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Edição 469 | Ano III



São Paulo / SP
Inflação é risco crescente para avanço de países emergentes
Double dip, que é uma expressão da moda entre economistas em meados de 2010, está caindo no esquecimento. Não se fala mais no risco de que a economia norte-americana sofra um "duplo mergulho", ou seja, amargue nova recessão em 2011. No horizonte, há desde riscos antigos, como mais rodadas da crise fiscal na Europa, a novos, como repique inflacionário nos emergentes. As maiores preocupações com o aumento dos preços vêm de países asiáticos. Na China, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 5,1% em novembro, maior nível desde julho de 2008. Índia, Paquistão e Vietnã registram índices de inflação ao consumidor em 12 meses em torno de dois dígitos. Embora na América Latina, África e Europa do Leste os números de inflação ainda estejam, na média, mais comportados do que nos asiáticos, os riscos associados a fortes aumentos de preço são elencados como uma importante ameaça ao vigoroso ritmo de crescimento nos emergentes. Segundo levantamento da Folha, entre 27 países que perseguem determinado nível de preços, 8 estão perto ou acima do teto das metas. Na zona do euro, o índice em 12 meses bateu em 2,2% em dezembro. O mercado esperava número inferior a 2%. Há casos como o do Brasil, onde a inflação ainda não bateu no teto da meta, mas está bem acima do centro. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulava alta de 5,6% nos 12 meses encerrados em novembro. Acima do centro da meta de 4,5%, mas ainda abaixo do teto de 6,5%. (Agência Folha)

São Paulo / SP
Cyrela fecha acordo operacional com controladora do Grupo Abril
A incorporadora Cyrela Brazil Realty e a Ativic, controladora do Grupo Abril, anunciaram nesta quarta-feira a assinatura de um acordo operacional para a realização de empreendimentos imobiliários em conjunto em território nacional. Sem fornecer detalhes sobre a operação, o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) diz que enquanto o acordo estiver em vigor a Ativic deverá conduzir sua atuação no mercado imobiliário brasileiro através da parceria com a Cyrela ou suas afiliadas. (Agência Estado)

