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Edição 300 | Ano II

Cartagena / Colômbia
Fórum Econômico Mundial de Cartagena começa com participação recorde
O FEM - Fórum Econômico Mundial - para a América Latina 2010 começou hoje, dia 7/4, na cidade colombiana de Cartagena das Índias com um número recorde de participantes e vontade de buscar receitas que atenuem os efeitos da crise e tragam uma coesão social maior, capaz de reduzir a pobreza. O fundador e presidente do FEM, Klaus Schwab, reconheceu que não se pode negar que o mundo está saindo de "uma crise que realmente fragmentou a confiança do povo em seu próprio futuro". "Aqui, na América Latina, se está saindo (da crise) e isso não é um problema. Isso é parte da solução, essa é a boa notícia", insistiu o anfitrião em entrevista coletiva junto ao presidente Álvaro Uribe. Schwab destacou que a tarefa em Cartagena é "ver quais são os elementos que permitem confiar no futuro da América Latina". Por isso, até quinta-feira o FEM deve debater políticas macroeconômicas, recursos naturais, desigualdade social, governabilidade e democracia.
A FEM é uma fundação sem fins lucrativos conhecida por sua assembleia anual em Davos e constituída por Governos, empresários, organizações e líderes jovens. Mesmo assim Schwab reconheceu que a reunião de Cartagena "é complexa, mas deveria ajudar a todos a entender a América Latina de uma forma sistêmica". O presidente do FEM também afirmou que a Colômbia "poderia ser a história mais desconhecida da transformação política e econômica de um país", em alusão as conquistas econômicos e sociais dos últimos anos."É uma decisão correta vir aqui porque temos um número recorde de participantes, o que demonstra o interesse especial que se dá à Colômbia", que se transformou, segundo ele, "em um país de promessas". O presidente Uribe, por sua vez, disse que "para o futuro é preciso tomar cuidado com três riscos: escassez de energia, alto endividamento e o retorno de uma nova era de inflação", em alusão aos desafios que a região enfrenta.
Ele afirmou que "indubitavelmente, a América Latina sofreu pouco com a crise comparativamente e está demonstrando uma capacidade rápida de recuperação", mas que isso não implica garantias para o futuro. Segundo o presidente colombiano, "é fundamental pensar o continente em função de democracias avançadas, modernas, o que requer cinco elementos".Esses elementos, segundo Uribe, são "a luta pela segurança, garantia de liberdades, avanço da coesão social, respeito aos Estados formados por instituições independentes e alto grau de participação cidadã como fator de transparência e confiança". O líder colombiano acredita que a região deve "assegurar um processo de taxas de investimento muito altas a longo prazo" e "isso obriga a todos os países a dar sinais de confiança, sem taxas altas de inflação, com uma política permanente de coesão social". Com relação à Colômbia, Uribe disse que durante seu Governo, que começou em 2002 e terminou no dia 7/8, a "Colômbia aplicou uma política de abertura a todos os mercados do mundo".
Bogotá sofre "um problema histórico" que é a violência, mas "na medida em que a superamos a confiança é recuperada", afirmou. Uribe se congratulou, além disso, porque o fórum de Cartagena registrou um recorde de participação com mais de 550 homens empresários e outras centenas de participantes frente às edições anteriores de São Paulo, Santiago do Chile, Cancún e Rio de Janeiro. Além disso, outros quatro presidentes latino-americanos participarão do fórum: o guatemalteco Álvaro Colom, o panamenho Ricardo Martinelli, o paraguaio Fernando Lugo e o dominicano Leonel Fernández. (Agência EFE)


Praga / República Checa
OCDE vê com otimismo evolução da economia mundial em 2010
A OCDE - Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico - vê "com otimismo" a evolução da economia mundial em 2010, mas adverte que a recuperação da Europa segue atrás de grandes potências econômicas, afirmou ontem, dia 6/4, em Praga Ángel Gurría, diretor-geral da organização. "Hoje posso dizer que o vejo com mais otimismo", indicou Gurría, que ressaltou que nesse cenário positivo há "três velocidades", em alusão a potências emergentes como China e a Índia, seguidas pelos Estados Unidos e Japão e, em terceiro lugar, pela Europa. Diante de uma taxa de crescimento do PIB - Produto Interno Bruto - da China e da Índia de 10% e de 8% respectivamente, existem países como EUA e Japão com uma recuperação econômica "melhor e mais rápida do que se esperava, sobretudo na área do emprego". O desemprego, que Gurría qualificou como "a face humana da crise", aumentou na Europa, enquanto nos EUA se reduziu. O economista mexicano citou os exemplos da França, com 10% de desemprego, e da Espanha, "onde um em cada dois jovens está desempregado". A recuperação econômica na Europa é "lenta, embora positiva, sem ser motivo para soltar fogos de alegria", assinalou. O representante da OCDE apresentou o estudo sobre a República Tcheca, país que agora celebra o 15º aniversário de sua entrada na organização. "A República Tcheca enfrentou a crise com fundamentos econômicos fortes, baixa inflação, taxa de câmbio flexível e finanças públicas sólidas", assinalou Gurría. O ministro das Finanças tcheco, Eduard Janota, assinalou que o objetivo para 2010 é impedir que o deficit fiscal ultrapasse 4,8% do PIB. Entre as debilidades da economia tcheca, Gurría destacou a excessiva dependência das exportações, uma legislação social e tributária que não incentiva suficientemente o trabalho e o envelhecimento da população. (Agência EFE)


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INDICADORES ECONOMICOS


Da redação - São Paulo / SP
IPC-S desacelera em cinco de sete capitais em março
O IPC-S - Índice de Preços ao Consumidor – Semanal - desacelerou em cinco de sete capitais pesquisadas em março na comparação com a terceira semana do mês, informou a FGV - Fundação Getulio Vargas. O dado consolidado da semana terminada no dia 31, que foi divulgado ontem, indicou inflação de 0,86% - 0,01 ponto percentual abaixo do dado da semana anterior. O maior índice continua sendo o de Porto Alegre, onde a alta foi de 1,17%, ante os 1,21% da pesquisa anterior. As outras capitais que apresentaram retração nos índices foram Rio de Janeiro (de 1,13% para 1,10%), São Paulo (de 0,81% para 0,77%), Belo Horizonte (de 0,75% para 0,71%) e Brasília (de 0,42% para 0,35%). As capitais que tiveram aumento na inflação foram Recife (0,91% para 1,15%) e Salvador (de 0,44% para 0,50%). A apuração do IPC-S com dados coletados até o dia 07 deste mês será divulgada no próximo dia 8/4. A divulgação dos dados regionais, por sua vez, será no próximo dia 9/4.

