Da redação - Brasília / DFEstrangeiros investem US$ 14,4 bilhões em ações em outubro
Os investidores estrangeiros aplicaram US$ 14,449 bilhões em ações de empresas brasileiras no mês de outubro, segundo informou hoje, dia 25/11, o BC - Banco Central. O resultado mostra uma mudança em relação ao movimento observado em outubro do ano passado, o primeiro mês após o agravamento da crise global, quando os estrangeiros retiraram US$ 6,065 bilhões do mercado acionário brasileiro. O forte resultado de outubro foi diretamente influenciado pelo lançamento de ações da subsidiária brasileira do banco Santander, que ocorreu no começo do mês. Do volume de recursos investidos em ações por estrangeiros, a maior parte (US$ 9,705 bilhões) foi usada na compra de papéis negociados no Brasil. O restante (US$ 4,744 bilhões) foi aplicado em recibos de ações brasileiras (Depositary Receipts ou DRs) negociados em mercados estrangeiros. No acumulado de janeiro a outubro, o investimento estrangeiro em ações brasileiras soma US$ 31,716 bilhões. Estrangeiros também alocaram o correspondente a US$ 2,670 bilhões em títulos brasileiros de renda fixa. A maior parte (US$ 1,975 bilhão) foi destinada a negócios realizados no Brasil. A parcela de papéis adquiridos no exterior somou US$ 695 milhões. No acumulado de janeiro a outubro, estrangeiros adquiriram US$ 8,097 bilhões em títulos brasileiros de renda fixa. (Agência Brasil)
Washignton / EUA
Brasil está entre os países que mais dão incentivo a montadoras Antes mesmo do anúncio de ontem, dia 24/11, o Brasil já aparecia entre os países que mais concederam ajuda ao setor automotivo, superando até mesmo os EUA (sem contar, porém, a ajuda de dezenas de bilhões de dólares do governo americano a GM e Chrysler), segundo levantamento da OCDE - Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. Pelos cálculos do organismo que reúne 30 das maiores economias globais, o desconto no IPI - Imposto Sobre Produtos Industrializados - de carros e caminhões, além da redução de impostos na produção e no financiamento de motos, teve um custo para o governo brasileiro de US$ 3,3 bilhões.
Já os EUA, sede de algumas das maiores montadoras do planeta e - até o ano passado, pelo menos - donos do maior mercado mundial, usaram US$ 3 bilhões no programa de troca de carros antigos por outros que consumissem menos combustível: o chamado "Dinheiro por Sucata". No entanto, o cálculo não leva em conta os US$ 50 bilhões concedidos para a GM nem os US$ 7 bilhões para a Chrysler - o governo dos EUA é hoje importante acionista das duas montadoras. Mesmo a China, que caminha para destronar os EUA do posto de maior mercado global, gastou menos em ajuda: foram 9 bilhões de yuan, ou cerca de US$ 1,3 bilhão, sempre de acordo com a OCDE. Nos dez primeiros meses deste ano, foram comercializados 10,9 milhões de veículos na China, ante 8,6 milhões nos Estados Unidos.
Em termos nominais, os valores da ajuda brasileira só ficaram atrás dos programas dos governos da Austrália, do Japão e da Alemanha (o mais caro deles é o japonês, avaliado em US$ 7,5 bilhões). Só que, especialmente nos dois primeiros casos, o enfoque da ajuda foi na produção de veículos menos poluentes. Porém, a OCDE alerta de que a maior parte dos programas de troca de carros não parece ser "instrumento rentável" na redução dos gases de efeito estufa.
A entidade afirma ainda que o fim dos subsídios concedidos pelos diversos governos para o setor automotivo deve provocar uma queda nas vendas de carros em vários desses países. A explicação é que esses programas de ajuda apenas antecipam uma compra futura, estimulando um aumento nas vendas no curto prazo. "Na medida em que esses programas são temporários e consistem, em sua maioria, na antecipação de compras futuras, o crescimento nas vendas deve ser revertido depois que esses esquemas acabarem", disse a OCDE em documento publicado na semana passada. (Agências Reuters e AFP)
Nova Iorque / EUA
Cresce peso do Brasil na exportação agropecuária
O Brasil continuou a ampliar sua fatia no comércio agropecuário internacional na década encerrada em 2007, enquanto concorrentes como Estados Unidos, União Europeia, Austrália e Argentina perderam mercados, segundo levantamento da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a participação de seus membros no comércio desse setor. O estudo também mostra que novos países entraram recentemente na lista dos grandes exportadores, como Índia (açúcar e carne bovina), Ucrânia (grãos), Bielorússia (leite em pó desnatado), China (leite em pó integral) e Chile (frutas e legumes). E há exportadores tradicionais em novos nichos, caso do fortalecimento americano no mercado de manteigas.
De modo geral, as exportações agropecuárias globais triplicaram no intervalo de 20 anos até 2007, último ano com todos os dados disponíveis. Entre 1986 e 1990, a média anual atingiu US$ 195 bilhões; há dois anos, quando os preços das commodities estavam em vertiginosa ascensão puxados pela demanda de emergentes como China e Índia, foram US$ 573,5 bilhões. O levantamento da OMC mostra a predominância do Brasil em diversos segmentos e ajuda a entender por que o país tem dificuldades em amarrar acordos comerciais. Mesmo em períodos de câmbio desfavorável às exportações como o atual, a competitividade brasileira é grande e, em determinados casos, trava potenciais parcerias.
As exportações brasileiras de carne bovina, por exemplo, deram um salto de 413,6% entre 1999 e 2007, e sua fatia no mercado internacional pulou de 6,8% para 28,4%, apesar de tarifas muitas vezes proibitivas como as que vigoram na Europa. A parte da Argentina passou de 5,4% para 6,8%, enquanto a Índia mais do que dobrou sua participação, que chegou a 7%. A fatia da Austrália caiu de 21,3% para 18,6%, e a dos EUA "derreteu", de 18% para 8,8%.
O domínio do Brasil também se consolidou na exportação de frango, mercado no qual o quinhão do país quase triplicou - de 12,6% em 1999 para 35,5% em 2007. As exportações dos EUA ficaram estáveis (35%), enquanto a parte da UE caiu pela metade, para 7,7%. Na carne suína, o salto brasileiro foi enorme, de 3,3%, em 1999, para 14,9% em 2007. Nesta frente, a parcela dos EUA quase dobrou, para 23,5%, enquanto a da UE despencou de 40,8% para 18,8%. Já o Chile entrou no grupo dos principais exportadores, saindo de quase nada para 5,2% do total.
Tampouco há surpresa no mercado de açucar. A participação das exportações brasileiras no total global pulou de 31,2% para 42,1%. A Austrália registrou pequena perda, mas a UE degringolou sem subsídios e viu sua fatia cair de 12,7% para 3,3%. Já o percentual da Índia saltou de 0,1% para 5,6% em 2007, antes de sofrer com problemas climáticos e ter que voltar a ampliar as importações. No mercado de oleaginosas, que inclui a soja, as exportacoes brasileiras representaram 27% do total mundial em 2007, ante 16% oito anos antes. A Argentina dobrou sua fatia para 13,7% e EUA e Canadá perderam espaço. Nos grãos, o Brasil saiu do zero para conquistar 6,1% das exportações mundiais em 2007, por causa do milho, enquanto a UE declinou de 12,5% para 4,8% no intervalo (1999-2007). A fatia dos EUA caiu de 56% para 45%. O destaque nesse mercado foi a Ucrânia, que passou de 1% a 10,7% das exportações. A Argentina também avançou.
No caso do trigo, onde o Brasil se destaca como um dos maiores importadores do planeta, EUA e Canadá perderam mercado e a parte da Argentina também caiu, de 10% para 6,3%. Já a Rússia registrou salto de 0,5% para 13,5% em sua participação nas exportações mundiais. No arroz, a India se consolidou como grande exportador, mas adversidades climáticas já comprometeram a força do país no segmento.
