Edição 211 | Ano II




Londres / Inglaterra
Brasil será "a grande história" de 2010
Um artigo publicado na edição desta terça-feira do jornal "Financial Times" afirma que "o Brasil é a potência do século 21 a se observar". Assinado pelo comentarista Michael Skapinker, o artigo compara duas visões antagônicas do país - uma negativa, na qual se sobressaem problemas de violência e desigualdade social, e uma positiva, que ressalta uma economia pujante e plena de recursos naturais. Sem tomar partido por uma das visões, o comentarista diz que o país será "a grande história do próximo ano".
Os fundamentos de sua avaliação foram apresentados por ele em um recente encontro que reuniu jornalistas de diferentes publicações internacionais. "O Brasil acabava de passar por uma crise financeira em boa forma. O país estava sentado em uma vasta descoberta de petróleo em alto mar. Havia testemunhado a maior abertura de capital do mercado neste ano - os US$ 8 bilhões colocados em bolsa pelo braço brasileiro do Santander. Seria também a sede de dois dos maiores eventos esportivos do mundo: a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016."
Para Skapinker, o outro lado da moeda seria a violência. "Não pude esconder certa palpitação em relação às desvantagens conhecidas do Brasil", diz ele, citando relatos e notícias de furtos, assaltos à mão armada a sequestros. "Não vi nada disso", diz o comentarista, que recentemente fez sua primeira visita ao Brasil. "Mas dois dias após minha saída do país, enfrentamentos armados entre gangues rivais no Rio custaram pelo menos 14 vidas, incluindo as de três policiais mortos quando o helicóptero em que estavam foi abatido."
Para o comentarista, "é grande crédito do Brasil que, durante vários dias de encontros e entrevistas no Rio e em São Paulo, ninguém negou que o crime violento é uma realidade no país, e pode ter um sério impacto no seu desenvolvimento".
Já pelo lado positivo, diz Skapinker, "o Brasil é um país com imenso potencial, um povo acolhedor e diverso, excelente comida e diversas empresas de porte mundial". "Diferentemente da China, o Brasil não tem conflitos étnicos agudos e é uma democracia partidária. Os brasileiros reclamam da corrupção de seus políticos, mas apontam que, ao contrário dos Estados Unidos, os resultados das eleições presidenciais - a próxima é em outubro de 2010 - são anunciados rapidamente."
O comentarista acrescenta que a riqueza petroleira, em um país que produz a maior parte de sua energia de hidrelétricas e etanol, representa um "prospecto intrigante". "Os brasileiros sabem que o petróleo pode ser uma maldição ou uma bênção. A maneira como empregarem sua nova riqueza determinará se o país se tornará uma força no século 21." O comentarista encerra o artigo retomando sua idéia inicial. "O Brasil será uma grande história - não apenas no próximo ano mas por muitos anos." (BBC Brasil)

Londres / Inglaterra
Brasil é "vítima do próprio sucesso econômico
Em reportagem publicada nesta quarta-feira, o diário britânico Financial Times afirma que o Brasil é "vítima do seu próprio sucesso econômico" - razão pela qual anunciou a taxação de 2% sobre o capital estrangeiro. Em quatro artigos dedicados ao tema em quatro seções diferentes, o jornal aposta ainda, como outros, que a iniciativa deve ser pouco eficiente no objetivo de conter a apreciação do real frente ao dólar. "O principal objetivo do governo é combater a volatilidade", diz o "FT". O artigo mais noticioso, que ganha espaço na primeira página, afirma que, "se o governo está tentando conter o avanço estável do real em relação a outras moedas com a taxa de 2%, muitos estão céticos quanto à hipótese de dar certo". É que, diante das boas perspectivas para o país, a atração de capital externo tem crescido a passos largos. "O Brasil se tornou vítima de sua própria resistência à crise", diz o correspondente do jornal em São Paulo.
No momento em que grande parte do mundo ainda sofre com os efeitos crônicos da recessão, o país "deu os ombros" para a crise e está "voltando rapidamente para um forte crescimento", afirma o diário. Como explicou um analista, citado em uma segunda matéria, com a taxa o governo brasileiro "está lutando contra todo o mercado". "Todo mundo quer estar no Brasil neste momento", disse, ao jornal. Em dois outros artigos, mais analíticos, o "FT" avalia outras razões para a apreciação do real. O jornal diz que, se tiver sido unicamente por causa da riqueza gerada - rapidamente - pela alta das commodities, há razões para impor a taxa e tentar evitar a especulação financeira.
"Por outro lado, se a força do real se dever à permanente mudança nos termos de comércio do Brasil, há pouco que o governo possa fazer. Uma taxa de câmbio sobrevalorizada pode reduzir a competitividade, mas a resposta a isso é mais produtividade."
"Pelo menos o real forte faz os brasileiros se sentirem mais ricos, um bônus político antes das eleições do ano que vem", diz o "FT". Além disso, diz o jornal, a taxa que torna menos atrativo o capital de curto prazo também torna menor a saída de recursos à medida que a recuperação econômica melhorar a atratividade de outras partes do mundo. Para o jornal, "esta ação preventiva é um sinal promissor do amadurecimento financeiro do Brasil".
Outros jornais - Em outros jornais estrangeiros, a taxação de capital estrangeiro também ganhou destaque. Para o americano "Wall Street Journal", a medida "sublinha a enorme demanda dos investidores por ativos brasileiros, no despertar da crise financeira global. O forte sistema bancário e a classe consumidora ajudaram a anular o efeito da desaceleração econômica, tornando a nação sul-americana um dos poucos lugares bem-sucedidos no mundo".
Nas palavras do "Cinco Días", o maior diário financeiro da Espanha, "o escolhido para os Jogos Olímpicos de 2016 está em moda, mas se recusa a se converter na próxima bolha especulativa". Para o jornal, a "disparada" do Brasil é indiscutível, mas "a entrada de divisas também tem seu lado negativo, algo que, nos últimos anos, a Islândia pôde comprovar".
O também espanhol "El País" observa que "a primeira grande crise da globalização deixa, até o momento, dois grandes ganhadores: os emergentes asiáticos e o Brasil". "Em ambos os casos o sucesso tem seus perigos", diz o jornal. "A bolsa brasileira subiu mais de 70% e o real se valorizou mais de 30% no ano: dois sinais de fortaleza, mas também de um perigoso reaquecimento." Nas palavras do argentino "Clarín", a iniciativa do governo tem por objetivo "evitar que os investidores estrangeiros convertam o Brasil no que se define, em português, como a bola da vez, ou seja, o país do momento para os grandes ganhos oportunistas". (BBC Brasil)


Da Redação - Brasília / DF
Fundo Social do pré-sal deve render R$ 15 bilhões por ano
O Secretário de Política Econômica da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou hoje que o Fundo Social do pré-sal dará à União uma renda estável de 0,5% do PIB todo ano durante um período de aproximadamente cem anos. Com base no valor atual do PIB, isso significa que a União poderá resgatar anualmente R$ 15 bilhões dos rendimentos do fundo para aplicar na área social. O cálculo considera uma renda do petróleo de 0,4% do PIB, aplicados a uma taxa real de retorno de 3% ao ano. Atualmente, a renda do petróleo das áreas sob o modelo de concessão é de 0,6% a 0,8% do PIB, contando royalties e participações especiais, dinheiro dividido entre Estados e municípios produtores. Barbosa ponderou que os R$ 15 bilhões anuais são apenas um número estimado. "Todas as previsões são bem incertas, levam em conta preço do petróleo, taxa de câmbio, custo de exploração e custo de investimento", afirmou. Barbosa esteve hoje na comissão especial da Câmara que trata do projeto de criação do Fundo Social.