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INDICADORES ECONÔMICOS


Da redação – São Paulo / SP
ANÁLISE - Um blefe no câmbio
O pronunciamento ontem do ministro da Fazenda Guido Mantega foi, por falta de palavra melhor,
decepcionante. Depois de ter dado um “aviso em dois” no mercado ao comunicar que falaria às 15:30 sobre o câmbio no país, o que foi seguido por um aviso em dois – dessa vez para valer por parte do BC (a segunda intervenção no mesmo dia) – o ministro simplesmente não disse nada. Na verdade disse sim: fez uma ameaça velada ao mercado dizendo que irá intervir caso o dólar caia mais ainda. Ele tentou, e conseguiu por um tempo determinado, segurar o Dólar. Esta atitude do ministro só trouxe insegurança ao mercado de câmbio e instaura certa insegurança jurisdicional ao mercado de dólar no país, afinal ele pode alterar à qualquer tempo as regras do jogo para evitar o óbvio, a valorização do Real frente ao Dólar.
Não queremos dizer com isso que o governo deve ficar de mãos atadas frente a situação do câmbio. É da alçada do governo federal agir sempre que acreditar conveniente nas principais variáveis macroeconômicas. No entanto, um coisa é agir, outra bem diferente é vir à público para simplesmente dizer que vai agir num futuro próximo. É legítimo que o empresariado brasileiro pressione o governo no tocante ao câmbio. É evidente que o Real forte está gerando constrangimentos importantes ao setor manufatureiro brasileiro, muito mais pela concorrência
dos importados do que pela fragilidade nas exportações. Faz parte do jogo democrático esta negociação entre a classe empresarial e o governo, mas o governo não pode sob hipótese nenhuma simplesmente atender uma demanda sem observar o impacto global dessa medida sobre a sociedade brasileira. Observemos de perto o principal argumento de Mantega para segurar o câmbio no país. O ministro identifica como principal agente de valorização do Real o diferencial nas taxas de juros doméstica e externa. A análise está em parte correta. De fato a taxa de juros básica do Brasil é sem sombra de dúvida um forte atrator de capitais num mundo ávido por qualquer tipo de remuneração.
Para controlar a taxa de juros o ministro acena ao mercado com um severo ajuste fiscal, na esperança de que o ajuste nas contas públicas desestimule o BC à subir a taxa de juros no país para controlar a inflação. Há na argumentação do ministro, em minha opinião, algumas falas graves. A primeira dela é que um aperto fiscal agora pode, na melhor das hipóteses evitar uma alta nos juros, mas não fará de maneira alguma baixar a taxa de juros no país. Se ficar como está o diferencial entre a taxa de juros continua sendo muito atrativo; logo não terá efeito prático sobre o câmbio. Soma-se à isto que na ata divulgada ontem pelo FOMC fica evidente a intenção daquela instituição em manter os juros zerados por lá durante muito tempo, leia-se: até o mercado de trabalho retomar um patamar adequado. No entanto, há outro elemento perturbador na argumentação do ministro que passa despercebida de uma leitura mais rápida. Se de fato o ajuste fiscal for severo, e não apenas mais um blefe, o resultado líquido da medida será uma depreciação do dólar, não o contrário. Se o gasto do governo cair, e esta diferença não for absorvida pelas Famílias ou pelo Empresariado, a demanda agregada diminui. Diminuindo-se a demanda agregada de duas uma: ou o excedente da oferta é exportado, ou as importações caem.
Em ambos os casos o ajuste fiscal produzirá – tudo mais constante – um saldo comercial maior, ou seja, maior entrada de dólares e sua conseqüente desvalorização frente ao Real. Não faz sentido o plano da Fazenda para o câmbio. Em economia, como em quase todo o resto da vida humana, não há almoço grátis. O ministro dá a entender que é possível controlar o câmbio sem maiores transtornos ao conjunto da sociedade, mas isso simplesmente não é verdade. Vale lembrar que nem mesmo o poderoso Japão conseguiu segurar o Dólar, e atitudes intervencionistas no câmbio se mostraram fortuitas no atual cenário. Temos que ter em mente que a trajetória do Dólar para 2011 não é necessariamente de desvalorização.
Há dois cenários básicos na mesa. No primeiro – e que acreditamos como mais factível – os EUA se recuperam ao longo do ano e lá por meados de 2011 o mercado de trabalho por lá começa a dar sinais de força. Se isto ocorrer a simples possibilidade do FED aumentar a taxa de juros num horizonte mais curto fará o Dólar ganhar força, sem contar que com uma economia mais forte é bem provável que a moeda norte-americana ganhe momento e fique mais forte. No segundo cenário a economia norte-americana não decola e a Europa afunda numa crise fiscal severa (crise fiscal aqui bem entendida como o efeito recessivo de um ajuste fiscal sobre as expectativas dos empresários). Neste caso o Dólar ganha força como reserva de valor. Teremos assim o câmbio no lugar “certo”, mas a economia no lugar errado.
O Dólar deve continuar a se desvalorizar num horizonte de médio prazo. Insistimos, no entanto, que esta situação é temporária. Não faz sentido isto permanecer por muito mais tempo a não ser que comecemos a considerar o Dólar uma moeda semi-morta em suas funções de moeda mundial, o que nos parece um exagero. Não há ainda nenhuma moeda capaz de assumir estas funções, e esta troca de guarda no sistema monetário internacional é precedido por turbulências agudas no campo político global, leia-se conflito aramado entre potências. Não é o caso, ainda. A retórica da Guerra Cambial foi longe demais e insistir nesta tese fará o Brasil perder uma janela de oportunidade para modernizar seu parque industrial, esta sim a forma correta de enfrentar a concorrência chinesa.
Há a possibilidade da utilização do Fundo Soberano Brasileiro, a menina dos olhos do Ministério da Fazenda. Esta opção teria efeito nulo sobre o câmbio, a não ser encarecer mais ainda a operação de compra de dólares por parte do governo. O ideal neste caso seria manter o BC como acumulador de reservas de moeda forte. O ministro deu um passo importante ontem. Para não ficar no blefe ele terá que agir sob pena de perder parte da sua credibilidade. Até segunda ordem fica a ameaça de uma intervenção no ar. A presidente Dilma está ocupada com a celeuma da partilha dos cargos no segundo escalão do governo com o PMDB. No entanto, ela terá que chamar para si a responsabilidade desta mediação entre juros, câmbio einflação. Ela não pode ficar fora do debate, deixar a tarefa somente para o ministro da Fazenda fará o processo mais penoso e invariavelmente mais caro para a sociedade brasileira.
Hoje de manhã foi divulgado pelo IBGE a Produção Industrial de novembro e esta veio abaixo da nossa projeção, mas em linha com o que era esperado em termos gerais. Esperávamos certa acomodação na atividade, e de fato isto se verificou. A variação mensal dessazonalizada ficou em -0,1% (nossa projeção era de 0,2%). Uma primeira leitura dos dados do IBGE mostrou que a acomodação observada está num patamar adequado, onde a variação acumulada no ano evidencia que o pior da crise foi superado. Trabalharemos os dados disponíveis e divulgaremos em breve nossa nova projeção para o PIB do 4º trimestre, hoje em 0,6% a.t.. (Fonte: André Perfeito - Gradual Investimentos)