No comércio de leite desnatado em pó, Nova Zelândia e EUA aumentaram suas fatias nas exportacoes, enquanto UE e Austrália perderam terreno. A Bielorússia aparece como novo exportador, com sua fatia subindo de 1% para 5,3%. No leite integral em pó, o Brasil saiu de zero para 2,4% das exportacoes mundiais entre 1999 e 2007. A Nova Zelândia quase duplicou sua parte, para 39%, enquanto a UE viu a sua cair pela metade, para 20,8%. A Argentina também perdeu mercado, mas a China ganhou.
Os EUA entraram na lista dos principais exportadores de manteiga com 5,1% das exportações em 2007, ante 0,5% em 1999. A Argentina cresceu, e a Nova Zelândia controla quase a metade do comércio mundial. No mercado de queijos, a surpresa é o surgimento da Arabia Saudita como grande exportador. O país tinha 0,1% das exportações em 1999, e em 2007 a participação subiu para 7%, mais que EUA (5,4%) e Argentina (2,4%). Em frutas e legumes, o Brasil manteve a fatia de 3,7%, e o domínio segue com os EUA, com 14%. A parte da China quase dobrou, para 12,3%, e o Chile entrou no grupo, com sua parte passando de 3,4%, em 1999, para 6,7% há dois anos. (Fontes: Ag Compras e Agência Brasil)
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INDICADORES ECONÔMICOS
Brasília / DF
Governo reduz Imposto de Importação de cinco produtos
A Camex - Câmara de Comércio Exterior - reduziu a alíquota de Imposto de Importação incidente sobre cinco produtos. Segundo nota, a redução se deu por razões de desabastecimento desses produtos no Brasil. A resolução foi publicada no "Diário Oficial da União" ontem, dia 24eira. A câmara reduziu para zero a alíquota incidente sobre PTA (ácido tereftálico e seus sais) por um ano. O produto é utilizado na produção de resina PET, utilizada em embalagens e na indústria têxtil. A alíquota já havia sido zerada em 2008, mas a redução vigorou até 23/10 e o governo resolveu prorrogar por mais um ano.
A Camex cortou ainda de 12% para 2% a alíquota incidente sobre caprolactama produto usado na produção têxtil, vestuários e industrial. Segundo a nota, a decisão foi tomada por conta da suspensão temporária da produção nacional do produto. A redução valerá por seis meses. Outro produto que teve a alíquota diminuída foi o papel couchê, que terá imposto de 2%, contra o anterior de 14%. A medida valerá por seis meses ou até a importação de 5 mil toneladas do produtos nas especificações técnicas para fabricação de rótulos de cerveja. De acordo com a Camex, a redução ocorreu pela ausência de produto similar nacional.
A Camex reduziu ainda de 18% para 2% a alíquota de importação de macacos hidráulicos. A redução valerá por seis meses e é limitada a quatro unidades. De acordo com a nota, a indústria doméstica não tem condições de suprir a demanda interna por macacos com capacidade de 500 toneladas, que são utilizados na indústria da construção e reparação naval.
Brasília / DF
Renúncia fiscal de novas medidas é de R$ 1,3 bilhão
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que a renúncia fiscal das novas medidas anunciadas hoje é de R$ 1,3 bilhão. O ministro lembrou que a arrecadação este ano com esta nova renúncia será afetada apenas no mês de dezembro. O restante terá impacto apenas em 2010. "Mas as vendas serão tão altas que vão diluir esta renúncia", disse Mantega. O ministro lembrou que o governo estimulou a indústria automobilística porque ela representa 23,3% da produção industrial e que talvez seja a cadeia mais importante da indústria. Além disso, ele destacou que o setor emprega direta ou indiretamente 1,5 milhão de trabalhadores e recolhe cerca de R$ 40 bilhões em tributos por ano. Mantega disse que o setor também tem um certa simbologia. Segundo ele, com a crise, houve um temor em relação ao Brasil e era preciso adotar medidas que inspirassem a confiança. Ele afirmou que se o governo conseguisse levar o consumidor para a indústria automotiva indicaria que ele estaria mais confiante e que poderia consumir outros bens. O ministro lembrou que o governo também anunciou medidas de estímulo à construção civil e ao setor de linha branca, bens de capital, indústria naval e tratores. "Estão em vigor R$ 25 bilhões em desonerações em vários setores. Aparece mais na indústria automotiva pelo peso que o setor tem no PIB", afirmou.IPI reduzido para carro flex - O ministro da Fazenda anunciou hoje novas medidas de redução tributária para veículos com menor emissão de carbono. Os carros flex até 1 mil cilindradas (1.0) permanecerão com uma alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 3% até 31 de março de 2010. Pelo cronograma anterior, esta alíquota retornaria a 7% em 1º de janeiro de 2010. Para os carros movidos apenas a gasolina, com motor de 1 mil cilindradas, a elevação do IPI em 1º de janeiro está mantida. Para os carros com motorização entre 1.0 e 2.0 (1 mil e duas mil cilindradas), com motor flex, o ministro anunciou que a alíquota de IPI de 7,5% será mantida até 31 de março do ano que vem. Os carros com estes motores, mas movidos apenas à gasolina, terão a elevação do IPI para 13% a partir de 1º de janeiro. O ministro também anunciou a prorrogação até 30 de junho de 2010 da isenção de IPI na compra de caminhões novos. Mantega disse que o governo quer estimular a troca de caminhões já que a frota brasileira tem, em média, 18 anos. (Agência Estado)
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MERCADO DE CAPITAIS
(Informações: Dow Jones, Bovespa, Reuters, EFE, AFP e Associated Press)
Nova Iorque / EUA
Fibria passa a integrar Dow Jones de Sustentabilidade
A Fibria foi selecionada para integrar a edição 2009/2010 do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World), que aponta as melhores empresas do mundo em sustentabilidade corporativa. O Brasil está representado este ano no DJSI World por sete companhias. A Fibria irá integrar o setor Produtos Florestais. O Índice Dow Jones de Sustentabilidade Global existe desde 1999 e avalia anualmente a performance econômica, ambiental e social de 2.500 companhias, distribuídas em 57 setores econômicos. A SAM Group, empresa independente voltada para investimentos sustentáveis, com sede na Suíça, seleciona para a composição do índice 10% das empresas com as melhores práticas, considerando temas como governança corporativa, gestão do capital humano, mudanças climáticas, entre outros. A Fibria possui capacidade produtiva de aproximadamente 6 milhões de toneladas anuais de celulose e papel. Sua operação, que, segundo a empresa é toda baseada em florestas renováveis, inclui desde a produção de celulose e papel até a distribuição de produtos ao consumidor final. Com áreas de plantio florestal nos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Bahia, a Fibria tem uma base florestal total de 1,3 milhão de hectares, dos quais 461 mil hectares destinados à preservação permanente. (Agência Dow Jones)
HOJE – Fechamento das Bolsas da Ásia
Hong Kong / China
Motivos locais e Fed impulsionam bolsas da Ásia
As bolsas de valores da Ásia encerraram hoje, quarta-feira, dia 25/11, com leve alta, revertendo as perdas do início do dia, impulsionadas sobretudo por motivos locais. Também animou os investidores o fato de o Federal Reserve elevar, na véspera, a previsão de crescimento norte-americano em 2010, para uma faixa entre 2,5 e 3,5 por cento, ante projeção anterior de 2,1 a 3,3 por cento.
- O índice MSCI da Ásia Pacífico exceto Japão subia 1,12 por cento, para 412 pontos, às 7h33 de Brasília).
- Em TÓQUIO, o índice Nikkei fechou com ganho de 0,43 por cento, para 9.441 pontos, depois de ter atingido a mínima em quatro meses durante o pregão. O desânimo do começo do dia resultou de dúvidas sobre a saúde da segunda maior economia do mundo. Mas no fim, as empresas exportadoras puxaram a alta. A Sony ganhou 2,1 por cento e a Toyota Motor subiu 1,2 por cento.