São Paulo / SP
Consumo do brasileiro deve manter ritmo de crescimento nos próximos anos
O consumo das famílias brasileiras deve manter o ritmo de crescimento nos próximos anos, segundo avaliação da Link Investimentos, baseada em estudo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Dentre os motivos para a perspectiva positiva, estão a melhora verificada no mercado de trabalho e o avanço na concessão de crédito, que juntos estariam aumentando a confiança dos consumidores.Trabalho e crédito - Ainda de acordo com a Link, nos últimos meses, o mercado de trabalho vem apresentando resultados positivos, com a criação de vagas e a maior formalização dos empregos. Além disso, também houve melhora nos reajustes reais nos rendimentos, sendo que a cada 1% de aumento na massa salarial, há 0,7% de acréscimo nas vendas do varejo.No que diz respeito à oferta de crédito, a corretora destaca o fato dos bancos estarem voltando a oferecer linhas de crédito mais atraentes, visto que os juros estão mais baixos e a inadimplência sob controle. Dessa forma, avalia a corretora, as variáveis econômicas que impulsionaram as compras nos últimos anos e que sofreram durante o período de crise, voltaram a ficar favoráveis, impulsionando o varejo que, por sua vez, deve continuar crescendo de forma sustentável por um longo período de tempo. (Agência Infomoney)


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INDICADORES ECONÔMICOS


Da Redação - Brasília / DF
Arrecadação de impostos tem nova queda em setembro de 11%
A arrecadação federal teve queda real de 11,29% em setembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Receita Federal. É o décimo primeiro mês consecutivo em que a arrecadação cai, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em setembro, foram arrecadados R$ 51,52 bilhões. Em relação a agosto também houve queda de 1,29% (descontada a inflação). No acumulado do ano, a arrecadação federal soma R$ 481,62 bilhões, queda real de 5,95% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a Receita Federal, o governo deixou de arrecadar R$ 19,5 bilhões de janeiro a setembro por conta de medidas adotadas no combate à crise econômica, como a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) de automóveis e para eletrodomésticos. A arrecadação total do IPI em setembro caiu 30,56% em relação a setembro de 2008, passando de R$ 3,83 bilhões em setembro do ano passado para R$ 2,65 bilhões neste ano. Só a arrecadação de IPI para automóveis caiu 71% em setembro em relação ao mesmo mês de 2008.
Além disso, houve um aumento na inadimplência apurada nas declarações de débitos e créditos de tributos federais que fez com que R$ 4,7 bilhões deixassem de entrar nos cofres públicos de janeiro a agosto, um crescimento de 70% em relação ao mesmo período de 2008.
Outros impostos - Já a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido), voltou a apresentar crescimento no mês, com incremento de 5,88% em relação a setembro de 2008. No mês passado, a arrecadação do imposto havia apresentado queda de 23,09% em relação ao mesmo mês de 2008. A CSLL recolhida de entidades financeiras (como bancos), cresceu 17,45% em relação a setembro de 2008, mas caiu 35,38% em relação a agosto. A Cide-Combustíveis e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) também registrou crescimento, com aumentos respectivos de 43,06% e 7,39%. Outros impostos registraram queda, como o Imposto de Importação (20,39%) e do Imposto de Renda total (15,02%).


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MERCADO DE CAPITAIS

(Informações: Dow Jones, Bovespa, Reuters e AFP)

RESUMO dos pregões de ONTEM

Da redação - São Paulo / SP
Bovespa fecha em queda de 2,88% em dia nervoso por novo IOF
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) chegou a desabar mais de 4% ao longo de um dia nervoso. A taxação de capital estrangeiro, e a queda das Bolsas estrangeiras, foi o contexto para um movimento bastante esperado de realização de lucros (venda de ações valorizadas para embolsar os ganhos). No segmento de câmbio, a taxa bateu R$ 1,74.
- O Ibovespa recuou 2,88% no fechamento, aos 65.303 pontos.
- O giro financeiro foi de R$ 8,92 bilhões.
Análise 1 - Nenhuma das mais de 60 ações que compõem o indicador valorizou hoje. No topo da lista, a ação da BM&F-Bovespa derreteu 8,41%; a ação da Cyrela perdeu 6,22%, enquanto o ativo da CCR Rodovias caiu 5,61%. "O que não agradou o mercado foi esse caráter de intervenção, essa mudança das regras no meio de jogo. Há sempre o medo de que venham mais medidas desse tipo", comenta Ivanor Torres, analista da corretora Geral. "Mas nós temos que ter consciência de que tudo isso também serviu de pretexto para uma realização. Todos os indicadores técnicos apontavam que as ações estavam muito caras, que a Bolsa estava sobrevalorizada. O risco de ficar posicionado ficou muito alto", acrescenta.
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O dólar comercial foi vendido por R$ 1,745, em um acréscimo de 1,86% sobre a cotação final de ontem.
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A taxa de risco-país marca 222 pontos, número 1,36% acima da pontuação anterior.
Análise 2 – O preço subiu demais hoje. Amanhã essa taxa [R$ 1,75] não deve permanecer. No front doméstico, a FGV (Fundação Getulio Vargas) registrou inflação de 0,04% em setembro, pela leitura do IGP-M, ainda em sua segunda estimativa. Mercado esperava variação em torno de 0,10%. O mercado ainda operou sob expectativa pela reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anuncia amanhã a nova taxa básica de juros do país (referência para o custo dos empréstimos no setor bancário). Economistas de bancos e corretoras esperam que o juro primário seja mantido em 8,75% ao ano.

