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Mostrando postagens de 2014

Edição 983 | Ano V

Revisão do PIB 2013 afunda projeção de 2014

Os dados revistos do PIB de 2013 fez que o acumulado do ano passasse de 2,3% para 2,5%. Esta base de comparação mais elevada, somado a um início de ano muito fraco, onde destaco o déficit comercial e a baixa Formação Bruta de Capital Fixo, forçam uma revisão forte em nossa projeção de PIB para 2014 que sai de 1,9% para 1,5%.

O crescimento médio trimestral nos próximos 3 trimestres poderá ser – ligeiramente - inferior ao biênio 2012-2013 que foi de 0,5%. Acreditamos que o início deste ano foi particularmente perverso para as expectativas empresariais, onde ameaças de apagão, corte de água e inflação fora do controle por conta de choques alimentícios, determinou uma trajetória cadente do investimento. Estas condições devem se reverter ao longo do ano e no campo inflacionário isto em parte está acontecendo. Devemos lembrar que o setor externo tende a ser mais benigno com o país nos próximos meses assumindo ai que o nível de atividade global melho…

Edição 982 | Ano V

Análise do desempenho macro-econômico

Por Kátya Desessards
O último mês trouxe poucas novidades sobre o desempenho e, conseqüentemente, sobre as perspectivas da economia brasileira para o curto prazo. Com isso, o cenário básico continua apresentando perspectivas mornas. Resumidamente, indicam para o ano um PIB de 1,8% e uma inflação um pouco acima do teto da meta.
Mas houve mudanças marginais. A mais importante, que tem a ver com o passado do que com o presente (e futuro), foi a divulgação dos resultados da nova Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do IBGE (PIM-PF), que agora incorpora novos produtos, novas ponderações e novos locais de coleta. A nova PIM reviu para cima o crescimento industrial em 2013: a taxa de crescimento da Indústria de Transformação simplesmente dobrou (de 1,5% para 3,0%) e a da Extrativa, embora continuasse negativa, ficou ligeiramente melhor: – 3,6%, ante – 4,1%.
O desempenho de todas as categorias de uso melhorou na versão revista, exceto a de bens de c…

Edição 981 | Ano V

O que de fato está ocorrendo no mercado brasileiro?O problema atual do Brasil não é econômico, mas sim político. A presidente mostrou muito pouca habilidade para mediar tensões naturais decorrentes de um processo econômico de fundo que tem amplos desdobramentos sociais. A queda na taxa de juros nos últimos anos não foi um fenômeno trivial e detonou uma série de convulsões ao se aproximar dos atuais patamares.

Este fenômeno é tão sério e extremo que chegamos a romper o piso institucionalizado da Caderneta de Poupança, de 0,5% ao mês, piso este que existe desde o Segundo Reinado quando Dom Pedro II criou a Caixa Econômica da Corte. O gráfico abaixo mostra o tamanho da queda recente dos juros reais brasileiros vis-à-vis os pares emergentes. 




A queda da taxa de juros é um fenômeno desejado e consequência direta do amadurecimento do Sistema de Metas de Inflação bem como do Real. Este processo, apesar da alta recente da SELIC, tende a ser permanente e a disparidade existente em 2005 da taxa b…

Edição 980 | Ano V

OPINIÃO

O planejamento logístico ainda 
é preterido no Brasil

Kátya Desessards

No ano de 2000 tive o primeiro contato com o conceito sobre logística. Naquela época iniciava-se no Brasil um movimento para disseminar a idéia da importância das empresas pensarem sua gestão como um sistema logístico interligando-se do fornecedor ao cliente final. Foi um ‘amor’ a primeira vista, entendi que a logística, ou o conceito do sistema logístico, poderia ser aplicado em qualquer desenho de processos internos e na estruturação do relacionamento externo das empresas.

Havia em 2000 muita dúvida sobre o que era logística exatamente e qual sua real aplicação prática dentro das empresas. Muita confusão existia seu conceito. Participei do início dessa história, primeiro como repórter da Gazeta Mercantil cobrindo esta área e depois como a primeira jornalista a fazer um pós-graduação em logística empresarial, o que depois evolui para um mestrado fora do País. Vivenciei muito pseudo-especialistas falando muita b…