- O mercado de HONG KONG subiu 0,84 por cento, para 22.611 pontos, e em XANGAI houve ganho de 2,07 por cento, para 3.290 pontos.
- O mercado de SYDNEY subiu 0,79 por cento, a 4.722 pontos, com a alta de ações de bancos e mineradoras, acompanhando a alta das commodities.
- Em CINGAPURA, houve elevação de 0,46 por cento, a 2.792 pontos. Na COREIA DO SUL, a bolsa subiu 0,34 por cento, a 1.611 pontos, com os ganhos de empresas de varejo e de chips de memória.
Análise - As bolsas foram impulsionadas por papéis de seguradoras e matérias-primas, em uma busca por pechinchas após as fortes quedas da véspera. Analistas afirmaram que apesar de neste pregão as bolsas terem conseguido reverter as perdas iniciais em várias praças, não há muito otimismo no mercado."O ânimo está fraco. Até o fim do ano, haverá muita realização de lucro. As pessoas estão procurando catalisadores para realizar lucro", disse Peter Lai, diretor do DBS Vickers.
HOJE – A abertura das Bolsas da Europa
- Londres / Inglaterra - O índice FTSE-100 da Bolsa de Valores de Londres abriu o pregão de hoje em alta de 37,28 pontos (0,70%), aos 5.361,24. O barril de petróleo Brent para entrega em janeiro abriu hoje em alta no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres e estava cotado a US$ 76,98, US$ 0,52 mais que no fechamento do pregão anterior.
- Frankfurt / Alemanha - O índice DAX 30 da Bolsa de Frankfurt abriu o pregão de hoje em alta de 0,86% aos 5.819 pontos.
- Paris / França - O índice CAC-40 da Bolsa de Paris abriu o pregão de hoje em alta de 0,57% aos 3.806,03 pontos.
- Roma / Itália - O índice FTSE-MIB da Bolsa de Milão abriu o pregão de hoje em alta de 0,69% aos 22.865,60 pontos.
- Madri / Espanha - O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri abriu o pregão de hoje em alta de 107 pontos, (0,90%), aos 12.012.
ONTEM - Resumo dos pregões
São Paulo / SP
Bovespa fecha com avanço de 0,76%, em segundo maior "pico" do ano
Os investidores voltaram às compras perto do encerramento do pregão de ontem, dia 24/11, levando a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) para seu segundo maior "pico" do ano. Analistas atribuíram às previsões mais positivas do banco central americano a disparada dos preços. A taxa de câmbio doméstica cravou R$ 1,73.
- O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, subiu 0,76% no fechamento, aos 67.317 pontos.
- O giro financeiro foi de R$ 5,44 bilhões, ainda abaixo da média do mês (em torno de R$ 6 bilhões/dia). Ainda operando, a Bolsa de Nova York reduz suas perdas, mas ainda opera em terreno negativo (queda de 0,25%).
- O dólar comercial foi vendido por R$ 1,735, em alta de 0,40%.
- A taxa de risco-país marca 214 pontos, número 0,94% acima da pontuação anterior.
Análise 1 - "A Bolsa começou a subir claramente depois da ata do Fomc. Depois, havia notícias de possíveis medidas para ajudar o setor automobilístico, o que deve ter ajudado também na recuperação. O investidor está cauteloso sim, mas os últimos dados têm vindo positivos, e o mercado corre para a ponta de compra", comenta Paulo Hegg, analista da Um Investimentos. "E amanhã, nós devemos ver essa cautela de novo: acho que as principais Bolsas devem abrir um pouco 'de lado' [sem tendência definida], aguardando os novos números dos EUA", acrescenta, numa referência às estatísticas sobre renda e consumo do trabalhador americano. Os investidores tiveram um dia relativamente nervoso. Logo na abertura dos negócios, havia imensa expectativa pela atualização do PIB americano, o primeiro "drive" (guia) importante da agenda do dia. O número decepcionou um pouco.
Análise 2 - Embora o resultado tenha vindo em linha com as expectativas de muitos analistas, uma parcela do mercado esperava uma variação um pouco superior (na casa dos 3%), no cômputo geral, as Bolsas de Valores caíram para o terreno negativo. O mercado somente ganhou novo ânimo após a divulgação da ata do Fomc (o equivalente americano do Copom), que mostrou uma autoridade monetária um pouco otimista sobre a economia dos EUA. A projeção para o crescimento de 2010 foi revista para uma faixa de 2,5% a 3,5% no próximo ano, contra uma previsão anterior entre 2,1% e 3,3%, o que deu gás novo para os investidores. O Banco Central brasileiro revelou que os investimentos estrangeiros em carteira mais que dobraram entre setembro e outubro: passaram de US$ 6,835 bilhões para US$ 17,119 bilhões.
Nova Iorque / EUA
Bolsas de NY recuam com revisão para baixo no PIB americano
Os principais índices acionários norte-americanos fecharam em baixa nos pregões de ontem, dia 24/11, diante de dados econômicos sem brilho num pregão marcado por baixo volume e volatilidade. Mas as perdas diminuíram depois que o Fed - Federal Reserve - elevou suas perspectivas para o crescimento da economia dos Estados Unidos em 2010.
- O Dow Jones Industrial Average - principal indicador da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York) - recuou 0,16%, para 10.433,71 pontos.
- O ampliado S&P 500 perdeu 0,05%, para 1.105,65 unidades.
- Na Bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite teve baixa de 0,31%, para 2.169,18 pontos.
Análise 1 - As ações caíram no início da sessão, abatidas por dados revisados do governo sobre o PIB - Produto Interno Bruto -, que mostraram um crescimento menor que o esperado na economia no terceiro trimestre. O PIB cresceu 2,8% entre julho e setembro, frente ao número anterior de 3,5%. Os papéis da HP conduziram o Dow Jones às perdas, um dia após a empresa, considerada um termômetro do setor de tecnologia, afirmar que o ambiente econômico nos EUA segue desafiador. Contudo, o viés negativo perdeu força depois que o Fed revisou para cima sua expectativa de crescimento para 2010, enquanto a ata do último encontro do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês) mostrou que as autoridades estão cada vez mais confiantes numa recuperação duradoura para a economia dos EUA.
Análise 2 - "Você está vendo revisões fracas para os números do terceiro trimestre confrontando o aumento das estimativas do Fed para a economia referentes ao próximo ano", disse Jim Awad, diretor-geral da Zephyr Management, em Nova York. "Mas os negócios são moderados, à medida que nos aproximamos do fim de semana prolongado, e não posso fazer uma leitura mais ampla sobre isso." O mercado de ações dos EUA ficará fechado na quinta-feira devido ao feriado do Dia de Ação de Graças, funcionando na sexta-feira apenas por metade do pregão.
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MERCADO FINANCEIRO
Haia / Holanda
Banco holandês ABN Amro tem prejuízo de US$ 1,52 bilhão no trimestre
O banco holandês ABN Amro anunciou hoje, quarta-feira, dia 25/11, um prejuízo de 1,015 bilhão de euros (US$ 1,52 bilhão) no terceiro trimestre do ano. De janeiro a setembro, as perdas totalizam 3,662 bilhões de euros (US$ 5,507 bilhões), afirma o grupo em um comunicado. A perda foi modesta, de 32 milhões de euros (US$ 48 milhões), para a parte do banco comprada pelo Estado holandês, mas atingiu 873 milhões de euros (US$ 1,31 bilhão) para a parte adquirida pelo RBS (Royal Bank of Scotland). O ABN Amro foi comprado em 2007 por um consórcio formado pelo RBS, o banco espanhol Santander e o grupo belgo-holandês de banco e seguros Fortis. O governo holandês comprou em outubro de 2008 as atividades do ABN Amro na Holanda, como parte do desmantelamento da Fortis Holding, provocado pela crise financeira mundial. O governo da Holanda anunciou em 19 de novembro que injetaria 3 bilhões de euros (US$ 4,5 bilhões) adicionais no ABN Amro e no Fortis Bank no país dentro da fusão entre as duas instituições, nacionalizadas em outubro de 2008. (Agence France Presse / AFP)
Da redação - São Paulo / SP
Icatu compra participação da Hartford em seguradora
O Grupo Icatu anunciou hoje, dia 25/11, a compra da participação da Hartford Life Internacional na seguradora Icatu Hartford S/A, elevando sua participação para 100%. Após a aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a companhia passará a chamar-se Icatu Vida e Previdência S/A. O valor do negócio não foi revelado. A Icatu Hartford atua nos segmentos de seguros de vida, previdência, capitalização, administração de benefícios e gestão de recursos, totalizando 3,2 milhões de clientes. Além disso, possui 16,67% da BrasilCap, empresa de capitalização em que a maior participação pertence ao Banco do Brasil (BB), com 49,99%, sendo os demais acionistas SulAmérica e Aliança do Brasil. Segundo boletim da Susep, com base dos dados de agosto, a maior participação da Icatu Hartford ocorre no segmento de capitalização, ocupando a quinta colocação, com uma participação de 8,3% das contribuições desse produto. Nos planos de previdência VGBL, a companhia ocupa a décima colocação, com participação de 2,15%, e no PGBL estava em sétimo lugar, com uma fatia nos prêmios de 4,9%.