Nova Iorque / EUA
Bolsas de Nova Iorque fecham em queda comindicadores fracos
Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em baixa, reagindo a alguns dados fracos dos balanços trimestrais de empresas como a DuPont e a Coca-Cola e a indicadores que revelaram um cenário menos positivo que o previsto para o setor de habitação.
- O Dow Jones caiu 0,5%, para 10.041,48 pontos.
- O Nasdaq fechou em baixa de 0,59%, para 2.163 pontos.
- Enquanto o S&P 500 caiu 0,62%, para 1.091,06 pontos.
Análise 1 - Segundo o governo norte-americano, o índice de preços ao produtor recuou 0,6% em setembro e o número de obras residenciais iniciadas no país cresceu 0,5% em setembro ante agosto. A Boeing liderou as perdas entre os componentes do Dow Jones, recuando 2,9% após o Morgan Stanley cortar a recomendação de investimento na companhia para "abaixo da média". A Home Depot, a DuPont e a Coca-Cola estavam entre os demais integrantes do Dow Jones que recuaram acentuadamente. A Home Depot caiu 2,4% por conta dos dados fracos sobre o número de obras residenciais iniciadas nos EUA. A DuPont, que apresentou um aumento maior que o previsto no lucro do terceiro trimestre, mas uma queda de 18% nas vendas em relação a igual período do ano passado, recuou 2,2%. Já a Coca-Cola fechou em baixa de 1,3%, após divulgar um declínio de 4% na receita do terceiro trimestre.
Análise 2 - Os fracos indicadores econômicos, assim como o declínio nas receitas das companhias, afastaram parte do otimismo observado ontem entre os investidores, que encontraram hoje menos argumentos do que esperavam para justificar o avanço de quase 55% do índice Dow Jones nos últimos sete meses.A reação aos balanços "pode ser um sinal de que o mercado já embutiu nos preços todas as boas notícias por aí", disse David Rosenberg, economista-chefe e estrategista da gerente de investimentos Gluskin Sheff. "Há pouca margem para erro no mercado do jeito em que ele está agora."


Londres / Inglaterra
Bolsas europeias fecham em baixa por setor financeiro
As principais Bolsas europeias concluíram os negócios desta terça-feira com desvalorização. As ações do setor financeiro puxaram as perdas, num dia em que o ambiente de negócios foi afetado pelos números ruins da construção civil nos EUA.
- A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,72%, indo para 5.243 pontos no índice FTSE 100.
- A Bolsa de Frankfurt cedeu 0,70% no índice DAX, para 5.811 pontos.
- A Bolsa de Zurique teve baixa de 0,14%, indo para 6.427 pontos no índice Swiss Market.
- A Bolsa de Paris perdeu 0,54% no índice CAC 40, para 3.871 pontos.
- A Bolsa de Madri encerrou com retração de 0,80%, indo para 11.790 pontos.
Análise 1 - No mercado britânico, a ação do Barclays desabou 4,7%, com a notícia de que se principal acionista vendeu sua participação no banco britânico por um valor aproximado de US$ 2,1 bilhões. A operação não foi bem vista por analistas. Os papéis do HSBC, Royal Bank of Scotland, Credit Agricole e Credit Suisse, entre outras instituições financeiras, caíram entre 0,2% e 2,8%.
Nos EUA, o governo revelou que a emissão de licenças para construção de casas, um importante indicador do mercado imobiliário, apontou um desempenho frustrante para setembro: um recuo de 1,2% neste mês. Trata-se do pior declínio neste ano, depois do mês de abril (retração de 2,5%). A construção de casas cresceu 0,5% no mês passado.
"Tudo o que prejudica a visão que o pior já passou e que a economia vai crescer fortemente em 2010 pode machucar o mercado. Hoje, o que nós vimos sobre o mercado de casas nos EUA não foi fantástico", afirmou Philippe Gijsels, estrategista-chefe do Fortis BNP, em Bruxelas, à agência Reuters.



HOJE – Fechamento das Bolsas da Ásia (Agência Dow Jones)

Tóquio / Japão
Tóquio fecha estável à espera de dados da China
A Bolsa de Tóquio fechou praticamente inalterada, uma vez que as ações da Tokyo Electron e de outras empresas de tecnologia perderam terreno com a realização de lucros, enquanto as de frete marítimo, como Mitsui O.S.K., subiram com a expectativa de que a China divulgue um forte crescimento do PIB.
- O índice Nikke 225 terminou o pregão com perda de apenas 3,45 pontos, ou 0,03%, fechando aos 10.333,39 pontos.
Análise 1 - "Para amanhã, os macrodados da China e do Japão provavelmente vão determinar o desempenho dos exportadores e das companhias de transporte marítimo", disse Tomochika Kitaoka, estrategista da Mizuho Securities. A expectativa é que o PIB da China venha com uma expansão de 9,1% no trimestre julho-setembro, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados da balança comercial japonesa em setembro também são observados de perto. Os números podem ajudar a determinar a direção de ações cíclicas globais, como a da fabricante de equipamentos para construção Komatsu.
Análise 2 - A Japan Airlines (JAL) avançou 6,8% e chegou à maior cotação do ano com a diminuição das preocupações sobre a empresa, depois da divulgação da notícia de que o governo agora estuda a utilização de recursos públicos para ajudar a companhia. Num relatório, o JPMorgan afirmou que isso sugere que a JAL provavelmente fará sua reestruturação sob a lei de revitalização industrial. Mas a situação está longe de se esclarecer e outras notícias citam a possibilidade de outros métodos de reestruturação, como a resolução alternativa de disputa (ADR, na sigla em inglês). Os planos formais que vão decidir o destino da JAL são ansiosamente aguardados e devem ser definidos por uma força-tarefa especial nomeada pelo governo.
- Hong Kong - O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong abriu o pregão de hoje em queda de 85,31 pontos (0,38%), aos 22.299,65.


HOJE – A abertura das Bolsas da Europa (Agência EFE)

- Londres/ Inglaterra - O índice FTSE-100 da Bolsa de Londres abriu o pregão de hoje em alta de 22,1 pontos (0,42%), aos 5.265,5. O barril de petróleo Brent para entrega em dezembro abriu hoje em baixa no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres e cotado em US$77,07, US$0,17 a menos que no fechamento de terça-feira.
- Frankfurt / Alemanha - O índice DAX 30 da Bolsa de Frankfurt abriu o pregão de hoje em alta de 0,42%, aos 5.835,91 pontos. O euro se mantinha praticamente estável na abertura do mercado de divisas de Frankfurt, cotado em US$1,4930, frente aos US$1,4925 de terça-feira pela tarde. O Banco Central Europeu (BCE) fixou ontem o câmbio oficial do euro em US$1,4971.
- Madri / Espanha - O índice Ibex-35 da Bolsa de Valores de Madri abriu o pregão de hoje em alta de 14 pontos (0,12%), aos 11.805.
- Paris / França - O índice geral da Bolsa de Paris registrou na abertura do hoje uma alta de 0,40%, aos 3.887 pontos.
- Roma / Itália - O índice FTSE-MIB da Bolsa de Milão abriu o pregão de hoje em alta de 0,20%, aos 24.276,63 pontos.