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MERCADO DE CAPITAIS
(Informações: Dow Jones, Bovespa, Reuters, EFE, AFP e Associated Press)


HOJE – Fechamento das Bolsas da Ásia
(Problemas na conexão com impediram obter o resultado de fechamento das Bolsas Asiáticas)

HOJE – Abertura das Bolsas da Europa
- Londres / Inglaterra - O índice principal da Bolsa de Valores de Londres, o FTSE-100, abriu a sessão de hoje, dia 6/1, em queda de 0,5%, aos 6.043,86 pontos. O barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro abriu a sessão desta quinta-feira em baixa no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres e às 5h15 de Brasília era cotado a US# 95,22, US$ 0,28 menos que no fechamento de quarta-feira.
- Frankfurt / Alemanha - O indicador principal da Bolsa de Valores de Frankfurt, o DAX-30, abriu a sessão desta quinta-feira em alta de 0,3%, aos 6.960 pontos. O euro abriu a sessão desta quinta-feira estável no mercado de divisas de Frankfurt e às 4h de Brasília era cotado a US$ 1,3142, frente aos US$ 1,3140 do pregão anterior. O Banco Central Europeu (BCE) fixou nesta quarta-feira o câmbio oficial do euro em US$ 1,3213.
- Roma / Itália - O indicador principal da Bolsa de Valores de Milão, o FTSE-MIB, abriu a sessão desta quinta-feira em alta de 0,39%, aos 20.631,98 pontos. Já o índice geral FTSE Itália All Share avançava 0,37%, aos 21.384,89 pontos.
- Paris / França - O índice principal da Bolsa de Valores de Paris, o CAC-40, abriu a sessão desta quinta-feira em alta de 0,17%, aos 3.911,34 pontos.