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MERCADO DE CAPITAIS

(Informações: Dow Jones, Bovespa, Reuters, EFE, AFP e Associated Press)

HOJE – Fechamento das Bolsas asiáticas

Tóquio / Japão
Bolsas da Ásia apresentam ligeira elevação
A maioria dos mercados asiáticos estendeu os ganhos nesta quarta-feira. Os bons resultados dos balanços corporativos deram fôlego para os investidores.
- A Bolsa de Hong Kong encerrou em seu mais alto nível em quase três meses, após três sessões de interrupção de negócios, com ações relacionadas a recursos naturais terem alta devido à elevação dos preços do petróleo cru. O índice Hang Seng subiu 1,8% e fechou aos 21.928,77 pontos, maior patamar desde 12 de janeiro.
- A Bolsa de Xangai, na China, apresentou ligeira queda. As ações dos setores imobiliário e bancário permaneceram fracas por conta das crescentes preocupações sobre novas medidas de aperto monetário, além de movimentos para conter a alta dos preços dos imóveis. O índice Xangai Composto caiu 0,3% e encerrou aos 3.148,22 pontos. Já o Shenzhen Composto subiu 0,3% e terminou aos 1.240,78 pontos. O yuan teve ligeira valorização sobre o dólar, após o banco central chinês fixar a taxa de paridade central dólar-yuan no mais baixo nível em dez meses. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8256 yuans, de 6,8258 yuans do fechamento de terça-feira.
- A Bolsa de Taipé, em Taiwan, apresentou leve alta, na quarta sessão seguida de ganhos, com suporte dos balanços corporativos. O índice Taiwan Weighted subiu 0,4% e encerrou aos 8.121,78 pontos, na maior pontuação em dez semanas.
- A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, fechou novamente estável, com o declínio na realização de lucros nas ações de tecnologia e montadoras e os ganhos em recursos naturais. O índice Kospi fechou em 1.726,60 pontos.
- Na Bolsa de Sidney, na Austrália, as ações fecharam no patamar mais alto dos últimos 18 meses com as notícias das atividades corporativas. O índice S&P/ASX 200 subiu 0,2% e fechou aos 4.960,9 pontos.
- Na Bolsa de Manila, nas Filipinas, o índice PSE fechou em alta de 0,5% e chegou a 3.270,37 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2008.
- A Bolsa de Cingapura fechou em alta em linhas com a maioria dos mercados asiáticos e devido a robustos volumes de negociações especialmente em ações de pequena capitalização, com analistas dizendo esperar sinais de recuperação da economia para dar suporte ao mercado nas próxima sessões. O índice Straits Times avançou 0,4% e fechou aos 2.988,10 pontos.
- O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, subiu 0,6% e fechou aos 2.898,58 pontos, liderado por compras de estrangeiros em papéis seletivos de bancos, companhias de consumo e ações relacionadas ao setor de construção. Os ganhos nos demais mercados asiáticos também ajudaram a elevar o sentimento.
- O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, ganhou 0,6% e fechou aos 812,63 pontos, com fortes negociações de papéis de pesos pesados de energia e bancos liderando os ganhos. Contínuos fluxos de capital e os ganhos na maioria dos mercados regionais impulsionaram o sentimento.
- O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, ficou quase na estabilidade, com alta de 0,1%, fechando aos 1.345,09 pontos, depois de ter ficado no território negativo a maior parte do dia.


HOJE – Abertura das Bolsas Européia

- Londres / Inglaterra - O índice geral FTSE-100 da Bolsa de Londres operava nos primeiros minutos do pregão de hoje em leve baixa de 6,64 pontos (0,11%), para 5.774,67. A atividade no setor de serviços da zona do euro expandiu-se no ritmo mais forte em mais de dois anos em março, com as empresas mostrando-se mais otimistas sobre o futuro, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira. O índice Markit, feito com cerca de 2 mil companhias, saltou para 54,1 em março, contra 51,8 em fevereiro. A leitura preliminar do mês passado havia ficado em 53,7. O dado final foi o maior desde novembro de 2007 e marca o sétimo mês seguido acima da marca de 50 que divide a contração do crescimento.O componente de expectativas aumentou para 68,7 em março, ante 66,4 em fevereiro.
- Frankfurt / Alemanha - O índice DAX 30 da Bolsa de Frankfurt operava nos primeiros minutos do pregão de hoje em alta de 0,27%, aos 6.252 pontos. O euro era negociado hoje na abertura do mercado de divisas de Frankfurt a US$ 1,3364, contra US$ 1,3383 da última sessão. O Banco Central Europeu (BCE) fixou ontem o câmbio oficial do euro em US$ 1,3396.
- Roma / Itália - O índice seletivo FTSE-MIB da Bolsa de Milão operava nos primeiros minutos do pregão de hoje em baixa de 0,14%, aos 23.312,70 pontos.
- Paris / França - O índice CAC-40 da Bolsa de Paris operava nos primeiros minutos do pregão de hoje em leve baixa de 0,09%, para 4.050,29 pontos.
- Madri / Espanha - O indicador Ibex-35 da Bolsa de Madri operava nos primeiros minutos do pregão de hoje em leve baixa de 1,30 ponto (0,03%), aos 11.156.