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MERCADO FINANCEIRO


Frankfurt / Alemanha
Deutsche Bank quer comprar ativos do ABN Amro
O maior banco da Alemanha, Deutsche Bank, anunciou nesta terça-feira ter assinado uma carta de intenção com o ministério das Finanças holandês para comprar ativos do ABN Amro na Holanda. A quantia da operação não foi indicada no comunicado. As condições finais do contrato ainda devem ser negociadas, destacou o Deutsche Bank. Mês passado, o Deutsche Bank renunciou a esta aquisição, objeto de negociações desde julho de 2008, após fracassar na hora de fechar o acordo com o governo da Holanda. Ao final, o acordo foi assinado pois os ativos em questão deviam ser cedidos por exigência da Comissão Europeia dentro da fusão do ABN Amro com o banco Fortis. O ABN Amro, vítima da crise financeira, foi nacionalizado em outubro de 2008 pelo Estado holandês. Na reestruturação do banco, o ABN Amro se desligou de filiais na América Latina. Assim, o Banco Santander comprou suas atividades no Uruguai e o Banco Regional paraguaio, e seu sócio, o Rabobank da Holanda, comprou a sucursal do ABN Amro Bank do Paraguai. (Agence France Presse)

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INDÚSTRIA


Porto Alegre / RS
Grupo Gerdau retoma investimento em Minas Gerais
A Gerdau informou hoje que retomou o projeto de instalação do laminador de chapas grossas na usina siderúrgica Gerdau Açominas, em Ouro Branco/MG. O valor do projeto, que havia sido adiado devido à crise no consumo de aço, é de R$ 1,75 bilhão. A implantação do laminador de chapas grossas marcará o início da produção de aços planos pela siderúrgica no Brasil. Atualmente, a Gerdau produz aços planos nos Estados Unidos, além de comercializá-los no Brasil, por meio da Comercial Gerdau. O valor do investimento faz parte do plano global de investimentos de R$ 6,3 bilhões anunciado pela empresa para os próximos anos. "O mercado brasileiro está apresentando gradual retomada da demanda por aço, e as expectativas para os próximos anos são muito positivas, o que nos levou a decidir pela ampliação da nossa linha de produtos no Brasil, com o início da produção de chapas grossas", afirmou, em comunicado, o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André Gerdau Johannpeter.Neste mês, foram divulgadas, para potenciais fornecedores do Brasil e do exterior, as cartas-convite com as especificações técnicas do equipamento. O laminador de chapas grossas terá capacidade instalada de um milhão de toneladas por ano, com possibilidade de futuras expansões, e sua entrada em operação está programada para o fim de 2012. As obras de instalação devem ser iniciadas em 2010, estendendo-se até 2012, sendo que, no pico da obra, devem ser gerados quatro mil empregos temporários, conforme a companhia. Além disso, 420 novas vagas permanentes devem ser criadas para a operação do novo equipamento.De acordo com a Gerdau, o principal foco do investimento é o mercado interno, especialmente para o segmento petrolífero, seguido da indústria naval, da construção civil (construção metálica) e de equipamentos pesados (máquinas e implementos). O excedente de produção será destinado à exportação para os demais países da América Latina. A matéria-prima para a produção de chapas grossas - as placas de aço - começou a ser fabricada a partir de julho na Gerdau Açominas, com a entrada em operação do lingotamento contínuo de placas, cuja capacidade instalada é de 1,5 milhão de toneladas por ano. (Agência Estado)

Nova Iorque / EUA
Queda nas vendas afeta lucro da Coca-Cola no trimestre
A Coca-Cola anunciou nesta terça-feira uma receita menor que a esperada no terceiro trimestre, atingida por declínios na receita em todos os seus negócios. A maior fabricante de refrigerantes do mundo informou que o lucro líquido subiu ligeiramente para US$ 1,90 bilhão, ou US$ 0,81 por ação, contra US$ 1,89 bilhão, ou US$ 0,81 por ação, no mesmo período um ano antes. Excluindo encargos, a Coca-Cola lucrou US$ 0,82 por ação. Na mesma base, analistas em média previam ganho de US$ 0,81 por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S. A receita operacional líquida caiu 4%, para US$ 8,04 bilhões, abaixo da estimativa média de analistas de US$ 8,11 bilhões. As vendas totais por volume subiram 2%, após avançarem 4% no segundo trimestre e 2% no primeiro.
Índia e China - O crescimento da companhia nos mercados em desenvolvimento, como Índia e China, está ajudando-a a resistir a uma desaceleração nos Estados Unidos. O volume no terceiro trimestre aumentou 7% na América Latina, 6% na região do Pacífico e 2% na África e Eurásia. Na Europa, o volume recuou 2%, enquanto na América do Norte encolheu 4%. A rivalidade da Coca-Cola com a PepsiCo tomou nova direção neste verão, quando a segunda maior fabricante de refrigerantes do mundo informou que irá adquirir suas duas maiores engarrafadoras. O acordo de US$ 7,8 bilhões levou analistas a se perguntarem se a Coca-Cola pode eventualmente seguir o exemplo para eliminar uma vantagem competitiva. Desde então, o presidente-executivo da companhia, Muhtar Kent, repetidamente expressou seu compromisso com o modelo de franquia, através do qual a Coca-Cola vende bebidas apenas para engarrafadores que embalam e vendem os produtos. A empresa informou que está a caminho de atingir US$ 500 milhões em economias anualizadas até o final de 2011, com planos de registrar mais da metade das economias até o final de 2009. (Agência Reuters)


Chicago / EUA
Caterpillar tem resultado acima das expectativas no 3º trimestre
A Caterpillar, fabricante de maquinários norte-americana, anunciou nesta terça-feira resultado trimestral mais forte que o esperado. A companhia também elevou sua meta anual, dizendo que vê "sinais animadores que indicam que uma recuperação pode estar em andamento." A notícia impulsionou as ações da Caterpillar em quase 5% no pregão eletrônico da Bolsa de Nova York. A companhia, maior fabricante de equipamentos de mineração e construção do mundo e um importante componente do índice Dow Jones, divulgou lucro líquido no terceiro trimestre de US$ 404 milhões, ou US$ 0,64 por ação, contra US$ 868 milhões, ou US$ 1,39 dólar, um ano antes. A receita recuou 44%, para US$ 7,29 bilhões. Analistas, em média, previam que a Caterpillar tivesse lucro de US$ 0,06 por ação e que seu faturamento atingisse US$ 7,47 bilhões, segundo a Thomson Reuters. A companhia também forneceu sua primeira projeção para 2010, dizendo que prevê que as vendas e a receita em no ano que vem sejam entre 10% e 25% maiores em relação aos níveis de 2009. (Agência Reuters)


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AGRONEGÓCIOS


Da Redação - Brasília / DF
Mapa leva 16 empresas de alimentos a feira na Arábia Saudita
Em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Mapa está organizando um pavilhão de 144 metros quadrados em uma das maiores feiras do setor no Oriente Médio,a Saudi Agro-Food, entre os dias 1º e 4 de novembro, na capital Riad. O evento deverá reunir cerca de 650 expositores de mais de 38 países. A coordenação da participação brasileira está a cargo do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio, da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (DPI/SRI). “Vamos levar representantes de 16 empresas que produzem lácteos, carnes, ração animal, café e confeitos, que representam alguns dos setores de interesse do mercado saudita”, explica o diretor do DPI, Eduardo Sampaio. Segundo ele, a Arábia Saudita é, também, grande importadora de produtos como açúcar, mel e massas.
Exportações brasileiras - Em 2008, as aquisições de produtos agropecuários pelo país do Oriente Médio somaram US$ 12 bilhões em 2008. Desse montante, o Brasil forneceu US$ 1,4 bilhão, 11,7% do total. Porém as exportações são concentradas basicamente em açúcar e frango, que totalizam 75% do exportado no setor do agronegócio.
Ação com investidores - Paralelamente à participação brasileira na Saudi Agro-Food, o Mapa vai promover um seminário para atrair investidores sauditas. A ideia é mostrar o panorama do agronegócio brasileiro, oportunidades e mecanismos para investir no agronegócio brasileiro.
Quem lidera a ação é o secretário de Política Agrícola do Mapa, Edilson Guimarães, acompanhado do vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Luís Carlos Guedes e de representantes dos setores de lácteos, grãos e carnes.