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INDÚSTRIA
Da redação - São Paulo / SP
Braskem confirma investimento de R$ 640 milhões na Bahia
O governo baiano informou que a Braskem deve investir R$ 640 milhões no Estado nos próximos cinco anos, como contrapartida ao acordo que culminou com a redução da carga tributária sobre a nafta na Bahia. O investimento, a ser aplicado principalmente no polo de Camaçari, foi oficializado ontem, após assinatura de acordo que prevê corrigir o processo de acúmulo de créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado. A empresa confirmou à Agência Estado os planos de investimento.O acordo em negociação há aproximadamente um ano e meio prevê que a tributação sobre o insumo utilizado para a produção de petroquímicos básicos cairá dos atuais 11,75% por ano para 10% em março de 2010, 8% em setembro do próximo ano e 5,5% até março de 2011, conforme publicado no Diário Oficial. O governo baiano também negocia com outras empresas instaladas no Estado a utilização de créditos acumulados nos últimos anos. A lista conta com empresas como Ford, Oxiteno (do Grupo Ultra) e Elekeiroz, entre outras.De acordo com informação publicada na página eletrônica do governo baiano, o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, teria garantido que além dos R$ 640 milhões previstos no acordo, a petroquímica ainda aportaria recursos da ordem de R$ 1 bilhão para a "ampliação da competitividade industrial local, com inovação tecnológica e formação de mão de obra qualificada".A Braskem já anunciou planos de investir em linhas de produtos aromáticos no Estado, como tolueno e xileno. Além disso, a empresa já assinou um memorando de entendimento com a estatal venezuelana Pequiven para analisar novos investimentos na Bahia. Antes do anúncio oficial do acordo com a Pequiven, o governador da Bahia, Jaques Wagner, chegou a afirmar que as duas empresas investiriam US$ 1 bilhão na construção de uma nova fábrica no Estado.
São Paulo / SP
Rhodia deve investir USS 200 milhões no Brasil
A companhia francesa Rhodia deverá investir US$ 200 milhões nos próximos três ou quatro anos no Brasil, informou hoje o presidente do grupo, Jean-Pierre Clamadieu, em visita ao País. O executivo não detalhou o destino do dinheiro, mas sinalizou que as linhas de poliamida, plásticos de engenharia e fios têxteis devem ser algumas das beneficiadas com o plano de expansão da companhia. O valor a ser investido está alinhado com o aporte da Rhodia no Brasil nos últimos anos, de aproximadamente US$ 50 milhões anuais. Maior mercado mundial da Rhodia em volume de vendas, o Brasil também aparece como alternativa para novas aquisições da empresa francesa. "Estamos olhando oportunidades, mas observamos opções de aquisições bem focadas", ressaltou o executivo, alertando que a prioridade é encontrar empresas que ajudem a Rhodia a crescer em mercados prioritários. Clamadieu destacou que o mercado brasileiro foi um dos primeiros a sair da crise, juntamente com o asiático. O ambiente de negócios ao longo do terceiro trimestre deste ano, segundo ele, já apresentou indicadores semelhantes aos apurados no período pré-crise. Apesar da melhoria do cenário, a companhia mostra-se preocupada com a recente valorização do real em relação ao dólar. "A principal questão agora é se o Brasil pode ser uma plataforma para exportação. Hoje, exportamos 30% da produção brasileira", afirmou o executivo, ressaltando que essa participação ainda é pequena. Outras barreiras às pretensões do grupo francês, de transformar a unidade brasileira numa base para outros mercados, são a carga tributária e a estrutura logística no País. Atualmente, o Brasil representa 17% do faturamento da Rhodia que, em 2008, somou 4,76 bilhões de euros. A subsidiária opera cinco fábricas no Brasil. (Agência Estado)
Helsinque / Finlândia
Nokia corta 220 empregos em pesquisa e desenvolvimento no Japão
A fabricante finlandesa de celulares Nokia afirmou ontem, dia 24/11, nesta terça-feira que planeja cortar 220 empregos na área de pesquisa e desenvolvimento no Japão, como uma mudança em seu foco para o lançamento de menos aparelhos. Segundo a empresa, os cortes - que representam cerca de 1% de sua equipe global de pesquisa e desenvolvimento - não afetam suas atividades no Japão. "Os fabricantes japoneses são parceiros importantes que desempenham um papel crucial na estratégia da cadeia de fornecimento global e com os quais a Nokia continua a desenvolver suas operações logísticas de classe mundial", afirmou. Na semana passada, a Nokia anunciou que irá cortar 330 empregos em suas operações de pesquisa e desenvolvimento na Finlândia e Dinamarca. A maior fabricante mundial de celulares tem lançado cerca de 50 modelos por ano, mas quer se focar num número menor, porém com aparelhos mais populares. A Nokia vem reduzindo empregos em toda a companhia em 2009. Apenas em sua unidade de aparelhos, o objetivo é de reduzir os custos anuais em mais de 700 milhões de euros (US$ 1,04 bilhão) para enfrentar a queda na demanda. (Agência Reuters)
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AGRONEGÓCIOS
Da redação - São Paulo / SP
Bunge fecha a compra do grupo Moema
A multinacional Bunge, uma das maiores companhias do agronegócio do planeta, assinou contrato de compra do Grupo Moema, consolidando sua participação no setor sucroalcooleiro. De acordo com fontes próximas à negociação, pelo acordo assinado, a Bunge teria adquirido as participações que o grupo Moema possui nas seis usinas que formam o conglomerado. A compra inclui 100% da Usina Moema, 50% da Usina Vertente, 56% da Usina Frutal, 43,75% da Itapagipe, 40% da Guariroba e 50% da Ouro Oeste. A sede da empresa, a Usina Moema, fique em Orindiúva, no interior de São Paulo. O controle do Grupo Moema é dividido de forma homogênea entre os empresários Maurilio Biagi, Eduardo Junqueira e os herdeiros de Armando Junqueira.Com exceção da Usina Moema, que é totalmente controlada pelo Grupo Moema, a usina Frutal tem 44% de participação de acionistas minoritários, a Itapa! gipe tem 43,75% da Cargill e o restante de outros acionistas, e a Guariroba tem 30% da CFM e 30% da Húmus Participações. Já os 50% restantes da Ouro Oeste está nas mãos do grupo Grupo Arakaki e na Vertente a metade restante pertence a Húmus. Com a aquisição, a Bunge passa a ter uma moagem de cana estimada em 13,5 milhões de toneladas, uma produção de 16,5 milhões de sacas de açúcar e de 637 milhões de litros de etanol por safra. Os principais motivos para a venda seria a divergência entre os sócios, além da dívida, estimada entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão pelas fontes do mercado. A Bunge assinou contrato de compra do Grupo Moema, consolidando sua participação no setor sucroalcooleiro. Segundo fontes, a Bunge terá o controle de seis usinas do grupo.