ONTEM – Fechamento da Bovespa, NY e Europeias:

São Paulo / SP
Bovespa avança atinge maior nível de preços desde novembro
A Bovespa completou seis rodadas consecutivas de negócios com valorização das ações, o que jogou o índice de preços, o Ibovespa, para o seu nível mais alto desde 11/11/2010. Os agentes financeiros têm repercutido uma onda de bons indicadores nos EUA, o que têm reforçado perspectivas um pouco mais otimistas sobre a recuperação da maior economia do planeta. "O mercado está avaliando que, embora a recuperação esteja lenta, como disse o Fed ontem, esse crescimento será sustentável", relata Ideaki Iha, da corretora Fair. Ontem, dia 5/1, não foi exceção: a abertura de vagas no setor privado, em ritmo acima do previsto, a expansão do setor de serviços, reforçaram o sentimento positivo dos investidores, e ajudaram as Bolsas de Valores, e fortaleceram o dólar frente às demais moedas.
- O Ibovespa valorizou 1,10% no fechamento, aos 71.091 pontos.
- O giro financeiro foi de R$ 7,25 bilhões.
- O dólar comercial foi negociado por R$ 1,675, em um acréscimo de 0,66%.
- A taxa de risco-país marca 157 pontos, número 5,98% abaixo da pontuação anterior.
Análise 1 - Mais uma vez, os papéis da Vale foram o destaque do dia. A ação preferencial ascendeu 1,43%, tendo um giro financeiro de R$ 909,5 milhões. A ação ordinária movimentou mais R$ 193,5 milhões, tendo um ganho de 1,80%. Entre as notícias mais importantes do dia, a consultoria ADP apontou a criação de quase 300 mil vagas no setor privado americano em dezembro, quando o mercado esperava uma cifra em torno de 100 mil. O IBGE apontou uma contração de 0,1% na produção industrial do país em novembro. No acumulado de 11 meses, a produção industrial teve crescimento de 11,1%. De acordo com a pesquisa, houve crescimento em 25 das 27 atividades. E a Fipe-USP revelou que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) no município de São Paulo desacelerou para 0,54% em dezembro, após alta de 0,72% em novembro. Em 2010, esse índice acumulou uma alta de 6,4%, a maior variação desde 2004. Economistas projetavam uma inflação de 0,49% para o último mês de 2010. O Banco Central anunciou que suas intervenções no mercado à vista (compras) somaram US$ 41,4 bilhões no ano passado, quase o dobro das intervenções realizados em 2009 (US$ 24 bilhões).
Análise 2 - Apesar das ações da Vale terem atingido seus maiores patamares desde o primeiro semestre de 2008, os papéis da mineradora continuam a ser a tônica comum nas carteiras recomendadas da Link, da Gradual e da Um Investimentos. A empresa se beneficia da percepção de que a demanda por commodities metálicas ainda deve ser robusta em 2011, por conta da China, e de alguma recuperação das economias desenvolvidas. Além da mineradora, outro papel comum das três carteiras recomendadas é a ação do grupo Itaú-Unibanco, devido à perspectiva de um aperto monetário (alta dos juros) neste ano. "A manutenção das ações do Itaú-Unibanco se deve, além dos sólidos fundamentos, ao fato de acreditarmos que o banco ainda não absorveu todos os ganhos de sinergia com a fusão com o Unibanco", avaliam os analistas da Um Investimentos.
Análise 3 - Além de Vale e Itaú-Unibanco, a Link também sugere as ações da Usiminas (siderurgia) e da OGX (petróleo) para 2011, sem esquecer da Cosan (açúcar e álcool), Lojas Americanas (varejo), AES Tietê (energia), BM&Bovespa (mercado de capitais) e Gol (transportes). Os papéis das Lojas Americanas também fazem parte do "cardápio" recomendado pela equipe de analistas da Gradual, que ainda indica Petrobras, Eternit (material de construção), Eztec (construção civil), Randon (autopeças), Fibria (papel e celulose), BRFoods (alimentos), Gerdau (siderurgia) e Cremer (bens de consumo). BRFoods, Eztec, Petrobras e Cosan ainda compõem a carteira selecionada pelos analistas da Um Investimentos, acrescentando as ações da Braskem (petroquímica), Cemig (energia), Hypermarcas (bens de consumo) e Ecorodovias (infraestrutura).