ONTEM – Fechamento das Bolsas: Bovespa, NY e Europa

São Paulo / SP
Bovespa fecha em queda de 0,27% mas mantém patamar dos 71 mil pontos
A Bovespa interrompeu a sequência de seis dias de ganhos consecutivos com dia de perdas moderadas. O mercado brasileiro de ações abriu em queda, chegou a ir para o campo positivo, mas nas últimas horas prevaleceu a tradicional "realização de lucros" (venda de papéis muito valorizados para embolsar os ganhos).
- O Ibovespa cedeu 0,27%, aos 71.095 pontos.
- O giro financeiro foi de R$ 6,37 bilhões.
- O dólar comercial foi vendido por R$ 1,755, queda de 0,45%, recuando para o seu menor nível em três meses.
- A taxa de risco-país marca 172 pontos, levemente acima da pontuação anterior.
Análise - "O mercado teve um dia de realização perfeitamente normal. Depois de seis dias de alta direto, a Bolsa já ficou "pesada' demais. E nós temos que lembrar que ano passado já subiu mais de 80%", comenta Bernardo Rodarte, gerente de operações da corretora Sita. Como outros profissionais de mercado, Rodarte também vê boas chances da Bolsa voltar ao nível históricos dos 73 mil pontos no curto prazo, mas ressalta que o mercado brasileiro ainda vai enfrentar muita volatilidade pela frente. "Algumas ações já subiram muito, como Vale e siderúrgicas, mas nós temos [a ação da] Petrobras, que pode subir, algumas ações de bancos, e de algumas construtoras. O problema é que lá fora o cenário ainda está muito complicado", acrescenta. Em um dia de agenda econômica bastante esvaziada, ganhou relevância ainda maior a ata do Federal Reserve (banco central dos EUA), relativa à reunião do dia 16 de março, quando a autoridade monetária americana manteve mais uma vez a taxa básica de juros desse país em 0,25% ao ano.
Análise 2 - Nos últimos meses, com a retomada incipiente da economia americana, economistas começaram a especular se a política monetária não seria alvo de ajustes ainda neste ano, como forma de precaução contra pressões inflacionárias. O documento mostrou, no entanto, que o "Fed" não está com pressa em elevar os juros de seu nível historicamente baixo. "A duração da citação de período prolongado para a política monetária pode alongar-se por mais algum tempo e pode até ser ampliada se as perspectivas econômicas piorarem ou se a tendência inflacionária parecer estar declinando ainda mais", avaliou o colegiado de diretores do Fed, no texto da ata divulgado ontem. Entre outras notícias importantes do dia, a FGV registrou índices menores de inflação nas cinco das sete capitais pesquisadas, pela leitura do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal). O dado consolidado da semana terminada no dia 31, que foi divulgado ontem, indicou inflação de 0,86% - 0,01 ponto percentual abaixo do dado da semana anterior.


Nova Iorque / EUA
Bolsa americana fecha estável apesar de ata do Fed
A Bolsa de Nova York fechou estável ontem, dia 6/4, prendendo-se aos níveis do dia anterior, apesar do apoio do Fed - Federal Reserve -, que informou que não considera elevar em um curto prazo as taxas de juros. O Dow Jones caiu 0,03% e o Nasdaq subiu 0,30%.
- Segundo dados de fechamento, o Dow Jones Industrial Avarage perdeu 3,56 pontos a 10.969,99 pontos.
- Enquanto o Nasdaq, de alto componente tecnológico, subiu 7,28 pontos, para 2.436,81.
- O índice ampliado Standard & Poor's 500 subiu 0,17% (dois pontos) para 1.189,44.
Em baixa durante grande parte da manhã, os índices de Wall Street reagiram à publicação da ata do banco central americano.
Análise 1 - O Dow Jones, que na segunda-feira tinha fechado em seu nível mais alto desde o fim de setembro de 2008, perto dos 11 mil pontos, passou para o vermelho no final da sessão. "O Comitê não deve empreender em breve uma estratégia séria de saída e, como consequência, o mercado reagiu positivamente", explicou Craig Peckham, da corretora Jefferies. Os diretores do Fed discutiram novamente uma estratégia para pôr fim às medidas excepcionais de apoio ao crédito, mas não chegaram a um acordo. A principal preocupação dos operadores é que o Fed comece em breve a anunciar a intenção de elevar o custo do dinheiro, atualmente perto de zero. "O mercado resistiu à tentação de retroceder", afirmou Andrew Fitzpatrick, da Hinsdale Associates, destacando que a praça nova-iorquina registrou "uma bonita alta recentemente". "Os problemas da dívida da Grécia pesaram sobre o mercado, mas não houve muitas notícias", completou.
Análise 2 - O euro caiu diante do dólar (voltando a descer abaixo de US$ 1,34), depois de rumores de que Atenas quer revisar o plano de resgate anunciado pela União Europeia em 25 de março para ajudar o país a pagar sua dívida pública. No mercado obrigatório, o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos ficou em 3,968% contra 3,994% na noite de segunda-feira, enquanto os títulos de 30 anos, em 4,844% contra 4,843%. O rendimento das obrigações evolui no sentido oposto aos preços.



Londres / Inglaterra
Índice europeu de ações fecha no patamar máximo em 18 meses
O principal índice europeu de ações atingiu a máxima em 18 meses no fechamento da sessão desta terça-feira, impulsionado pelas ações de empresas de commodities, que avançaram em meio à expectativa de demanda crescente e também refletindo robustos dados econômicos.
Os ganhos foram amortecidos em parte devido a preocupações em relação à capacidade da Grécia de superar sua crise fiscal.
- No final, o FTSEurofirst 300, índice das mais importantes ações europeias, subiu 0,6%, aos 1.100 pontos, o maior fechamento desde setembro de 2008. Isso significa um salto de 70% desde o recorde de baixa atingido em março do ano passado.
- Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 0,62%, a 5.780 pontos.
- Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,27%, para 6.252 pontos.
- Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 0,49%, para 4.053 pontos.
- Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,6%, para 23.346 pontos.
- Em Madri, o índice Ibex-35 avançou 0,84%, para 11.160 pontos.
- Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em alta de 0,11%, para 8.193 pontos.
Análise - As mineradoras avançaram em meio à alta dos preços do cobre, que atingiram as máximas em 20 meses, ainda refletindo dados recentes dos Estados Unidos mostrando recuperação do emprego e dos setores imobiliário e de serviços, o que elevou as projeções de demanda por metais. Em outra mão, o ouro atingiu sua cotação máxima em euros, em meio a temores quanto à saúde fiscal de países periféricos da zona do euro. Números encorajadores da economia dos EUA ajudaram o mercado, mas outros temas como a questão da Grécia estão pondo pressão nos negócios, disse Koen De Leus, economista da KBC Securities. "A situação grega ainda não está resolvida. As pessoas estão certas em pensar que isso ainda está longe do fim. Os credit default swaps subiram, o que é um sinal claro de que os investidores não estão confiantes." Bancos gregos recuaram, com o National Bank of Greece, Bank of Piraeus e Alpha Bank perdendo entre 2,3% e 5,1%.