Da redação Rio - Salvador / BA
Fenagro 2009 deve movimentar R$ 115 milhões
A Fenagro 2009, uma das principais feiras agropecuárias do Brasil, será realizada de 28/11 6/12, no Parque de Exposições de Salvador, BA. O evento deve receber um público superior a 300 mil pessoas e movimentar R$ 115 milhões. A feira é uma realização conjunta entre a Associação Baiana de Expositores (Abexpo) e o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri). Além da pecuária, foco mais forte do evento, a Fenagro também contará com programações voltadas para as cadeias produtivas do algodão, mamona, citricultura, cacau, sisal, fruticultura, bovinocultura de corte, fruticultura, apicultura, cana de açúcar, ovinocaprinocultura, floricultura, mandiocultura, aqüicultura e pesca.
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SETOR AUTOMOTIVO
Nova Iorque / EUA
Montadora sueca Koenigsegg desiste de comprar Saab da General Motors
A montadora sueca Koenigsegg, especializada em carros de alta-performance, anunciou nesta terça-feira que cancelou a compra da também sueca Saab, subsidiária da americana GM - General Motors. "Lamentamos que depois de seis meses de intensos trabalhos, tenhamos que chegar à difícil e dolorosa conclusão de que não vamos ser capazes de concretizar a aquisição da Saab Automobile", indicou o fundador e diretor-geral do grupo, Christian von Koenigsegg, em um comunicado citado em reportagem no site do diário americano The Wall Street Journal. Em junho, a GM já havia anunciado um acordo preliminar para vender a Saab à Koenigsegg. À época, a GM informou que a venda deveria ser concluída até o terceiro trimestre deste ano.
A operação chegou a ser confirmada em agosto pela GM, e o representante do Ministério dos Empreendimentos da Suécia, Joran Hagglund - principal ligação do governo com o setor automobilístico - disse à época que o acordo é um passo positivo para definir a propriedade da Saab, mas alertou também para os "diversos passos" ainda a serem dados antes que a empresa consiga um empréstimo junto ao BEI - Banco Europeu de Investimentos. A estimativa para o valor do empréstimo para a conclusão da venda, segundo analistas, era de cerca de 500 milhões de euros (US$ 747 milhões, no câmbio de ontem). A Comissão Europeia - o órgão executivo da UE (União Europeia) -, por sua vez, também teria de aprovar o empréstimo.
Opel - No último dia 3/11, o conselho de administração da GM decidiu cancelar a venda de sua divisão europeia Opel à fabricante de autopeças austríaco-canadense Magna. Em comunicado, o executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, explicou que o grupo decidiu estudar a possível reestruturação da Opel e anunciou que, em breve, apresentará um plano concreto ao governo alemão. O acordo de venda incluía um pacto no qual o governo alemão ofereceria financiamento à empresa de bilhões de dólares para sua reestruturação, enquanto a Magna se comprometia a investir US$ 500 milhões. Hoje a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou que a GM devolveu ao governo alemão a última parcela do crédito-ponte que recebeu para garantir a sobrevivência da Opel. A GM tinha até hoje pendente a devolução dos últimos 400 milhões de euros do crédito de 1,5 bilhão de euros que o governo alemão disponibilizou. No total, o grupo só utilizou 1,2 bilhão de euros. O empréstimo vence no dia 30 de novembro. A GM teve que pagar 28 milhões de euros em juros. (Agence France Presse / AFP)
Da redação - Brasília / DF
Veículos a álcool estão entre os mais poluidores
Os veículos movidos a álcool estão entre os mais poluidores, segundo ranking do Ministério do Meio Ambiente divulgado em setembro deste ano. Apesar de o governo considerar que eles têm um combustível mais limpo, e por isso prorrogar o desconto do IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados - até março, os carros a álcool ocupam oito das 15 piores posições - alguns com motor flex. Foram feitas 250 avaliações de veículos leves produzidos em 2008 - os automóveis flex, que representam 85% da frota comercializada no país em 2008, tiveram duas avaliações diferentes, uma para gasolina e outra para álcool. Foram dadas notas de um (piores) a dez (melhores) para a emissão de três gases poluidores -monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio - que não têm efeito sobre o aquecimento do planeta, mas afetam a saúde. Essas notas, chamadas de verdes, não levam em conta a emissão de gás carbônico CO2, o principal gás causador do efeito estufa. Nesse ranking das notas verdes, o melhor desempenho foi do Focus 2.0, da Ford, movido a gasolina, com nota 9,4. O pior desempenho foi do Corsa 1.4, da Chevrolet, quando movido a gasolina. Apenas oito carros obtiveram notas superiores a nove, liderando a lista dos menos poluentes. As notas foram baseadas em informações colhidas durante o licenciamento dos veículos. Todos os modelos avaliados observam, portanto, os limites máximos de emissão adotados no país em 2008. Em janeiro, esses limites tornaram-se mais rigorosos. Novos limites entrarão em vigor em 2014.
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COMÉRCIO EXTERIOR
Nova Iorque / EUA
Exportações brasileiras de carne bovina crescem 413,6% em oito anos
As exportações brasileiras de carne bovina cresceram 413,6% entre 1999 e 2007, segundo um estudo da OMC (Organização Mundial do Comércio). Nesse período, o Brasil aumentou sua participação no mercado internacional de carne bovina de 6,8% para 28,4%. O levantamento divulgado pela OMC revela que, apesar das alegadas barreiras que dificultam a entrada de seus produtos nos mercados dos países ricos, no período de 1999 a 2007 o Brasil aumentou consideravelmente suas exportações agropecuárias em vários setores, como carne bovina e de frango. Nesse mesmo período, novos países em desenvolvimento, como China, Índia, Chile, Ucrânia e Bielorússia entraram na lista de grandes exportadores de alguns produtos, enquanto as economias ricas da União Europeia, dos Estados Unidos e da Austrália perderam mercado em determinados setores, informa o Comitê de Agricultura da organização. Nesse período de oito anos, a Índia ampliou sua participação no mercado de carne bovina para 7%. Já a fatia de mercado das exportações de carne bovina dos Estados Unidos caiu de 18% para 8,8%. O Brasil triplicou sua participação nas exportações de carne de frango, que passaram de 12,6% em 1999 para 35,5% do mercado internacional em 2007. Nesse período, as vendas de carne de frango da União Europeia caíram pela metade, atingindo 7,7%. A França é o maior produtor europeu de carne de frango e um dos principais mundiais. O Brasil acusa a União Europeia de impor barreiras à entrada do frango brasileiro e subsidiar os exportadores do bloco e estuda atualmente a possibilidade de apresentar uma queixa na OMC contra os europeus. (Agência da BBC Brasil)
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MERCADO DE TI
Da redação - São Paulo / SP
CeBIT 2010 contará com 25 empresas brasileiras
23º edição da CeBIT, principal feira internacional de tecnologia da informação que acontece todos os anos em Hannover, Alemanha, deve contar com cerca de 25 empresas brasieiras expondo produtos e soluções, com o apoio de organismos como a Apex - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos - e Brasscom - Associação Brasileira das Empresas de Software. A participação das companhias nacionais faz parte da estratégia dos órgãos de fazer o Brasil exportar R$ 3,5 bilhões em serviços de TI em 2010. De acordo com o diretor da CeBIT e especialista em América Latina, Reinhold Umminger, o Brasil é foco no cenário global e um dos países cuja presença na feira é considerada estratégica. "Este ano, o destaque é a Espanha, como país parceiro da feira. Mas já negociamos para levar o Brasil a ficar na vitrine entre 2011 e 2012", afirma.
Outro indicativo de que o País ganha mais destaque nos planos da feira é a realização do primeiro BITS (Business IT South América), 1º evento da CeBIT no Brasil, que será realizado entre os dias 10 e 12 de maio de 2011, em Porto Alegre. A cidade foi escolhida por ser considerada a capital do Mercosul e um ponto estratégico que facilita a participação de diversas empresas e congressistas. A edição de 2009 da CeBIT contou com 4,3 mil expositores e mais de 362 mil visitantes. No mesmo ano, Umminger estima que a feira tenha movimentado até 7 bilhões de euros em novos negócios. Para 2010, a expectativa é a de manter números semelhantes.