Nova Iorque / EUA
Bolsas americanas fecham em alta por agenda positiva
Os principais índices de Wall Street fecharam em alta pela 3ª sessão seguida nos pregões de ontem, dia 5/1, impulsionados por indicadores positivos sobre o mercado de trabalho e o setor de serviços, além do desempenho das ações do setor financeiro e ligadas às commodities.
- O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 0,78% a 2.702 pontos, acumulando no ano alta de 1,86%.
- O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 0,50% atingindo 1.277 pontos e subindo 1,50% no ano.
- O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,27% chegando a 11.723 pontos e acumulando no ano alta de 1,26%.
Análise 1 - Principal referência da sessão, o ADP Employment, que denota mensalmente o número de vagas abertas no setor privado, marcou a abertura de 297 mil novos postos em dezembro. O número foi quase o triplo do esperado pelo consenso de mercado, de 100 mil novas vagas. Na medição anterior, referente a novembro, havia sido registrada a abertura de 92 mil vagas no setor privado, conforme dados revisados. O mercado também recebeu o ISM Services, que mede através de um índice a atividade do setor de serviços nos EUA. Em dezembro, o indicador apontou 57,1 pontos, acima dos 55,7 pontos previstos por analistas, a melhor marca mensal desde 2006.
Análise 2 - As ações do setor financeiro lideraram a alta dos mercados, repercutindo as melhores perspectivas para a economia dos EUA, retratadas na última ata do Fed. Os papéis de Bank of América, JP Morgan Chase e American Express avançaram 1,83%, 2,14% e 2,9%, nesta ordem.Já as ações da AIG dispararam 7,34% em meio a um processo de vendas de ativos que visa restituir aos cofres públicos norte-americanos os valores aplicados durante o plano de ajuda arquitetado na crise financeira de 2009. Ademais, a seguradora anunciou que já recebeu uma oferta de US$ 3 bilhões para sua subsidiária em Taiwan, a Nan Shan Life Insurance Co.Foco ainda para a intenção da SEC (Securities and Exchange Commission) de reconsiderar a reelaboração das regras de divulgação financeira para empresas de capital privado. O movimento surgiu como resultado de acordos recentes que permitiram a investidores, como o Goldman Sachs, comprar ações de empresas ligadas à internet, como Facebook e Twitter. A ideia é evitar o investimento em empresas que não possuam balanços suficientemente sólidos.

Londres / Inglaterra
Europeias fecham em leve baixa com ajuda de dado dos EUA
As Bolsas de Valores na Europa caíram nos pregões de ontem, dia 5/1, uma vez que o dólar mais forte ajudou a enfraquecer os preços de metais e interromper o rali nas mineradoras. Mas o dado de emprego no setor privado dos EUA minimizou as perdas nos mercados acionários.
- O índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 fechou em queda de 0,09%, a 1.141 pontos, tendo atingido 1.128,49 pontos na mínima antes dos números nos EUA.
- Em Londres, o índice FTSE subiu 0,5%, para 6.044 pontos.
- Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,51%, aos 6.940 pontos.
- Em Paris, o índice CAC-40 cedeu 0,29%, a 3.905 pontos.
- Em Milão, o índice FTSE/MIB teve discreta valorização de 0,02%, para 20.552 pontos.
- Em Madri, o índice Ibex-35 caiu 0,88%, aos 9.801 pontos.
- Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em baixa de 0,68%, para 7.728 pontos.
Análise - Os preços de metais recuaram depois de um rali expressivo, o que fez com que as ações de mineradoras se desvalorizassem. Anglo American, BHP Billiton e Rio Tinto caíram entre 0,9 e 1,9%. O setor privado dos EUA criou 297 mil empregos em dezembro, o maior aumento desde pelo menos 2001, mostrou o relatório da ADP Employer Services. A mediana das previsões de analistas consultados pela Reuters era de aumento de 100 mil postos. Outro dado que ajudou a melhorar o sentimento sobre uma recuperação forte na maior economia mundial foi o de atividade no setor de serviços dos EUA, que cresceu em dezembro no maior ritmo em mais de quatro anos. "Os dados da ADP e do ISM sugerem que as coisas estão indo muito bem. Apesar que, se estão indo tão bem, então os bancos centrais terão que elevar os juros", avaliou Andy Lynch, gestor de fundos da Schroders.

