como um todo estão fracas, mas no mundo online o ritmo é de forte expansão. A consultoria estima que as vendas do varejo pela internet alcançaram em 2009 a marca de £49,8 bilhões, 21% mais que no ano anterior, e que cerca de 33 milhões de consumidores adquiriram produtos pela web. No ano passado, 30% das vendas online britânicas aconteceram em novembro e dezembro, reforçando a importância da temporada de Natal para as empresas. Pela primeira vez em dez anos, a categoria líder em vendas foi eletroeletrônicos de linha branca (como geladeiras e máquinas de lavar), por conta da volta à aquisição de itens essenciais durante a recessão e pela antecipação das compras para fugir do aumento de impostos que entrou em vigor no início de 2010. (Agence France Presse / AFP)
Sunnyvale / EUA
Yahoo! reverte prejuízo de 2008 e lucra US$ 153 milhões no trimestre
A empresa baseada na internet Yahoo! reportou nesta terça-feira um lucro líquido de US$ 153 milhões, ou US$ 0,11 por ação, para o quarto trimestre do ano passado. No mesmo período em 2008, a gigante da rede mundial de computadores havia registrado um prejuízo de US$ 303 milhões. No ano passado, o lucro total foi de US$ 598 milhões (ganho de US$ 0,42/ação), em um aumento de 43% sobre os resultados de 2008. O faturamento, no entanto, contraiu 4% na comparação com os resultados de um ano atrás, para US$ 1,73 bilhão. Sobre o terceiro trimestre de 2009, houve um crescimento de 10%. No ano passado como um todo, as receitas do Yahoo! atingiram US$ 6,46 bilhões, número 10% abaixo do desempenho verificado em 2008. A companhia destacou o crescimento das receitas com o segmento "premium" (mais caro) de anúncios publicados, mas viu declinar seus ganhos com o segmento dos serviços de "marketing", na comparação dos trimestres.
Nova Iorque / EUA
Meezoog une-se a Facebook para oferecer novo nível de segurança e interatividade a cenário de encontros on-line
A Meezoog, rede de encontros on-line para profissionais do mundo todo, anuncia hoje integração à popular rede social Facebook, por meio do Facebook Connect. Em consequência, os usuários da Meezoog passam a se conectar a mais de 500.000 pessoas do Facebook por meio da plataforma de confiança da Meezoog. Além disso, a empresa anuncia aumento de 20% no número de usuários desde 1º de dezembro de 2009. A Meezoog usa o Facebook Connect de forma exclusiva, permitindo aos associados procurar dezenas de milhares de solteiros no Facebook que ficam visivelmente conectados uns aos outros pelos meios não virtuais da Meezoog. Conexões de até cinco graus de separação podem ser vistas pela Meezoog, misturando usuários do Facebook e da Meezoog. A Meezoog cumpre a política de privacidade do Facebook e somente incorpora informações oferecidas publicamente pelos usuários. (Fonte: PRNewswire e Meezoog)
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MERCADO DE LUXO
Londres / Inglaterra
Companhia aérea terá camas de casal na classe econômica de luxo
A companhia aérea neozelandesa Air New Zealand anunciou que vai oferecer assentos que viram camas na classe econômica de alguns de seus aviões. Segundo a empresa, este é o avanço mais significativo em termos de conforto para viajantes da classe econômica dos últimos vinte anos. As camas são formadas quando os descansos para os pés em três poltronas, uma ao lado da outra, são elevados até o nível dos assentos. Um cobertor e travesseiros completam o pacote. Os interessados precisariam comprar os três assentos, mas a companhia está oferecendo o terceiro pela metade do preço. A ideia é atrair casais ou famílias pequenas, que poderiam dormir juntos.
Preços mais ‘em conta’ - A cama econômica foi desenvolvida por engenheiros da Air New Zealand. Cerca de um quarto dos assentos da classe econômica de todos os aviões que fazem as rotas de longa duração serão convertidos. Eles ocuparão as primeiras 11 fileiras da classe econômica nos novos aviões Boeing 777-300 da empresa. As camas econômicas estarão à venda a partir de abril. Para se ter uma ideia dos custos, um casal viajando da Nova Zelândia para a Grã-Bretanha pagaria em torno de US$ 10,8 mil por uma "cama" na classe econômica - ou seja, US$ 5,4 mil cada um. Passageiros que viajam deitados na classe business pagariam por volta de US$ 7,1 mil cada um pelo mesmo trajeto, e um assento comum na classe econômica custaria quase US$ 4,3 mil. (Agência BBC Brasil)
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RESPONSABILIDADE Social e Ambiental
Curitiba / PR
O Boticário premia proprietários de terras no PR
Sessenta e três proprietários de terras da região de Apucarana, norte do PR, que conservam suas áreas naturais em regiões de mananciais, serão premiados hoje. Eles fazem parte do Projeto Oásis Apucarana, desenvolvido pela prefeitura da cidade com apoio técnico da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza para melhorar a quantidade e qualidade da água dos rios que cortam o município e abastecem a região. Os valores variam de R$ 850 a R$ 7.000 por ano, de acordo com o estágio de conservação de suas áreas naturais. A metodologia para pagamento privilegia proprietários de terras com as áreas naturais mais bem conservadas e anualmente será feita uma avaliação técnica que poderá aumentar ou diminuir o valor a ser recebido. Apucarana é o segundo exemplo de pagamento a proprietários de terras de acordo com a preservação dos mananciais. O primeiro é o Projeto Oásis São Paulo, lançado em 2006 pela Fundação O Boticário, que premia financeiramente proprietários de terras na região da Bacia do Guarapiranga, na capital paulista.
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