A queda dos números em relação a 2008, em razão da crise, foi grande. Naquele ano, a feira reuniu mais de 7 mil expositores. Apesar disso, o resultado atual é considerado positivo pelo diretor da Hannover Fairs no Brasil, Constantino Bäumle. "Em um período no qual muitas feiras foram canceladas, a manutenção da CeBIT com um bom nível de realização de negócios é uma boa notícia", afirma.
Sobre o conteúdo - A CeBIT, feira que já foi focada em produtos e hardware, está cada vez mais voltada para o mercado de aplicações e soluções. Governo eletrônico, telemedicina e utilização de indentificação por rádio freqüência (RFID) são algumas das áreas mais beneficiadas com a apresentação de soluções. Interconectividade, avanço da banda larga, TI verde e segurança bancária também ganharão destaques nos fóruns de discussões. A programação completa da feira pode ser conferida no site www.cebit.de. (Fonte: Assessoria de imprensa da CeBIT)
Nova Iorque /EUA
Retenção de talentos é prioridade para CIOs em 2010
Para as empresas que durante a crise cortaram gastos e pessoas sem pensar na retomada da economia, as perspectivas não são das melhores. De acordo com analistas do mercado, os funcionários que se sentiram muito prejudicados e sem o apoio de seus gestores nos últimos meses deverão procurar novas oportunidades profissionais assim que possível.
Como reflexo dessa realidade, uma pesquisa realizada com 1,4 mil CIOs de todo o mundo pela consultoria em recrutamento de executivos Robert Half aponta que 43% desses profissionais avaliam a retenção de talentos como prioridade em 2010. Para manter os colaboradores, 21% dos gestores de TI planejam irão oferecer mais programas de treinamento e desenvolvimento profissional às equipes. “Os líderes devem estar focados em manter seus funcionários motivados no trabalho”, afirma Dave Willmer, diretor-executivo da área de tecnologia da Robert Half, que complementa: “A retenção de talentos certamente será o maior desafio de 2010, já que muitos colaboradores tiveram suas remunerações diminuídas este ano e, por isso, sentem-se sobrecarregados e pouco valorizados pela companhia na qual atuam.”
O documento publicado pela consultoria sugere algumas iniciativas – as quais devem ser iniciadas imediatamente – para que os gestores consigam manter suas equipes intactas. Entre essas ações encontram-se: realização de treinamentos e projetos para o desenvolvimento de carreira dos colaboradores e a oferta de melhores cargos àqueles que se destacaram na época de crise. Além disso, a pesquisa aconselha que os gestores prestem mais atenção nos projetos considerados desafiadores ou importantes para os membros de seu departamento e, então, reconheçam quando os envolvidos nessas iniciativas realizarem um bom trabalho.
Ademais, segundo o estudo, os líderes devem estabelecer mais comunicação com seus colaboradores, bem como encorajar o trabalho em equipe e promover o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos funcionários.“As empresas devem se vender para seus colaboradores da mesma forma que fazem quando buscam contratar alguém”, diz Willmer. Mesmo que já seja tarde para muitas empresas tentarem manter suas equipes, algumas companhias conseguiram aprender com outras crises e mantiveram seus quadros de funcionários intactos em 2009, já de olho nas oportunidades que viriam à tona no próximo ano.
E, segundo um estudo global realizado pela área de TI da consultoria Deloitte, aquelas que não se anteciparam e olharam para o futuro durante o turbilhão das épocas instáveis enfrentarão sérios problemas nos próximos meses. “As empresas nas quais a tecnologia é determinante para os resultados do negócio precisam sempre estar atentas à retenção de talentos, já que a oferta de profissionais especializados em TI é relativamente pequena em comparação com a demanda das organizações”, afirma Jeff Schwartz, diretor de capital humano da Deloitte. (Agências EFE e Network World)
Nova Iorque / EUA
Microsoft anuncia substituição de CFO para o fim do ano
O principal executivo de finanças da Microsoft, Chris Liddell, planeja deixar a companhia no fim do ano depois de atuar como seu CFO por quase cinco anos, informou hoje a empresa. A empresa não disse o que Liddell pretende fazer em seguida. Em um comunicado à imprensa, a Microsoft disse que o executivo avalia oportunidades que permitirá expandir suas carreira para além de ser um CFO. Liddell será substituído por Peter Klein, que atualmente é CFO da divisão de Negócios da Microsoft, onde gerencia toda a estratégia financeira do negócio de 18,9 bilhões de dólares. Klein trabalha na Microsoft desde 2002. Liddell irá trabalhar com Klein até o fim do ano. A Microsoft agradeceu a Liddell por ajudar a reduzir custos em 3 bilhões de dólares no último ano fiscal, além do que já havia sido planejado; e por ter permitido o pagamento de 14 bilhões aos acionistas por meio de dividendos e recompras de ações. No primeiro trimestre fiscal de 2010, encerrado em setembro de 2009, a empresa anunciou receitas de 12,92 bilhões de dólares, que representou queda de 14% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido ficou em 3,57 bilhões, 18% menor que o do mesmo trimestre de 2008. (Agência IDG Now!)
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MERCADO WEB
Tóquio / Japão
Facebook cria ações com e sem direito a voto
O Facebook se reestruturou com uma divisão de ações com e sem direito a voto para garantir o poder decisório de seus atuais sócios, mas não planeja abrir o capital, informou a empresa de internet ontem a noite, dia 24/11. "Criamos uma nova estrutura acionária porque os atuais sócios queriam manter o controle sobre a votação de certos assuntos, para ajudar a assegurar que a empresa continue olhando para o longo prazo para construir um grande negócio", disse Larry Yu, porta-voz do Facebook. "O Facebook não tem planos de abertura de capital neste momento."
Um analista afirmou que não se surpreendeu com a medida, já que a rede social vem se baseando no modelo do Google, que também alterou sua estrutura acionária muito tempo atrás para ações com e sem direito a voto. "É exatamente a mesma coisa que o Google fez", disse Ben Schachter, da Broadpoint AmTech. "Essa estrutura é uma forma de proteger os interesses de longo prazo de pressões de curto prazo", acrescentou.
Segundo o analista, sem essa estrutura um grupo majoritário de sócios poderia forçar decisões de negócios para conseguir ganhos no curto prazo às custas do sucesso da companhia no longo prazo, o que buscam os fundadores da empresa. A rede social, que já atingiu mais de 300 milhões de usuários, conta com investimento da Microsoft e da empresa russa Digital Sky Technologies (DST).