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INDÚSTRIA


São Paulo / SP
Fabricantes de brinquedos querem criar gigante do setor
Para enfrentar a concorrência do mercado, as fabricantes de brinquedos querem se juntar e formar uma nova gigante do setor. A discussão vem sendo feita há dois anos por seis das 11 maiores empresas do país, que detêm 40% do mercado, e deve ser concluída nos próximos 90 dias, segundo o presidente da Abrinq - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos -, Synésio Batista da Costa. Ele participou nesta terça-feira da abertura da Abrin - Feira Nacional de Brinquedos.
As 11 maiores empresas do setor são a Elka, Bandeirantes, Grow, Estrela, Homeplay, Cotiplás, Lider, Xalingo, Magic Toys, Gulliver e Toyster, de acordo com a Abrinq. "Queremos ter uma multinacional brasileira de brinquedos. Com essa união, vamos ganhar em escala de produção", afirmou. Segundo ele, a nova companhia surgirá com faturamento de R$ 250 milhões e terá como parceiros minoritários americanos e chineses.
Sem dar mais detalhes sobre os envolvidos no negócio, Costa acrescentou que os proprietários das empresas que irão se juntar deverão ficar no conselho da nova companhia. O presidente da Abrinq disse ainda que o processo está sendo finalizado para ser avaliado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O presidente da Abrinq disse ainda que o parceiro americano entrará com recursos e conhecimento em design. O chinês também injetará capital e poderá fornecer a sua fábrica para a produção dos brinquedos. "A nova empresa terá 70% da produção no Brasil e 30% na China", disse, acrescentando que a previsão é de contratar 2.500 empregados.
Entre as principais dificuldades enfrentadas pelo setor, está a concorrência dos produtos chineses, que têm 45% da fatia do mercado. No ano passado, a indústria de brinquedos foi incluída na política industrial do governo, que prevê uma série de ações para reduzir custos e aumentar a competitividade do setor diante da concorrência com a importação de produtos chineses. Em 2009, o faturamento do setor foi de R$ 4,4 bilhões, alta de 13% na comparação com o período anterior. "Parte desse aumento se deve ao programa de desenvolvimento da produção e a outra parte foi de crescimento do mercado". Em 2010, Costa prevê um faturamento de R$ 5 bilhões para a indústria de brinquedos.


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AGRONEGÓCIOS


Da redação – Brasília / DF
Sistemas de produção garantem competitividade e sustentabilidade
No próximo dia 15/4, produtores rurais poderão participar na Embrapa Cerrados (Planaltina/DF), de um Dia de Campo sobre o aprimoramento do sistema produtivo do café. O evento é gratuito e aberto a todos os interessados no assunto. De acordo com o pesquisador Antônio Fernando Guerra, a cafeicultura do Cerrado tem vantagens sobre as demais do país porque nessa região o clima é muito bem definido e o período de colheita inicia-se exatamente quando termina a chuva. “Assim, é possível todos os anos produzir café de boa qualidade. Acredito que o futuro da cafeicultura nacional esteja na região do Cerrado. Por conta do clima propício, da topografia adequada para a mecanização e das tecnologias disponíveis temos todas as condições de sermos competitivos na produção de cafés de qualidade”, avalia.
Guerra defende que se os produtores rurais substituíssem por café parte das áreas irrigadas no Cerrado cultivadas com lavouras anuais (trigo, feijão, milho) seriam poupados em torno de 70 dias de irrigação no período seco do ano. Isso seria ambientalmente benéfico, pois permitiria economizar água e energia, justamente na época em que a água é mais escassa na região do Cerrado. Segundo ele, no entorno de Brasília, muitos produtores que tradicionalmente plantam grãos já estão interessados em mudar de atividade. “A cultura de grãos irrigada, no preço que está o insumo, e no preço de venda do produto, está quase inviável. No entorno do DF vários produtores já estão fazendo essa troca”, informa.
Manejo adequado - Para que a cafeicultura no Cerrado seja viabilizada, a irrigação possui papel fundamental, já que se trata de uma região cuja distribuição de chuvas é irregular. Mesmo assim, cerca de 95% dos produtores que usam a irrigação não utilizam nenhum critério técnico de manejo da água. Para auxiliar os produtores nessa tarefa, a Embrapa Cerrados disponibiliza um programa gratuito, simples e eficiente que busca orientá-los nesse sentido. A intenção é tornar essas informações cada vez mais acessíveis. A partir de dados referentes à idade do cafeeiro, ao tipo de solo e às condições climáticas regionais, é possível determinar a lâmina líquida de água a ser aplicada em cada irrigação. Essa ferramenta denominada Programa de Monitoramento de Irrigação está disponível na página eletrônica da Embrapa Cerrados (www.cpac.embrapa.br). Segundo Guerra, é possível economizar 30% da água e da energia usadas na irrigação durante todo o ano se o produtor souber com clareza quanto aplicar de água e quando parar. “Se juntarmos a essa tecnologia a questão de adequação de fertilidade do solo e conhecimento sobre como manter uma estrutura adequada das plantas, com tudo isso, é possível se chegar a um pacote tecnológico que já está disponível para se ter competitividade e sustentabilidade nessa área”, afirma o pesquisador.
Dia de Campo - A programação do Dia de Campo sobre o sistema produtivo do café será focada nas contribuições da Embrapa para o aprimoramento dos sistemas de produção do café visando competitividade e sustentabilidade. São esperados mais de 100 participantes. Eles serão divididos em grupos e convidados a visitarem a área experimental de café da Unidade para verificarem os resultados obtidos com a implementação das tecnologias já geradas e, também, o direcionamento do programa de pesquisa de café da Embrapa Cerrados. O evento está sendo organizado pela Embrapa Cerrados, Embrapa Café e pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café. (Fonte: Embrapa Cerrados)