Da Redação - Brasília / DF
Botsuana conhece experiência brasileira em biocombustíveis
A experiência do Brasil na produção de biocombustíveis foi apresentada em Gaborone, capital de Botsuana, no sudeste da África, na segunda-feira, dia 19/10. A iniciativa faz parte da série de seminários sobre o tema que o governo brasileiro está promovendo em sete países africanos, com o objetivo de subsidiar as regiões em desenvolvimento na área de energias renováveis. Participam do encontro, que tem duração prevista de um dia, representantes dos ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Relações Exteriores MRE), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Na pauta, estão agendadas palestras sobre o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar e reuniões técnicas.
História - Botsuana tem quase dois milhões de habitantes. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), representa uma das economias mais dinâmicas da África, com taxas de desenvolvimento econômico que chegam a 5% ao ano. A principal atividade é a extração mineral, principalmente de diamantes. Os produtos mais importados pelo país são equipamentos elétricos e de transporte, óleo, gêneros alimentícios, maquinário, têxteis, combustíveis, madeira, além de derivados de petróleo, do papel e do metal. “Como lá não é produzido nenhum tipo de combustível, Botsuana tem grande potencial e necessidade para desenvolver o setor, que certamente trará benefícios econômicos e sociais para toda a região da África Austral”, afirma o representante do Mapa na missão, José Nilton de Souza. Nesta quarta-feira, dia 21/10, os representantes do governo brasileiro chegam em Joanesburgo, na África do Sul, para continuar a série de encontros. (Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

São Paulo / SP
Mizutani afirma que Cosan deve forar holding
A Cosan deve terminar até o final do ano a formalização de sua holding, dando sequência ao programa de profissionalização da gigante do setor sucroalcooleiro. O objetivo da criação da holding é permitir que as empresas que existem hoje dentro da Cosan possam atrair investidores específicos. "Se uma empresa quiser investir em logística e não em açúcar e álcool ela poderá investir na Rumo Logística diretamente e não na Cosan Açúcar e Álcool", disse o atual vice-presidente de operações da Cosan S.A. e agora também presidente da Cosan Açúcar e Álcool, Pedro Mizutani. A Cosan Açúcar e Álcool é a empresa que, embaixo do guarda-chuva da Cosan, cuida da produção de açúcar, etanol e energia a partir de cogeração de cana.Mizutani informou que, dentro do novo desenho organizacional em estudo, a holding Cosan abarcará as empresas já existentes Cosan Açúcar e Álcool, Rumo Logística, Radar Propriedades Agrícolas, Cosan Combustíveis e Lubrificantes (CCL) e outra, em estudo, que concentrará o varejo de açúcar, a Cosan Alimentos. Segundo ele, a primeira empresa a buscar investidores externos será a Rumo Logística. O executivo afirmou que o objetivo da Cosan é buscar investidores sem, contudo, deixar de ter o controle da operação. "Buscamos investidores que queiram ter menos de 50% de participação. Se quiser ter mais, queremos ter a gestão do negócio, como já acontece com a Radar, na qual a Cosan tem apenas 20% das ações, mas controla a gestão", explicou. Mizutani também informou que os recursos captados serão utilizados em novos investimentos, e não no abatimento de dívidas. "As dívidas da Cosan já estão organizadas e não precisam de novos aportes", disse.No novo organograma, Pedro Mizutani continua na vice-presidência operacional e acumula a presidência da Cosan Açúcar e Álcool (incluindo bioenergia). Na presidência da Cosan Combustíveis e Lubrificantes (CCL) segue Leonardo Gadotti. Júlio Fontana Neto continua na presidência da Rumo Logística, cuidando também da participação de 26% que a Cosan possui na Uniduto, o alcoolduto que deve ser construído para escoar o etanol produzido no interior do País para o Porto de Santos. A Radar Propriedades Agrícolas tem Ricardo Mussa no comando. (Agência Estado)

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SETOR AUTOMOTIVO


Frankfurt / Alemanha
Volks deve comprar cerca de 49,9% da Porsche
A Volkswagen informou hoje que planeja comprar uma fatia de 49,9% nas operações de carros esportivos da Porsche Automobil Holding, por cerca de 3,9 bilhões de euros (US$ 5,8 bilhões), em vez da participação de 42% que planejava adquirir antes. A mudança de planos, explicou a Volks em comunicado, "reflete o progresso das negociações sobre detalhes (de fusão) entre a Volks e a Porsche". A Volks disse que os prazos para a fusão entre ambas seguem inalterados. O processo deve ser concluído ao longo de 2011, e a Porsche deverá se tornar o décimo braço da Volks. A companhia quer a aprovação dos acionistas em assembleia em 3 de dezembro para lançar novas ações preferenciais no valor de cerca de 10 bilhões de euros. O grupo espera que o capital a ser levantado mantenha sua flexibilidade financeira durante a planejada fusão com a Porsche, ao mesmo tempo em que proteja seu rating (classificação de risco) de crédito. A Volks não comentou especulações sobre o possível aumento da fatia de 29,9% que possui na MAN, nem sobre a compra de uma participação na japonesa Suzuki Motor. (Agência Dow Jones)

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VAREJO & SERVIÇO


Da Redação - São Paulo / SP
Venda de material de construção cresce 5% em setembro
As vendas de material de construção registradas pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) em setembro foram 5,15% maiores do que no mês anterior, o que reforça a tendência de retomada do crescimento do setor após a crise, como vem sendo observado desde março. Nos últimos 12 meses, houve queda de 10,9% e, na comparação com setembro do ano passado, redução de 13,85%. Já no acumulado de janeiro a setembro, a associação contabilizou diminuição de 15,26% em relação ao mesmo período do ano passado. A previsão de fechamento para o ano é de retração de 5% no confronto com 2008. "Essa previsão representa um crescimento real de 8% comparado a 2007, refletindo uma evolução mais realista do setor no ambiente pós-crise", disse Melvyn Fox, presidente da entidade. O desempenho das vendas e do nível de emprego das indústrias de materiais básicos superou os resultados das empresas de materiais de acabamento na comparação com o mês anterior. Enquanto os fabricantes de itens de base tiveram resultados 6,65% superiores ao de agosto, na indústria de acabamento esse indicador ficou em 2,09%. O número de funcionários da indústria de materiais em setembro apresentou um ligeiro crescimento (0,93%) ante agosto. No confronto com setembro de 2008, houve queda de 3,95%. (Fonte: Assessoria de Imprensa Abramat)