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MERCADO FINANCEIRO


Brasília / DF
Entrada de dólares em operações financeiras bate recorde em 2010
O Brasil registrou em 2010 um saldo positivo recorde de US$ 26 bilhões no fluxo de dólares destinados a operações financeiras no país, segundo dados do Banco Central. Em 2009, recorde anterior, foram US$ 18,8 bilhões. O número é a diferença entre os dólares que entraram e saíram do país nesse período. Entram nessa conta, por exemplo, operações de investimento estrangeiro, diretos ou no mercado financeiro, remessas de lucros, gastos com viagens e despesas com serviços no exterior. Ficam de fora apenas as operações de comércio exterior, importações e exportações, que no ano passado geraram um resultado negativo de US$ 1,65 bilhão. É o primeiro resultado negativo desde 1997. Essa conta inclui também contratos de câmbio e não corresponde aos números divulgados pelo governo sobre a balança comercial. Na soma das duas contas, a entrada de dólares no país superou a saída em US$ 24,3 bilhões em 2010, abaixo dos US$ 28,7 bilhões verificados em 2009, por conta da piora no saldo comercial. A entrada de dólares no país é um dos motivos que contribui para a valorização do real em relação à moeda norte-americana. Em dezembro, o saldo financeiro ficou negativo em US$ 2,4 bilhões, enquanto o comercial ficou positivo em US$ 509 milhões. Os bancos terminaram o ano com uma posição "vendida", de aposta na queda do dólar, de US$ 16,8 bilhões, valor também recorde. (Agência Folha)

Da redação – São Paulo / SP
Caixa registra 500 milhões de transações pela internet em 2010
A Caixa Econômica Federal divulgou ontem, dia 5/1, que registrou cerca de 500 milhões de transações realizadas por meio da internet em 2010. O número representa um crescimento de 36,5% em relação ao ano anterior. Em dezembro, as operações pela internet feitas pelos clientes da Caixa atingiram a marca histórica de 50 milhões de operações. O canal internet é o terceiro mais utilizado pelos clientes do banco público. Em 2010, o número de contas cadastradas no Internet Banking da Caixa cresceu mais de 30% em relação a 2009, chegando a 5,7 milhões de contas. O volume financeiro movimentado pela internet registrou um crescimento superior a 45%, informa o banco em um comunicado.

Rio de Janeiro / RJ
Bradesco inaugura agência na Cidade de Deus
O Bradesco inaugurou ontem, dia 5/1, a primeira agência bancária da Cidade de Deus, comunidade habitacional localizada na zona oeste do Rio de Janeiro, com uma população de 120 mil pessoas. A abertura contou com a presença do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. O plano de expansão do banco nas comunidades do Rio de Janeiro prevê a inauguração de mais nove agências. A próxima está prevista para fevereiro na comunidade de Rio das Pedras. Ainda este ano serão abertas as unidades do Complexo do Alemão, Gardênia Azul, Dona Marta, Salgueiro, Terreirão, Tijuquinha, Turano e Vila Cruzeiro.
No Rio de Janeiro, o Bradesco já tem uma agência na comunidade da Rocinha, inaugurada em 2007, e um correspondente bancário na favela Cantagalo Pavão Pavãozinho, inaugurado em maio de 2010. O banco também tem uma estratégia para a venda de seguros populares em comunidades carentes do Rio. No Morro Dona Marta, oferece uma apólice residencial que custa R$ 9,90. Em São Paulo, o banco também resolveu abrir uma rede de atendimento em comunidades carentes. Em novembro de 2009, inaugurou uma agência na comunidade de Heliópolis, a maior da capital paulista, com uma população de mais de 100 mil habitantes. Em setembro de 2010, iniciou as atividades na comunidade de Paraisópolis.
O Bradesco está presente em 100% dos municípios brasileiros com uma rede de atendimento composta de mais de 43 mil pontos. Esta rede presta serviços a cerca de 60 milhões de clientes. Sobre a abertura da unidade hoje na Cidade de Deus, o presidente do Bradesco destacou em nota: "Chegamos a essa comunidade em uma fase de resgate da paz, da ordem e da tranquilidade, tão necessárias para o exercício pleno e diário da cidadania. Nosso objetivo é contribuir para esta nova fase."