Da redação – São Paulo / SP
Forte reação da indústria curtidora cria novas perspectivas para as exportações em 2010
“Os curtumes brasileiros estão conseguindo uma extraordinária recuperação em suas exportações, a despeito da baixa cotação do real perante o dólar”. A avaliação é do presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), Wolfgang Goerlich, que acaba de assumir a presidência do International Council of Tanners (ICT, sigla em inglês para Conselho Mundial da Indústria Curtidora), em Hong Kong. De acordo com Goerlich, a maior parte das indústrias retomou os níveis de produção anteriores à crise. “Isso é constatado pelos números relativos às exportações de março, que chegou a US$ 159 milhões, um desempenho mensal não visto desde 2008”, destaca o executivo. Esse resultado, diz ele, superou as melhores expectativas e foi 22,31% maior do que o registrado no mês anterior.
A recuperação da indústria brasileira é explicada pelos cortes radicais nos custos de produção durante a crise; pelas reestruturações ocorridas no setor e pelo forte investimento em marketing do couro brasileiro. “Esses esforços resultaram num aumento significativo de produtividade, criando condições para capitalizar ao máximo as oportunidades oferecidas pela superação da crise econômica mundial”, diz Goerlich. Como o nível dos preços de venda no mercado mundial subiu acentuadamente para um patamar até superior à época antes da crise, é bem possível que o volume total das exportações de couro do Brasil já em 2010, numa recuperação espetacular, chegue a um valor próximo a US$ 1,8 bilhão, superando em nada menos do que 60% o ano de 2009.
E as perspectivas para a indústria brasileira são das mais positivas, a julgar pela maciça presença dos curtidores brasileiros na Asia Pacific Leather Fair (APLF). “Todos saíram bastante otimistas, especialmente em relação aos mercados asiáticos, e com a firme disposição de retornar sem falta para a edição 2011 deste evento, ainda o mais importante do mundo do couro”, comenta. Também ficou evidente o interesse dos expositores brasileiros em participar da ALL China Leather Fair em Xangai, principalmente porque este evento está se especializando também no mercado de produtos acabados, além das matérias primas que sempre foi seu forte. “Esse quadro de otimismo será reforçado na próxima semana, quando será realizada a 34ª Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes, em Novo Hamburgo, RS. A Fimec 2010 é considerada a segunda maior feira do mundo para o complexo coureiro-calçadista, ficando atrás somente da APFL (Asia Pacific Leather Fair), em Hong Kong, gerando novas oportunidades e negócios”, complementa Goerlich. (Fonte: Comunicação CICB)


Da redação – São Paulo / SP
Fertirrigação na bananeira reduz gastos com fertilizantes em 20%
A fertirrigação é uma técnica simples que traz benefícios econômicos para produtores de banana irrigada. Os custos com fertilizantes podem ser reduzidos em mais de 20%, porque os adubos são misturados à água de irrigação e chegam diretamente às plantas. A tecnologia pode ser bem simples e utilizada pelo pequeno produtor, mas também pode ser bem complexa e cara, dependendo da disponibilidade do bananicultor. No momento em que o produtor está fazendo a irrigação, ele está automaticamente adubando a cultura. O maior benefício para a cultura da bananeira é você poder aplicar a quantidade de nutrientes que você deseja no momento em que você deseja. Você pode suprir exatamente as necessidades nutricionais da bananeira por meio do fertilizante. Na adubação direta no solo, são poucas aplicações durante o ano e com a fertirrigação você pode parcelar esta irrigação. Ou seja, aumenta a eficiência dos adubos, há menos perdas e as plantas aproveitam mais este adubo aplicado — explica Luiz Antônio Teixeira, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Existem várias técnicas para fazer esta mistura do fertilizante na água, que basicamente consiste em uma solução que é dissipada pelo fluxo de água nas plantas enquanto ela está sendo irrigada. O pesquisador diz que as técnicas podem ser simples e de acesso ao pequeno produtor, mas também podem ser bem complexas e bastante caras, dependendo da disponibilidade do bananicultor. Ele explica também que não há grandes impactos de produtividade se o produtor já estiver fazendo uma adubação correta, produzindo em torno de 50 quilos de fruta por hectare. Mas dá um exemplo da grande economia gerada.Se na adubação aplicada no solo o produtor utiliza 400 quilos de potássio para produzir estas 50 toneladas por hectare, com a fertirrigação ele só vai precisar usar de 300 a 350 quilos de potássio. Ou seja, o produtor gasta menos adubo para produzir a mesma quantidade de frutos — resume. (Fonte: Instituto Agronômico de Campinas)


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SETOR AUTOMOTIVO


Detroit / EUA
Ford quer aumentar linha no Brasil e destaca globalização de operações
Focada na globalização cada vez maior de suas operações, a Ford quer destacar a importância do Brasil para a montadora. Dentro dessa estratégia, a Ford pretende aumentar a linha de produtos disponíveis no país, tanto em produção - inclusive para exportação - quanto em importações, afirmou ontem, dia 6/4, o presidente mundial e CEO da companhia, Alan Mulally. Em visita ao país, o executivo evitou entrar em detalhes sobre modelos ou prazos, mas ressaltou que o Brasil é peça-chave no desenvolvimento de uma "família completa" de veículos. "O Brasil será um dos nossos líderes para desenvolver produtos", disse. Mulally se reúne na quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve anunciar alguns dos planos da montadora. "No futuro, o foco principal é fazer produtos para o mercado brasileiro", disse. "Claramente a razão pela qual eu estou aqui é entender melhor o mercado e fazer um plano ainda melhor para trazer mais produtos ao Brasil." "O Brasil e a América do Sul são cada vez mais importantes para a Ford mundial", afirmou Marcos de Oliveira, presidente da montadora no Brasil e no Mercosul. Ele citou o crescimento de participação da Ford no mercado brasileiro em 2009, de 10% para 10,3%, número que aumentou para 11,2% no primeiro trimestre deste ano e afirmou que a companhia tem como meta continuar expandindo suas vendas, mas sem descuidar da lucratividade. No final do ano passado, a Ford anunciou investimentos de R$ 4 bilhões no Brasil para aumentar a produção. A maior parte dos recursos, R$ 2,8 bilhões, seria direcionada a duas fábricas, no Ceará e na Bahia. A expectativa é que esses investimentos criem 1 mil empregos e aumentem a produção das fábricas no Nordeste do Brasil dos atuais 250 mil para 300 mil veículos.
Globalização - Mulally anunciou ainda que como parte da estratégia de globalização, a montadora vai uniformizar os produtos fabricados ao redor do mundo. A ideia é que a nova linha do Focus tenha 80% de peças iguais em todo o mundo. Os 20% restantes serviriam para customizar o veículo de acordo com o mercado em que seria comercializado. Para o novo Fiesta, o percentual seria de 65%. (Agência EFE)