Da Redação – Caxias do Sul / RS
Iguatemi Caxias dá largada para comercialização do Iguatemi Office
O Iguatemi Caxias do Sul dá a largada para a comercialização do Iguatemi Office, formado pelos dois prédios comerciais que integram o processo de expansão do Shopping, iniciado em abril. O trabalho está a cargo da D. Legend, empresa de Porto Alegre especializada em locações corporativas. Localizado no lifestyle, o complexo de lazer que reúne restaurantes, cinema, games e muita modernidade em mais de 3 mil metros quadrados, o novo endereço comercial de Caxias do Sul sugere o Workstyle: um novo estilo de trabalho, a partir de um novo conceito de negócio. A proposta do Iguatemi Office, que destaca o conforto, o bem-estar e a segurança já oferecidos aos clientes do Shopping, também traz acessos independentes, liberdade de horários de funcionamento e amplo estacionamento. É a integração perfeita entre negócios, lazer, gastronomia, moda, praticidade, conveniência e charme, tudo sob uma marca da mais alta credibilidade. No prédio de três andares, dois pavimentos, com área de 287,51 metros quadrados, estão disponíveis para locações individuais ou corporativas. Na estrutura de cinco andares, que atualmente é palco da mostra Casa&Cia Serra, o total é de 403,36 metros quadrados de área. A arquitetura moderna, com conceito de sustentabilidade, são alguns dos diferenciais desses espaços, que ainda estão inseridos no Shopping mais completo da Serra Gaúcha. Localizado em área nobre de Caxias do Sul, o Iguatemi Caxias do Sul abre grandes oportunidades para empresas interessadas em se instalar num espaço privilegiado, com as vantagens de ter à disposição um empreendimento completamente renovado e referência em toda a Serra Gaúcha. (Fonte: Enter Consultoria de Comunicação)


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COMÉRCIO EXTERIOR


Da Redação - São Paulo / SP
Cerca de 46% dos empresários do Brasil esperam boa melhora no comércio exterior
Cerca de metade dos empresários brasileiros esperam um crescimento no volume do comércio exterior nos próximos três meses, aponta pesquisa feita pelo HSBC e divulgada ontem, dia 20/10. Entre as 300 companhias de importação e exportação com faturamento de até US$ 100 milhões entrevistadas no país, 46% esperam crescimento, sendo 33% com estimativa de aumento modesto e 13% esperando uma elevação significativa no volume de negócios.
A pesquisa inclui, ao todo, 3,5 mil empresários em 12 países: Austrália, Hong Kong, Índia, Indonésia, China, Malásia, Cingapura, Vietnã, Emirados Árabes, Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. No total, 45% das companhias esperam melhora do comércio exterior nos próximos três meses. A China é o país mais confiante, com 121 pontos. O Brasil destaca-se por apresentar maior confiança no desenvolvimento do setor, superado apenas pela Austrália.
Quatro países citaram o câmbio como a maior barreira para o crescimento do comércio exterior: Brasil, Reino Unido, Ásia oriental e China. Para a maioria dos mercados desenvolvidos, a falta de demanda por produtos finais é o principal entrave comercial. Em relação a produtos financeiros, aproximadamente um terço dos entrevistados globais acredita que precisará de volumes maiores de financiamento. Na Índia, o número chega a 44%, o mais alto da pesquisa. No Brasil, o número ficou em 26%.
Outro fator de destaque na pesquisa é a importância da participação das instituições financeiras no desenvolvimento do comércio exterior. Os bancos continuam sendo o principal canal de acesso aos financiamentos. No Brasil, 46% recorrerá a eles em busca de produtos e serviços que deem suporte ao comércio exterior. Na Índia, 55%, nos Emirados Árabes, 50% e no Ásia oriental - que inclui Indonésia, Malásia, Cingapura e Vietnã - 49%. (Fonte: Assessoria de imprensa do HSBC)

Da redação – São Paulo / SP
Moda brasileira ganha espaço no Oriente Médio
Os polos mais tradicionais da moda internacional vêm ganhando um concorrente de peso. Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é a nova menina dos olhos das grifes nacionais e estrangeiras. Segundo o documento Estudo Estratégico de Moda no Oriente Médio, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o mercado de vestuário, em Dubai, registrou vendas de US$ 3,5 bilhões em 2008. A cifra expressiva já atraiu o olho de empresários da moda brasileira. Na semana passada, a primeira edição da feira internacional de moda Who"s Next Dubai - versão do tradicional evento francês - contou com nove marcas brasileiras, que viajaram com apoio da Apex-Brasil e da Associação Brasileira de Estilistas (Abest). Entre as marcas, nomes importantes da moda brasileira, como Iódice, Osklen e Miele by Carlso Miele e Glória Coelho. Apesar da demanda vir se consolidando a cada ano, foi a primeira vez que a Abest participou de um evento na região. O CEO da entidade, Antonin Bartos Filhos, explica que o principal objetivo foi conhecer melhor as características da região e buscar parcerias. Os Emirados Árabes Unidos ocupam a quarta posição no ranking dos principais compradores da Abest, atrás dos Estados Unidos, Portugal e Japão. Em 2008, houve um incremento de 42% nos negócios com o Oriente Médio em relação a 2007. O percentual compensou parte da queda de 62% das vendas para os EUA.


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MERCADO DE TI

São Paulo / SP
Investimentos em TI podem cair até 6,9% em 2009
A indústria de TI - Tecnologia da Informação - passa pelo pior ano econômico, com gastos globais caindo 5,2% em relação ao ano anterior, segundo a consultoria Gartner. A retração entre os investimentos corporativos em TI deverá ser ainda maior, encolhendo 6,9% na comparação com 2008. Estima-se que esse cenário melhore em 2010, com prévia de investimentos de 3,3 trilhões de dólares, aumento de 3,3% em relação a 2009. Mesmo com a previsão positiva, a Gartner alertou aos líderes de TI para não serem otimistas. “Enquanto a indústria de TI voltará a crescer em 2010, o mercado não vai se recuperar dos níveis de renda de 2008 antes de 2012”, afirmou Peter Sondergaard, vice-presidente sênior da Gartner e líder global de pesquisa. “Dois mil e dez será sobre balancear o foco no custo, risco e crescimento. Para mais de 50% dos Chief Information Officers (CIOs, em inglês), o setor de TI não crescerá ou ainda retrocederá. Só vai melhorar lentamente em 2011.”O mercado de hardware teve mais problemas do que os outros setores, com uma estimativa de gasto total de 317 bilhões de dólares em 2009, redução de 16,5%. Essa situação deve se manter em 2010. A indústria global de telecomunicações também teve redução de 4% em 2009 com uma renda de quase 1,9 trilhão de dólares.
Em 2010, o investimento das indústrias de telecomunicações deve crescer 3,2%. No caso do setor de TI, a estimativa de gastos é de 781 bilhões de dólares em 2009, e deve crescer 4,5% em 2010. A indústria de softwares tem previsão de perda de 2,1% em 2009 e ganho de 4,8% em 2010.Em termos regionais, os territórios emergentes devem continuar com um forte crescimento. “Em 2010, os gastos acelerados com TI e a aproximação de diferentes culturas com o setor influenciará diretamente nos recursos dos produtos, estruturas de serviços e a estrutura geral da indústria. O Vale do Silício já não estará mais no comando”, afirmou Sondergaard. (Agência Efe)