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INDÚSTRIA


Seul / Coréia do Sul
Samsung vai investir 18% a mais este ano
O grupo Samsung, maior conglomerado da Coreia do Sul, afirmou ontem, dia 5/1, que elevará os investimentos em 2011 para um volume recorde, buscando desenvolver novos negócios e ampliar sua liderança em setores como o de telas planas. O grupo, cujas unidades incluem Samsung Electronics e Samsung Heavy Industries, informou em comunicado que investirá 43,1 trilhões de wons (US$ 38,3 bilhões) este ano, montante 18% superior em relação a 2010. O plano de investimentos inclui o objetivo do grupo de "fortalecer os motores de crescimento futuro por meio do aumento do aporte em novos negócios, enquanto fortalece a liderança nos principais segmentos em mercados globais", afirmou a companhia. O grupo detém cerca de 70 companhias de diversos setores e sua venda anual consolidada de mais de 220 trilhões de wons equivale a perto de um quinto do Produto Interno Bruto da Coreia do Sul. A Samsung Electronics é a maior fabricante mundial de chips e televisores de tela plana, além de ser a segunda maior em celulares. Já a Samsung Heavy é a terceira maior em construção naval no mundo. (Agência Reuters)

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AGROBUSINESS

Da redação - Brasília / DF
Commodities agropecuárias subiram 46% em 2010 no Brasil
As commodities agropecuárias, como carne, óleo de soja, trigo e açúcar, tiveram alta de 46% em 2010, de acordo com o Índice de Commodities do Banco Central divulgado nesta quarta-feira. Os preços da energia (petróleo, gás e carvão) subiram 17% no mesmo período, enquanto os metais (alumínio, ferro e cobre, por exemplo) tiveram alta de 25,9%. O índice geral mostra uma alta de 35,4% nos preços desses produtos no Brasil, acima dos 17,2% verificados no indicador internacional CRB. O indicador do BC acumula alta de 58% desde dezembro de 2005, enquanto o índice internacional subiu 24% no mesmo período, considerando a variação em reais.

Da redação – Brasília / DF
Rossi afirma que modernização será o foco da agricultura este ano
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, reforçou, no dia 4/1, que a modernização da pasta será o foco central de sua gestão. “O Ministério da Agricultura precisa responder de forma mais eficiente às demandas dos produtores rurais e da sociedade”, afirmou Rossi. Ele tomou posse no dia 1º de janeiro juntamente com outros ministros do governo da presidente Dilma Rousseff. À frente do ministério desde abril de 2010, Wagner Rossi lembra que o trabalho de modernização do órgão já foi iniciado com a isenção de registro prévio de 20 mil produtos destinados à alimentação animal, como suplementos e rações. A medida, em vigor desde o mês passado, desburocratiza o processo sem reduzir o rigor para garantir a segurança e a qualidade dos produtos.
De acordo com o ministro, outras ações na mesma linha serão anunciadas, em breve. Ele avalia que o governo terá condições de acompanhar a expansão do agronegócio que avançou muito, principalmente nos últimos dez anos. “A representatividade do setor na economia, com 26% do PIB e mais de 40% das exportações, mostra que a modernização da estrutura do ministério é fundamental”, completou. O projeto de gestão do Ministério da Agricultura para os próximos quatro anos inclui ainda um novo modelo de financiamento do crédito rural, a ampliação do seguro rural e a abertura de novos mercados para a carne brasileira. Ele informa que o ministério estuda novas modalidades de financiamento para a pecuária e a fruticultura, por exemplo. Segundo Rossi, a intenção é combater o desenvolvimento desigual na agropecuária e incentivar a organização de setores com grande potencial.
O ministro defendeu a ampliação do seguro rural, como forma de garantir a renda para os produtores. Também reforçou o empenho da equipe do ministério para que a carne brasileira possa ser comercializada em novos mercados, especialmente os do Extremo Oriente, englobando Japão, China e Coreia. Os três países estão entre os maiores consumidores de carne suína do mundo. (Fonte: Assessoria de Imprensa do Mapa)