Londres / Inglaterra
Carros elétricos despertam interesse
Os carros elétricos vêm apresentando forte desempenho, com incentivos e novos modelos que fazem deles opções realistas, mas a atenção que estão despertando pode destacar suas falhas na comparação com os modelos acionados a gasolina ou diante de alternativas como os biocombustíveis. A atenção que eles vêm recebendo incomoda algumas pessoas no setor de biocombustíveis, cuja popularidade em ascensão foi bloqueada subitamente pelo excesso de produção em 2007, subsequentes concordatas e perda de popularidade, devido ao estabelecimento de uma associação - contestada pelo setor - entre os biocombustíveis e a fome em ascensão. A gasolina pode continuar superando as duas alternativas por décadas como a menos pior das opções, caso haja adoção mais ampla de carros convencionais mais eficientes, que ajudem a reduzir as emissões de carbono e a dependência de petróleo. A incerteza é notável no mercado mundial de automóveis e combustíveis, que movimenta entre US$ 5 trilhões e US$ 6 trilhões ao ano, e o único dado sobre o qual todos parecem concordar é que o número de automóveis deve continuar em ascensão, atingindo os 2 bilhões em 2050. O ímpeto no momento favorece a eletricidade, depois da alta do preço do petróleo em 2008, generosos incentivos governamentais e uma crise paralisante no setor automobilístico mais amplo. Na semana passada, os Estados Unidos adotaram padrões de economia de combustível semelhantes aos vigentes na Europa.
Salão do Automóvel - Os carros ecológicos ocuparam posições de destaque este ano nos salões do automóvel de Nova York, Genebra e Detroit, incluindo modelos acionados apenas por baterias, híbridos que combinam gasolina e eletricidade e carros convencionais pequenos e que economizam mais combustível. Os veículos elétricos acionados por baterias, no entanto, são onerosos. A Mitsubishi Motors e a Nissan Motor anunciaram na semana passada os preços de seus carros a bateria, o i-MiEV e o Leaf, que já estão em produção ou perto disso. Os valores eram de 3,98 milhões de ienes (US$ 42,52 mil) e 3,76 milhões de ienes, respectivamente, desconsiderados os subsídios governamentais, diversas vezes mais caros que os carros convencionais equivalentes. Entre as alternativas, estão os biocombustíveis. O grande grupo petroleiro Royal Dutch Shell apostou forte no etanol, fechando em fevereiro acordo com a brasileira Cosan para uma joint venture de etanol de US$ 21 bilhões. O etanol produzido com cana-de-açúcar brasileira consegue enfrentar o petróleo a preços de US$ 40 ou US$ 50 por barril, ante um preço atual de US$ 80 da primeira. Isso criou no Brasil um mercado no qual boa parte dos carros novos são flex, acionados por qualquer mistura entre etanol e gasolina, sem custo adicional. (Agência Reuters)


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VAREJO & SERVIÇO


São Paulo / SP
Varejo busca novas áreas para crescer
Para explorar novas áreas, abocanhar consumidores em mercados menos tradicionais e atingir novas classes sociais, as redes de varejo têm ampliado em até 20% o número de consultores de campo, os investimentos em geomarketing e as ferramentas de busca de novos locais. A tendência vem em função da forte demanda de consumo no País. A Subway é uma das que ampliaram sua equipe de consultores e miram em cidades menores, com no mínimo 80 mil habitantes, a fim de chegar, por exemplo, à classe C. A meta da marca, a segunda maior de fast-food do mundo, hoje com mais de 370 unidades no Brasil, é chegar a 500 lojas este ano. Segundo Roberta Damasceno, gerente de Operações da rede, a Subway tem um plano agressivo de chegar a ser maior rede de fast-food do País até 2014. Para encontrar espaços, a empresa divide o Brasil em algumas regiões, cada uma das quais conta com um supervisor ou agente de desenvolvimento. Esses agentes estão contratando cada vez mais consultores de campo, pessoas locais que ajudam na procura e no suporte ao franqueado. Hoje, existem dez agentes no País, que são peças-chaves para o crescimento da rede e muitos são franqueados da marca.
A gerente afirma que em média o número de consultores aumentou 20%, o que auxilia a rede a chegar a cidades mais longínquas, além de, com a expansão, estar alterando os critérios de abertura. Agora, a Subway abre unidades em cidades com pelo menos 80 mil habitantes, mas isso pode ser mudado, dependendo do índice de desenvolvimento e renda do município. A rede possui, por exemplo, uma loja em Sarangi/RS, cidade que conta com apenas 20 mil habitantes. Outra grande aposta é passar a atingir o público C e D, não só mais as classes A e B, o que habilita novos locais a receber lojas. A marca está fazendo um teste no Rio de Janeiro, onde vende sanduíches de 30 centímetros (seu maior tamanho) por um preço mais barato: R$ 9,90. Esta estratégia amplia as vendas em 20% e tem atraído novos consumidores. A intenção é passar a fazer isso também em outros locais. A rede está em 17 capitais e muitas começam a ficar saturadas, como é o caso de Curitiba (PR), com 27 lojas; já capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, por seu tamanho, ainda podem receber mais lojas, além de terem abertura de mais shopping centers. Outra possibilidade é explorar espaços em supermercados, postos de gasolina e estações de metrô, entre outros.
A rede de cafeterias Fran's Café faz estudos para expandir a locais onde não estava antes, crescendo agora também para o nordeste e cidades do interior do País. Segundo Henrique Ribeiro, sócio diretor da rede, tanto a franqueadora como os futuros franqueados costumam utilizar dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de pesquisas disponíveis no mercado sobre renda per capita das regiões e municípios. O cuidado é tanto que o próprio executivo aprova pessoalmente cada novo ponto-de-venda. Hoje, a rede tem cerca de 130 unidades e mais dez negociadas, em Teresina/PI e Recife/PE, devendo abrir ao todo 20 lojas este ano. Em cinco anos, Ribeiro acredita que a rede irá dobrar de tamanho. (Agência Estado)


Da redação – São Paulo / SP
GlobalBev dobra faturamento em 2009
A GlobalBev, proprietária de marcas como o isotônico Marathon e o energético Flying Horse, fechou 2009 com um volume de vendas de R$ 108 milhões, mais que o dobro dos R$ 49 milhões do exercício anterior. Para 2010, a expectativa é faturar R$ 180 milhões. A companhia está trabalhando no desenvolvimento de novos produtos, além do aumento da presença nos pontos de vendas, com uma equipe especializada. Além disso, a empresa está avaliando a aquisição de empresas que tenham sinergias com a GlobalBev para ampliar o escopo de atuação.