Nova Iorque / EUA
Lucro líquido da Samsung SDI cresce 48% no terceiro trimestre
A produtora de baterias recarregáveis, Samsung SDI, registrou um lucro líquido de 75,5 bilhões de dólares (87 bilhões de wons) no terceiro trimestre de 2009. Segundo uma notícia do jornal norte-americano
The Wall Street Journal, este número representa um crescimento de 48% - 24,1 bilhões de dólares (28,2 bilhões de wons) - em relação ao lucro registrado no mesmo período do ano anterior. A empresa sul-coreana prevê um crescimento nas vendas no final do ano, principalmente no setor de netbooks. “No quarto trimestre, estima-se que a demanda por baterias de litium-ion cresça 12%, enquanto a o mercado de computadores portáteis também cresce com o lançamento do Microsoft Windows 7 e com as vendas de fim de ano,” declarou a companhia.
Segundo analistas, o lucro da Samsung SDI atingiu o topo do rendimento no terceiro trimestre e deve cair no próximo período. “Uma demanda menor de baterias usadas em computadores portáteis e celulares provavelmente reduzirá os preços e o lucro da empresa”, afirmou o analista da Korea Investment & Securities, Yoo Jon-woo. Outros analistas disseram que alguns negócios da empresa, como baterias para veículos elétricos e telas feitas com diodos orgânicos emissores de luz com matriz ativa (AM OLEDs, na sigla em inglês) permanecerão lucrativos com o tempo. Em relação à telas de cristal líquido (LCD), a tecnologia AM OLED permite telas em painéis mais finos, imagens mais nítidas com menor consumo de energia.A Samsung SDI cortou sua divisão de telas para portáteis em 2008 e criou uma associação, a Samsung Mobile Display, com a Samsung Electronics. O empreendimento conjunto envolve a fabricação de telas LCD e OLED. A companhia afirmou também que a renda da divisão de telas de plasma foi de 466,5 bilhões de dólares (545 bilhões de wons), aumento de 9% do segundo para o terceiro trimestre, devido à grande demanda da China. A empresa espera que os pedidos cresçam 13% e cheguem a 4,5 milhões de unidades até o final do ano. (Agência EFE)

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MERCADO ONLINE


Washington / EUA
Huffington Post ultrapassa audiência do site do Washington Post
O Huffington Post, experiência norte-americana que mistura agregador de blogs e site de notícias, ultrapassou o portal do tradicional jornal norte-americano "Washington Post" em número de visitantes únicos. Os dados são da Nielsen Online para o mês de setembro. Huff Post, de linha editorial pró-democrata, cresceu 26% em um ano, atingindo 9,4 milhões internautas no último mês. Já o site do "Washington Post" caiu quase 30% no mesmo período, somando ainda assim 9,2 milhões visitantes únicos. Os cinco sites de notícias que angariaram mais visitantes únicos em setembro, segundo a metodologia da Nielsen Online, foram Yahoo!News (42,6 milhões), CNN (38,2 milhões), MSNBC (36,5 milhões), AOLNews (25,7 milhões) e NYTimes.com (21,5 milhões). Huffington Post ocupa a 15ª posição e "Washington Post", a 16ª. (Agence France Presse)

São Francisco / EUA
Yahoo! triplica lucro líquido, mas faturamento cai 12%
O site Yahoo! alcançou entre julho e setembro deste ano um lucro líquido de US$ 186 milhões, em comparação com os US$ 54 milhões do mesmo período de 2008, mas a companhia registrou uma queda de 12% em seu faturamento. As vendas do Yahoo! caíram 12% durante o trimestre, até US$ 1,575 bilhão. Descontando os efeitos da taxa de câmbio, a queda teria sido de somente 7% , informou hoje a companhia em comunicado. O lucro líquido se beneficiou especialmente do corte das despesas no período, sobretudo o de pessoal. Desde o terceiro trimestre de 2008, a companhia eliminou 2 mil postos de trabalho e está realizando um esforço especial para concentrar-se em seus negócios básicos. Carol Bartz, conselheira delegada do site, se mostrou satisfeita com os resultados e afirmou que a companhia está começando a ver a luz no fim túnel, depois da recessão. "Tivemos um terceiro trimestre sólido que sinaliza que nosso negócio principal se estabilizou", disse Carol, em comunicado. "Com produtos como Yahoo! Homepage, nossa campanha para revitalizar a marca e a expansão no Oriente Médio através de Maktoob.com, nossa execução está aumentando e estamos concentrados no que melhor sabemos fazer: ser o centro da vida online das pessoas", acrescentou a direção. Para o atual trimestre, quarto do ano contábil do Yahoo!, a companhia espera elevar seu faturamento para entre US$ 1,6 bilhões e US$ 1,7 bilhões. Além disso, a Yahoo! anunciou que prevê que a receita por operações se situe entre US$ 135 milhões e US$ 155 milhões, frente aos US$ 91 milhões deste trimestre. (Agência EFE)

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LOGISTICA & INFRAESTRUTURA


Da Redação – São Paulo / SP
PAC vai garantir ampliação de 30% na capacidade de movimentação
Dois projetos para melhorar a infraestrutura operacional do porto gaúcho já estão em curso. Um deles é a dragagem do canal de acesso orçada em R$ 196 milhões, sendo 75% financiados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e 25% pelo Estado. Outro é o prolongamento dos molhes da barra, que vai exigir mais R$ 445 milhões do PAC. Segundo o ministro especial de Portos, Pedro Brito do Nascimento, só esses investimentos vão ampliar em cerca de 30% a capacidade de movimentação de cargas em Rio Grande/RS. Conforme o ministro, em novembro também será lançado o edital de licitação para as obras de modernização de 1,1 mil metros do cais público no porto, que vão exigir outros R$ 120 milhões do PAC para permitir a operação de navios e guindastes de maior porte. Ao mesmo tempo, o governo estadual planeja investir R$ 130 milhões para ampliar o calado navegável no local de 31 para 40 pés.
A dragagem do canal de acesso, a cargo do consórcio formado pela Odebrecht e pela belga Jan de Nul, começou em agosto e será concluída em dez meses. A obra vai aprofundar o canal interno (entre os molhes) de 14 para 16 metros, o que representa a ampliação do calado navegável de 40 para 46 pés, e permitirá o carregamento adicional de 12 mil toneladas (cada pé de calado representa 2 mil toneladas a mais) nos navios que chegam aos terminais privados, localizados antes do cais público, conforme a superintendência do porto.
Hoje, segundo a autarquia, esses navios operam com carga média de 60 mil toneladas. "Com a dragagem, Rio Grande se credencia para ser um "hub port" (porto concentrador) de cargas para o Brasil, Argentina e Uruguai", diz o diretor da Odebrecht Serviços de Engenharia, Mauro Darzé. No cais público, a dragagem prevista pelo Estado aumentará a capacidade de carga das embarcações de 40 mil para quase 60 mil toneladas.
O trabalho no acesso ao porto é pesado. A bordo da draga "Juan Sebastian de Elcano", o diretor comercial da Jan de Nul no Brasil, o holandês Marco Roks, diz que o aprofundamento compreende trecho de 25 quilômetros entre o canal interno e o externo - além dos molhes, onde a profundidade irá a 18 metros. Capaz de armazenar 16,5 mil metros cúbicos de sedimentos extraídos do fundo do mar por dois grandes aspiradores, a embarcação faz nove viagens por dia do ponto de escavação ao local onde o material é descarregado, a 20 quilômetros da costa.
A tripulação é formada por 33 pessoas que se revezam em três turnos durante 24 horas por dia, sete dias por semana. Os 15 brasileiros ficam três semanas a bordo e três em terra, enquanto 18 belgas, holandeses e croatas cumprem períodos de seis semanas na draga e o mesmo intervalo em seus países de origem. Para suportar o isolamento prolongado, dispõem de uma boa infraestrutura, com alojamentos individuais, academia de ginástica, restaurante e até um "pub" para descontrair. Junto com a dragagem, o PAC está financiando o prolongamento dos molhes que funcionam como quebra-mar para proteção do canal de acesso. Realizada desde 2007 pelo consórcio CBPO Engenharia (subsidiária da Odebrecht), Pedrasul Construtora, Carioca Christiani-Nielsen Engenharia e Ivaí Engenharia, a obra ajudará a evitar o assoreamento do canal e deve ficar pronta em abril de 2010, diz Darzé, da Odebrecht. O braço oeste será ampliado em 700 metros, para 3,8 quilômetros, e o leste em 350 metros, para 4,55 quilômetros. (Fonte: NTC Notícias)