No mês passado, a DST começou a adquirir ações diretamente de sócios do Facebook, afirmaram duas fontes com conhecimento do caso, à época. Em julho, a DST comprou 100 milhões de dólares em ações do Facebook de empregados e ex-funcionários da empresa, atribuindo um valor de mercado à companhia de 16,5 bilhões de dólares. O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, disse em maio que uma oferta inicial de ações (IPO) ainda estava "alguns anos à frente". (Agência Reuters)
Moscou /Rússia
Portal de vídeos Joost está morto
O grupo Adconion Media anunciou a aquisição de partes do Joost, o serviço de vídeos on-line desenvolvido pelos criadores do Kazaa e do Skype, Niklas Zennström e Janus Friis. Os termos da transação não foram informados - mas é uma amostra, segundo o site TechCrunch, de que não vai haver nenhum retorno dos investidores do Joost. Em junho, o Joost anunciou uma mudança na estratégia de negócios, com o intuito de focar em plataformas de vídeos exclusivos (a Adconion afirmou que planejava enveredar pelo mesmo caminho). Além disso, o portal abandonou seu sistema para o consumidor e irá cortar empregos - além de perder seu executivo-chefe, Mike Volpi. O anúncio da compra vem dois meses depois de os fundadores do Skype abrirem um processo contra a Index Ventures e um de seus sócios, Michelangelo Volpi, acusando-o de espionagem industrial para promover a venda do serviço de telefonia on-line - atualmente controlado pelo eBay. A Index Ventures, informa o TechCrunch, é a maior investidora da Adconion. Antes da aquisição, a Adconion oferecia distribuição de conteúdo, incluindo TVs e vídeos comerciais, para audiências via site da empresa. A empresa afirma ter 300 milhões de usuários únicos por mês. (Agence France Presse / AFP)
Washington / EUA
Falha no Internet Explorer permite o vazamento de 50 milhões de arquivos confidenciais
Um pesquisador da área de segurança afirmou esta semana que uma falha de segurança no navegador da Microsoft pode permitir o acesso não autorizado a dados provativos de seus usuários. Os dados seriam armazenados em arquivos PDF. Mais de 50 milhões de PDFs com conteúdo confidencial estão armazenados online. Segundo o site The Register, documentos salvos no formato PDF diretamente no Internet Explorer, armazenam também o local do disco em que o arquivo foi gravado e outras informações. Isso caracteriza um descuido que pode inadvertidamente expor nomes reais de servidores, identificações de login dos usuários, o sistema operacional utilizado e outras informações consideradas pelos especialistas passíveis de uma maior proteção.
Uma busca simples em motores de busca pode revelar os dados. Uma pesquisa no Google por termos como “filetype:pdf file c (htm OR html OR mhtml)” (como no link bit.ly/6OflPd ) é capaz de exibir o caminho exato onde determinados arquivos foram criados. A exposição do exemplo chega a atingir 4 milhões de documentos.
Inferno, como prefere ser chamado o pesquisador do blog SecureThoughts explica que documentos ‘impressos’ em PDF , a partir do IE, usando ferramentas como Adobe PDF , CutePDF, e similares, inserem uma linha de registro no arquivo que guarda as informações do computador local. “Se usuários do IE criaram esse tipo de PDF , alguém pode facilmente fazer uma pesquisa na Web e encontrar usernames ou descobrir informações sobre os sistemas operacionais usados. Isso realmente é uma invasão de privacidade” – disse Inferno.
Para ilustrar, o PDF armazenado no link bit.ly/PDFTest foi salvo na pasta C:\Program Files\Wids7\WizardReport.htm no momento da criação. A única maneira de remover a informação é manualmente, abrindo o PDF em um editor, apagando a linha e salvando o arquivo novamente. Todas as versões do IE são afetadas pela falha. Uma porta-voz da Microsoft disse que os engenheiros da empresa estão trabalhando para reproduzir o comportamento relatado, mas nega que ele seja um problema. “Podemos confirmar que esta não é uma vulnerabilidade”, afirmou a funcionária. Representantes da Adobe não quiseram se manifestar. (Agência EFE)
Da redação - Brasília / DF
Telebrás será gestora de rede de fibras óticas para plano de banda larga
O governo aprovou hoje diretrizes gerais do Plano Nacional de Banda Larga, mas não há ainda um programa amarrado sobre as metas do governo de massificação de internet em alta velocidade no país. Foi acertado, por exemplo, que a Telebrás será reestruturada para coordenar a integração das redes de fibras óticas, que são de domínio de várias estatais, como Petrobras e outras do setor elétrico. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Miguel Jorge falou rapidamente à imprensa, após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com oito ministros, o presidente da Anatel - Agência Nacional de Energia Elétrica -, Ronaldo Sardenberg e outros técnicos do governo. O ministro afirmou que as propostas acatadas hoje foram apresentada pelo coordenador dos programas de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, e pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra.
Nada do que foi aprontado pelo Ministério das Comunicações foi colocado na reunião de hoje, o que leva a crer que ganha espaço dentro do governo as propostas da Casa Civil sobre o plano de banda larga. O ministro das Comunicações Hélio Costa não quis falar à imprensa depois do encontro. O Ministério das Comunicações divulgou hoje seu plano, intitulado "O Brasil em alta velocidade". O documento, de 196 páginas, estabelece um valor total de R$ 75,5 bilhões em investimentos, tanto do setor privado como do público, para expandir até 2014 internet banda larga para metade do país. Na reunião de ontem a tarde, dia 24/11, presidente Lula pediu mais detalhes sobre a proposta apresentada pela Casa Civil e deverá convocar outra reunião para discutir o tema, para daqui a três semanas.
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LOGISTICA & INFRAESTRUTURA
São Paulo / SP
Viagens de negócios aquecem mercado aéreo
A ascensão das classes C e D abre às companhias aéreas perspectivas de negócios animadoras, mas foi a volta dos viajantes a negócios que mereceu destaque nos balanços financeiros da TAM e Gol. Parte da expansão de 26% do mercado doméstico no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2008, é atribuída pelas aéreas às viagens corporativas, que engrenam uma retomada neste cenário de reativação da atividade econômica.Para o presidente da TAM, Líbano Barroso, este segmento deve manter o ritmo histórico de superar duas vezes e meia a expansão do produto Interno Bruto (PIB), estimada em 5% pelos economistas para 2010. Segundo ele, esse mercado reagiu de forma mais clara a partir da segunda quinzena de setembro. Até 15 de dezembro, a busca destes clientes por voos continuará ?forte?, mas depois, até o fim de janeiro, entram em cena os viajantes a lazer. A volta do viajante a negócios coincide com a percepção de melhora do momento econômico?, afirmou o executivo. Hoje, cerca de 75% dos passageiros da TAM viajam a negócios, enquanto a média do mercado ronda os 68%, diz Barroso.A Gol também detectou um aumento no número de passageiros corporativos no terceiro trimestre, segundo Eduardo Bernardes, diretor comercial da empresa. Além da melhora na economia, contribuiu para a maior procura de usuários corporativos a integração da malha aérea com a Varig, além da possibilidade de os clientes da Gol acumularem milhas no programa de milhagem Smiles. Dos clientes que viajam pela Gol, 62% pertencem ao mercado corporativo. ?Em 2001, quando a Gol iniciou suas operações, perto de 80% dos viajantes na indústria brasileira de aviação eram deste segmento?, diz. As duas empresas disputam palmo a palmo os clientes pessoas jurídicas. Segundo os dados mais recentes da TMC Brasil (Associação das Empresas Administradoras de Viagens de Negócios do Brasil), no primeiro semestre a TAM tinha 52% das vendas nacionais de seis agências de viagens corporativas filiadas à entidade. Apesar da liderança, a participação é inferior aos 61,4% indicados nos primeiros seis meses de 2008. O grupo Gol/Varig, por sua vez, saiu de 34,2% para 40,7% no período.Preços - O consultor de Aviação da Bain & Company, André Castellini, observa que o crescimento do mercado aéreo, seja com passageiros de turismo ou de negócios, não significou uma melhora nas tarifas na mesma proporção. Somente agora é que a perspectiva de recomposição dos preços das passagens começou a ocorrer. Dados da Associação Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o preço médio das passagens aéreas em outubro subiu 16,6% nos voos nacionais, na comparação com setembro. O valor médio ficou em R$ 312,20 em outubro, ante os R$ 267,75 verificados no mês anterior. Além da política agressiva de preços das empresas, Castellini diz que o excesso de oferta de assentos também dificulta a recuperação das receitas. (Agência Estado)
São Paulo / SP
TAM anuncia parceria com BB para parcelar passagens
A TAM anunciou hoje que firmou parceria com o Banco do Brasil que permitirá aos correntistas da instituição que possuem limite de crédito comprar passagens aéreas no site da empresa (www.tam.com.br) e parcelar o pagamento em até 36 meses. A iniciativa é exclusiva para pessoas físicas e estará disponível a partir da próxima semana. De acordo com a TAM, a empresa planeja fechar outras negociações do mesmo tipo nos próximos meses. "Graças à parceria com o Banco do Brasil e, dentro em breve, com outras instituições financeiras, vamos mostrar às pessoas que viajam longas distâncias de ônibus que as passagens aéreas cabem no orçamento daquelas que têm conta bancária e dispõem de linhas de crédito", afirma o nosso presidente, Líbano Barroso. Barroso destaca que a vantagem financeira aumenta quando o passageiro planeja sua viagem e adquire a passagem com antecedência, pois desse modo ele tem boas chances de encontrar assentos com tarifas atraentes, denominadas "promo", nos voos realizados em horários fora de pico (off-peak). O Banco do Brasil possui uma base de 30 milhões de clientes pessoas físicas, sendo que mais de 15 milhões contam com linha disponível para empréstimos e financiamentos.