Da redação – Rio de Janeiro / RJ
Café Donuts chega a 60 unidades no país
A rede de cafeterias Café Donuts atingiu a marca de 60 lojas franqueadas negociadas. Com três anos de vida, a empresa tem como carro chefe os donuts, tradicionais doces americanos, mas posicionou-se no país no segmento de cafeterias. Atualmente, das 60 lojas, 50 estão em operação e dez estão em processo de abertura. A 60¤ unidade vendida foi a do Shopping Paseo Itaigara, em Salvador /BA. Hoje, a franquia está presente em 12 Estados brasileiros.



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MERCADO DE TECNOLOGIA


Nova Iorque / EUA
Cisco aperfeiçoa servidores para concorrer com HP e IBM
A fabricante de equipamentos para redes Cisco Systems anunciou nesta terça-feira que está aperfeiçoando seus servidores, para reforçar a competição com empresas mais estabelecidas nesse segmento, como HP e IBM. A Cisco entrou no mercado de servidores no ano passado com seu "Unified Computing System" (UCS), que a colocou em concorrência direta com Hewlett-Packard e International Business Machines, seus parceiros de vendas por muito tempo. A Cisco anunciou recentemente que era improvável que renovasse sua parceria de distribuição com a HP. A empresa informou que a mais recente versão de seus servidores, usando processadores Intel e chips de rede da própria Cisco, os tornaria mais eficientes no uso de energia, com redução de consumo da ordem de 30 a 50 por cento ante os sistemas de primeira geração. David Lawler, vice-presidente de marketing de produtos no grupo de servidores e tecnologia de virtualização da Cisco, disse que a empresa tem mais de 400 clientes para o UCS e que a nova versão a ajudaria a conquistar novos contratos. "Começamos a vender apenas nove meses atrás, e conseguimos grande ímpeto no mercado. A segunda geração vai acelerar o processo," disse. Com o aumento no tráfego de Internet e as necessidades tecnológicas complexas, as empresas vêm procurando maneiras mais simples e de mais baixo consumo de energia para gerir suas centrais de processamento de dados -tendência que Cisco, HP e IBM vêm tentando aproveitar com sistemas avançados que incluem tecnologias de armazenagem e virtualização. "Com a economia...os clientes estão muito mais abertos a considerar tecnologias que sejam mais inovadoras e permitam que reduzam seus custos," disse Lawler. "Quando as coisas são difíceis, você procura um modo de realizar suas funções com menos." (Agência Reuters)


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MERCADO WEB


São Paulo / SP
Banda larga conecta 24% dos lares brasileiros
As lan houses perderam o posto de principal ponto de acesso à internet no Brasil em 2009. As conexões domésticas corresponderam a 48% dos acessos nacionais no ano passado, contra 45% das feitas em lan houses, segundo a quinta edição da pesquisa TIC Domicílios 2009, divulgada nesta terça-feira (6/4). Chamadas de Centro público de acesso pago pelo responsável pela pesquisa, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), as lan houses liderança entre os pontos mais populares de acesso à internet no Brasil em 2007 e 2008.
Centros públicos de acesso gratuito, chamados popularmente de telecentros, foram responsáveis por 4% dos acessos em 2009. Conexões pelo telefone celular contabilizam os 3% restantes. A troca de posições tem relação com o aumento tanto na compra de computadores como na contratação de conexões de banda larga em 2009, segundo o NIC.br - ambas as categorias experimentaram as maiores taxas de crescimento desde 2005.
Segundo a pesquisa, 32% dos domicílios brasileiros possuem computadores, contra 25% em 2008. As conexões de banda larga estão presentes em 24% dos lares, contra os 18% registrados no ano passado. Se considerarmos os apenas centros urbanos, as participações de PC e internet nos lares brasileiros sobem para 36% e 27%, respectivamente. O NIC.br estendeu sua pesquisa para moradores de áreas rurais apenas em 2008.
Os crescimentos na venda de PCs e conexões de banda larga refletem as condições econômicas favoráveis do Brasil durante 2009, e não alguma nova iniciativa de inclusão voltada especificamente ao setor, afirma o coordenador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), Alexandre Barbosa.
Os principais beneficiados pela conjuntura do país no ano passado, mostra a pesquisa, foram os que têm renda mensal de até três salários: em 2009, a banda larga atingiu 4% dos que ganham até um salário mínimo (contra 1% em 2008), 12% com renda entre um e dois salários mínimos (contra 5% em 2008) e 30% com renda entre dois e três salários mínimos (contra 17% em 2008).
A pesquisa aponta para um cenário que deverá se aprofundar nos próximos anos em que a lan house perde espaço como simples ponto de acesso para as conexões domésticas, mais acessíveis às classes menos abastadas, e se transformam em centros de serviço para a comunidade. "Conforme você tem PC em casa, não vai mais à lan house", afirma Barbosa.
Além da manutenção da estabilidade financeira, programas que oferecem conexões de banda larga a preços populares (já disponíveis em São Paulo, por exemplo) e a discussão sobre o Plano Nacional de Banda Larga do Governo Federal apontam para uma popularização ainda maior da banda larga entre as classes mais pobres. A TIC Domicílios 2009 foi realizada com 21.498 entrevistados entre 21 de setembro e 27 de outubro do ano passado nas cinco regiões brasileiras. O estudo pode ser acessado na íntegra no site do NIC.br. (Agência IDG Now!)