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TELECOM & ENERGIA


Da Redação - Brasília / DF
Cade vai sortear o relator responsável pela análise da fusão Sadia/Perdigão
O presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Sanchez Badin, informou hoje que amanhã, durante a sessão de distribuição, os processos de fusões e condutas empresariais que estavam sendo relatados pelo ex-conselheiro, Paulo Furquim, serão redistribuídos para novos relatores. Serão escolhidos, por sorteio, relatores entre os cinco conselheiros que hoje compõem o plenário do Cade. Um desses processos é a união entre as companhias Sadia e Perdigão, que resultou na criação da empresa Brasil Foods. Badin explicou que a redistribuição terá que ocorrer amanhã, porque se passaram 30 dias desde a renúncia de Furquim ao cargo. Nesse período, não houve indicação e posse de um substituto. "Se um novo conselheiro para essa vaga já tivesse assumido, os processos sob relatoria do ex-conselheiro seriam repassados automaticamente e, para isso, a lei dá prazo de 30 dias corridos", disse Badin, após o fim de uma audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara em que se debateu a recente compra da Seara pelo frigorífico Marfrig. Paulo Furquim renunciou ao cargo de conselheiro no final de agosto e permaneceu no conselho até o dia 18 de setembro. Além da fusão entre Sadia e Perdigão, estavam sob responsabilidade de Furquim a fusão do Itaú com o Unibanco e a compra da Brasil Telecom pela Oi (Telemar).

Da Redação - Brasília / DF
Aneel afirma que sem erro no cálculo, reajuste de luz seria 2 pontos menor
O reajuste tarifário da energia no país poderia ser dois pontos percentuais inferior se o erro no cálculo tivesse sido corrigido. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica -, Nelson Hubner, durante audiência pública na CPI das Tarifas de Energia Elétrica. "A redução da tarifa de algumas empresas chegaria a dois pontos percentuais no índice de reajuste tarifário se houvesse a correção. Esse percentual varia de uma empresa para outra, depende de quanto cresce o mercado. O impacto pode ser muito maior." Nesse caso, reajustes tarifários elevados como o autorizados pela própria agência em São Paulo (Eletropaulo, 8,63%, e CPFL, 20,19%, ambos correções para as tarifas residenciais em 2009) poderiam, na avaliação do diretor-geral da Aneel, ser dois pontos percentuais inferiores. Num ano de crise, o impacto seria menor sobre os queixosos consumidores. Segundo Hubner, esse corte poderia ser ainda mais relevante no caso de crescimentos maiores de demanda por energia elétrica. Ele revelou que uma falha na metodologia de reajuste tarifário aplicado pela Aneel faz com que os consumidores paguem por ano cerca de R$ 1 bilhão além do que deveriam pelo consumo de energia elétrica. O cálculo foi feito pelo TCU - Tribunal de Conta da União - e é considerado "conservador".

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MERCADO DE LUXO


Lisboa / Portugal
Crise não rima com luxo
Os responsáveis da Versace decidiram rever a sua estratégia global e que as lojas do mercado japonês já não eram “consistentes com a imagem de marca”. Ilustra a saída da Versace aquilo que economista Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia, defende como sendo o binómio entre a desregulação económica e as assimetrias sociais? Krugman sustenta que as assimetrias sociais se ampliam quando o poder político decide abster-se de regular os mercados, designadamente os mercados financeiros. Os lucros tendem a ampliar-se sem que a redistribuição seja feita entre a sociedade. E o fosso social alarga-se. A marca Versace chegou ao Japão em 1981 quando a economia internacional vivia mais uma fase de “bolha” especulativa. Os mercados financeiros explodiam em resultados que se multiplicavam em cornucópias infindáveis. O Japão não foi excepção. Segundo a firma de consultoria McKinsey, o Japão movimentava anualmente entre 15 mil a 20 mil milhões de dólares. Os grandes da moda aterraram nesses anos nas ilhas orientais. Armani, Prada, Gucci, Vuitton, Bulgari ou Cartier foram alguns daqueles que deram os nomes a edifícios no centro de Tóquio.
Como descreve o jornal “Cinco Dias”, Armani montou no distinto bairro de Ginza, um elegante edifício desenhado por Doriana Fuksas, com mais de mil metros quadros, um restaurante e um spa a lembrar as termas romanas. Chanel aproveitou o espaço enorme no popular bairro de Roppongi e instalou uma discoteca na loja, com disco-jockey a entreter os clientes. O edifício da Vuitton parece um símbolo aos anos áureos em que tudo era possível – uma estrutura quase etérea que suaviza e deturpa as linhas rectas que um edifício normal poderia ter, rompido por focos de luzes.
Mas a crise chegou. As vendas dos produtos de luxo já caíram 4,6 por cento em 2007 e mais 4,9 por cento em 2008. Em 2009, a queda foi de 20 por cento apenas na primeira metade do ano. A crise parece ter mudado hábitos e as grandes marcas deixaram de proporcionar uma ascensão social artificial. Luxo passou a estar associado a “experiências luxuosas” mais do que deter produtos de luxo, de alguma forma substituídos pela implantação no Japão de firmas e marcas de nível médio, a preços mais razoáveis. A Zara ou H&M estão a chegar aos mesmos bairros antes dominados por marcas de luxo. Será o futuro do luxo no Japão um bom indicador da determinação das autoridades internacionais em regular os mercados financeiros? (Agência Público.pt)

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