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TELECOM & ENERGIA
Da rdação – Sâo Paulo / SP
Telefônica lança aparelho que promete ser "evolução do telefone fixo"
A Telefônica lança hoje, dia 24/11, em evento para jornalistas em São Paulo, um aparelho que promete ser a evolução do telefone fixo residencial, chamado o Orby. O produto possui tela touchscreen (sensível ao toque) e se conecta à rede em banda larga. Segundo a companhia, é o "smartphone da casa digital". O aparelho será apresentado por Benedito Fayan, diretor de inovação e novos negócios da Telefônica, além de um porta-voz da Intel. A companhia vai revisar de seu plano anterior para o Orby, divulgado em 2008, que previa disponibilizar o aparelho para todo o mercado brasileiro ano primeiro trimestre deste ano. A ideia é que o produto dê acesso a serviços de notícias, previsão do tempo e multimídia, além de ser um telefone fixo comum. O controle desses serviços se dá por meio de aplicativos que aparecem na tela do Orby (a aparência remete a um iPhone, da Apple). Também é possível rodar música, vídeo e fotos em vários formatos.
Da redação – Porto Alegre / RS
RGE anuncia mudanças na gerência de TI
A distribuidora Rio Grande Energia (RGE) - que atua no Rio Grande do Sul - divulga mudanças na equipe de TI. Nesta semana, Paulo Correa Lima assumiu a gerência da área de arquitetura e sistemas da companhia. Na posição, o executivo vai reportar-se ao CIO do grupo, Marcelo Carreras. O gerente assume a posição que antes era ocupada por Luiz Felipe Lopes. Este último deixou a RGE na sexta-feira (20/11), após atuar por dois anos na empresa. Esta é a segunda passagem de Lima pela área de TI da RGE, na qual ele já atuou por sete anos. Até maio deste ano, o executivo foi gerente de tecnologia do Frigorífico Mercosul. (Fonte: Assessoria de Imprensa RGE)
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MERCADO DE LUXO
Artigo
Hospedagem com Sustentabilidade
Alguns estudiosos têm questionado a coexistência do luxo e da sustentabilidade. Quantos “amenities” existem em um hotel de alto luxo que resultam em um grande desperdício diário? Camas com seis travesseiros, que consomem um volume de água proporcional a cada lavagem, kits de costura, kit dental, xampus, pentes, tocas de banho e TVs de plasma de 52 polegadas que devoram energia são exemplos que fazem parte do dia-a-dia desses ambientes. Entretanto, imaginar um hotel de luxo sem esses itens é inviável. Onde ficaria a famosa “experiência do hóspede”? Seguindo esse raciocínio, somos levados à questão: Como ser sustentável sem comprometer o Luxo? Nos últimos anos, pesquisas demonstram que o novo viajante “sofisticado” está naturalmente mais envolvido com questões de responsabilidade ambiental e social, tanto em casa quanto no trabalho. Essa tendência de estilo de vida vem afetando o turismo mundial. As pessoas querem saber se seu dinheiro não está sendo gasto somente em seus travesseiros de penas de ganso e lençóis de linho egípcio, mas também se está contribuindo para a localidade onde o hotel se encontra. Nessa linha, a “Eco Luxury” propõe um conceito muito interessante, permitindo que os turistas conheçam projetos sustentáveis em várias partes do mundo. Para tornar a experiência do hóspede inesquecível, a empresa envolve toda a comunidade. Além disso, arquitetura e design, fauna e flora, energia e reciclagem contribuem com parte importante nesse processo. Ela pode organizar um itinerário específico dentre as 90 propriedades ao redor do mundo onde existam hotéis e pousadas que passam por rigoroso critério de seleção, antes de entrar em seu diretório. Isso permite ao hóspede tudo o que ele deseja: acomodações luxuosas e confortáveis, cenário deslumbrante, serviços cinco estrelas e um ambiente rodeado de experiência cultural inesquecível.
A Eco Luxury ainda não atua no Brasil, mas como está a sustentabilidade da nossa hotelaria no País?Resorts e Pousadas têm feito consideráveis progressos nessa área sem comprometer o luxo. Entretanto, hotéis urbanos ainda têm um longo caminho no desenvolvimento de projetos de cunho socioambiental. Um empreendimento que pode servir de exemplo e orgulhar o País é a Pousada Ronco do Bugio. Refúgio rústico-chique localizado na cidade de Piedade, Estado de São Paulo, que prioriza a alta gastronomia e o desenvolvimento sustentável. Toda a arquitetura privilegia materiais reciclados, além de ter preservado integralmente a vegetação nativa local. O nome da pousada faz alusão ao barulho feito pelos macacos bugios que habitam a região. Eles podem ser vistos e ouvidos a todo o momento e dão um charme todo especial ao local.
O uso de materiais de demolição, a piscina natural, o incrível desumidificador de ar perfumado nas suítes, o espaço terapêutico e as 13 suítes diferentes entre si, são impecavelmente decorados. A atenção aos detalhes impressiona. O contemporâneo restaurante, comandado pelo chef Luis do Santos, prioriza o uso de ingredientes naturais e apresenta, de maneira sofisticada, o que Piedade, uma região que produz 30% do consumo paulista de frutas e legumes, tem de melhor: hortaliças, alcachofras, frutas e ervas.
Inúmeras ações sociais que geram impactos econômicos e ambientais são apoiadas pela população de Piedade. Entre elas, a criação de uma associação de moradores com foco na cidadania, o aproveitamento da queda d’água natural para energia da pousada, mão-de-obra constituída por moradores locais, separação de lixo para reciclagem e/ou reaproveitamento e, como toque final, o uso de material de limpeza orgânico e de banho biodegradáveis. Em resumo, o serviço impecável e a atenção milimétrica aos detalhes, tudo sobre uma sólida base sustentável, fazem da Pousada Ronco do Bugio um roteiro para os hóspedes mais exigentes.
Além disso, o empreendimento esclarece definitivamente a questão acima levantada. Com boa vontade e trabalho focado, é possível sim aliar o alto luxo em hospedagem à sustentabilidade. Reafirmando a importância deste assunto no mundo atual, de 14 a 17 de maio deste ano foi realizada em Paris, pela primeira vez, a “1.618 Sustainable Luxury Fair” (Feira de Luxo Sustentável). Foram 2.300 profissionais de hotelaria, design, cosméticos, tecnologia, moda e mais de cinco mil visitantes debatendo, assistindo documentários e apresentando produtos inovadores para o desenvolvimento sustentável.
Tudo isso em meio a stands de papel reciclado, luzes de baixa voltagem, projetos de redução de energia e desperdício, além da produção de uma agência especializada em “eco-concepções” de eventos de luxo, a 1.618 Productions. Em função do sucesso e ótima repercussão, a edição da Feira para 2010 já está confirmada.
Mais informações:
Eco Luxury – www.ecoluxury.com
Pousada Ronco do Bugio - www.roncodobugio.com.br
1.618 Sustainable Luxury Fair – www.1618-paris.com
(Gabriela Otto é Diretora de Vendas e Distribuição da Rede de Hotéis de Luxo Sofitel para a América do Sul (www.sofitel.com.br), Professora de Marketing do Senac e Faculdades Integradas Rio Branco. Também mantém o Blog “Propagando o Marketing” (http://gabrielaotto.blogspot.com) e é Consultora de Marketing de Luxo)
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