Nova Iorque / EUA
AOL anuncia que irá vender ou fechar rede social Bebo em 2010
A AOL planeja buscar um comprador para sua rede social Bebo, pela qual pagou 850 milhões de dólares em 2008, ou fechará o site. O nível de concorrência no mercado de redes sociais dificulta a briga da companhia por um espaço contra rivais maiores como Facebook e o site da News Corp, MySpace, afirmou a AOL. A empresa planeja decidir o futuro da Bebo até o fim de maio, segundo informou seus funcionários ontem a tarde, dia 6/4. "O Bebo, infelizmente, é um negócio que vem decaindo e, como resultado disso, precisa de um investimento significativo para competir no concorrido mercado de redes sociais", disse a empresa em comunicado interno. A AOL, que se separou do grupo Time Warner em dezembro, afirmou que não se encontra em uma posição para "continuar financiando e sustentando o Bebo em busca de uma reviravolta no setor de redes sociais". A empresa disse ainda que está comprometida em encontrar possíveis compradores interessados no Bebo. A rede social tem cerca de 40 funcionários, a maioria nos EUA. A Bebo, fundado em San Francisco, é uma das redes sociais mais populares da Grã-Bretanha, mas nunca fez muito sucesso nos EUA. A AOL comprou a empresa por 850 milhões de dólares em março de 2008, época em que ainda fazia parte do conglomerado Time Warner, em busca de seu pedaço do bolo do crescente mercado de redes sociais. (Agência Reuters)


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TELECOM & ENERGIA

Brasília / DF
Eletrobras quer captar US$ 2 bilhões no exterior em 2010
A captação de US$ 2 bilhões que a Eletrobras pretende fazer neste ano deverá ser feita no mercado externo, afirmou ontem, dia 6/4, o vice-presidente financeiro da estatal, Armando Casado. A estatal prefere captar recursos no exterior porque existe o objetivo de se fazer um "hedge natural" (proteção financeira) com os recebíveis da usina binacional de Itaipu, afirmou Casado em reunião com analistas. "Dos US$ 2 bilhões, US$ 500 milhões já estão em fase de contratação junto ao Bird - Banco Mundial -, e serão investidos nas distribuidoras para o programa de melhorias técnicas e operacionais", disse Casado a jornalistas após o encontro com analistas. Já os US$ 1,5 bilhão restantes ainda não estão definidos, mas existe a possibilidade de que a captação seja por meio da CAF - Corporação Andina de Fomento - e instituições financeiras, afirmou.
Os planos de investimento da Eletrobras envolvem R$ 30 bilhões até 2012 e a empresa pretende captar, todos os anos, US$ 2 bilhões. "Mas isso é um valor médio, porque isso depende do sucesso dos leilões", disse Casado. A decisão de, por enquanto, não acessar o mercado interno para captações vem do fato de que, segundo a Eletrobras, o valor das ações está baixo, se comparado ao valor patrimonial da companhia, de controle estatal. A preferencial da Eletrobras encerrou a terça-feira, dia 6/4, a R$ 31,80, em queda de 0,31%, e a ordinária a R$ 25,97, em baixa de 0,7%. Já o Ibovespa recuou 0,3%. "O momento adequado será avaliado segundo a oportunidade de captação. Hoje a ação de mercado está muito diferente do valor patrimonial, então a expectativa é melhorar a governança da companhia, aproximar esse valor de mercado e criar as oportunidades para que a operação seja um sucesso", afirmou.
Demissões voluntárias - O diretor financeiro da Eletrobras afirmou ainda que a empresa está adotando programas de demissão voluntária como forma de se melhorar a eficiência operacional. Tanto a Eletrobras Holding quanto a Eletrosul já realizaram seus programas, embora o número exato de quantos funcionários saíram dos quadros não tenha sido divulgado. A Chesf - Companhia Hidrelétrica do São Francisco - atualmente está implementado PDV - Programa de Demissão Voluntária -, enquanto Eletrosul e Furnas estão aguardando autorização do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais, vinculado ao Ministério do Planejamento, para fazerem o mesmo. Sobre o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, que acontecerá em 20 de abril em Brasília, o diretor financeiro apenas confirmou a participação da estatal e disse que a participação será "minoritária relevante", com até 49% de participação no consórcio. "Ainda não temos parceiros escolhidos", afirmou Casado, garantindo ainda que não se sabe quantos consórcios deverão participar do leilão. Os investimentos na construção da usina, localizada no Rio Xingu/PA, são calculados em R$ 19 bilhões e o preço-teto por megawatt-hora é de R$ 83. Vence quem se dispuser a cobrar o menor valor por MWh. (Agência Reuters)


Nova Iorque / EUA
Microsoft planeja o lançamento dos celulares Pink na próxima segunda-feira
Na próxima segunda-feira, 12/4, a Microsoft pretende lançar a linha de telefones celulares concorrentes do iPhone e do Nexus One batizada de Pink. O Projeto Pink é cotado para ser uma linha de celulares com integrações para redes sociais, e voltado ao público jovem principais usuários de tais redes. Segundo o site Mashable , o aparelho é parte da iniciativa da empresa de fabricar seu próprio hardware, e não apenas desenvolver o sistema operacional e contar com parceiros que desenvolvam os celulares. O lançamento dos celulares Pink foi ainda destaque do site do Wall Street Journal , que afirma que os aparelhos estarão disponíveis para o mercado estadunidense ainda no fim de abril. A empreitada da Microsoft no desenvolvimento do Pink é um indicativo de que a gigante da informática está disposta a entrar de vez no mercado da telefonia celular, já explorado por seus concorrentes leia-se Apple. (Agência EFE)


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MERCADO DE LUXO


Jacarta / Indonésia
Grupo de luxo francês Hermès é acusado de usar peles de animais exóticos
Uma organização de defesa dos animais lançou um apelo nesta ontem, dia 6/4, em Jacarta, para que a empresa de artigos de luxo francesa Hermès pare de utilizar peles de animais exóticos, como serpentes de lagartos, que algumas vezes denunciou - são esquartejados vivos na Indonésia. A fundação americana Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), conhecida pela luta contra o uso de casacos de pele, apresentou à imprensa um vídeo que, afirma, foi feito em 2009 em uma área de produção de couro destinado à Hermès. O vídeo mostra lagartos degolados morrendo lentamente, bem como serpentes e jovens crocodilos, cujo couro é arrancado quando ainda estão vivos. "Fazemos um apelo à Hermès para que se comporte como um verdadeiro líder da indústria de luxo e garanta o bem-estar dos animais", disse Ashley Fruno, responsável na Ásia da Peta. A Indonésia é um dos principais países fornecedores de peles usadas na fabricação de bolsas e acessórios, acrescentou a organização. "As leis de produção dos animais são frágeis e difíceis de fazer respeitar", destacou Ashley Fruno. Portanto, "é fácil caçar os animais exóticos nas regiões rurais" do imenso arquipélago. "A única maneira de lutar contra esse tráfico é suprimir a demanda", avaliou. Segundo a Peta, várias grandes marcas como Nike e H&M, já aceitaram deixar de fabricar produtos que usem peles de animais exóticos. (Agence France Presse / AFP)


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