Da redação – São Paulo / SP
Fragilidade do mercado se acentua e ovo abre 2011 em queda
Campinas, 5 de Janeiro de 2011 - Ao contrário do frango vivo, cujo mercado permanece firme a despeito do fim do período de Festas, o ovo – cuja fragilidade de mercado esteve visível durante todo o mês de dezembro - abriu 2011 com os preços em queda – duas nos dois primeiros dias de negócios do ano. Assim, voltou a registrar, dia 4/1, a mesma cotação observada no transcorrer do mês de novembro. A esta altura o que se espera, somente, é que o produto não venha a apresentar o comportamento de um ano atrás, ocasião em que registrou o menor preço médio do ano que passou. Ou seja: se o preço corrente no momento se encontra 16% acima do valor médio de janeiro de 2010 não foi pela recente valorização do produto e, sim, pelos baixíssimos valores observados no início do ano passado. Sob esse aspecto, aliás, não custa mencionar que a despeito dessa aparente valorização, o ovo está sendo remunerado por valores inferiores aos observados no início de 2008, três anos atrás. Naquela época, o exercício foi aberto com cotações superiores a R$ 40/caixa.
Eventualmente, há quem minimize essa fraqueza de mercado lembrando que ela, normalmente, é logo superada - com a passagem do Carnaval e o advento da Quaresma, período em que o ovo alcança um dos melhores preços do ano. Vá lá. O único senão é que em 2011 o Carnaval é tardio, a Quaresma só começa em 9 de março.

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SETOR AUTOMOTIVO


São Paulo / SP
Briga de montadoras por mercado puxa venda de carros em dezembro
Uma disputa das montadoras em torno de participação de mercado gerou um salto nas vendas de veículos em dezembro, contribuindo para elevar estoques do setor e apoiar expectativa de concessionários sobre queda no volume de carros licenciados neste mês. Segundo a associação que representa os concessionários de veículos do país, Fenabrave, pelo menos 45 mil veículos do volume recorde de vendas registrado em dezembro fizeram parte de um esquema que passou a ser conhecido no setor como "rapel".
A prática, que remete ao esporte vertical de descida de paredões com cordas, ocorre em períodos chave, como finais de ano, e envolve emplacamento de veículos vendidos pelas montadoras aos concessionários antes da efetiva venda a cliente. O sistema, que ajuda a impulsionar os números de licenciamentos de veículos do país, acaba transformando um veículo novo em usado, reduzindo seu preço ao cliente e a margem de lucro da loja, e aumentando estoques, segundo o presidente da Fenabrave, Sergio Reze.
Em dezembro, melhor mês de vendas de veículos novos na história do Brasil, foram emplacados 361.197 automóveis e comerciais leves, um salto de 30,25 sobre um ano antes e de 16,15 na comparação com novembro. "O número de dezembro foi espetacular, mas analisando friamente isso ocorreu pelo efeito 'rapel'. As montadoras induziram a rede de concessionários a antecipar emplacamentos de veículos. Foi briga por participação de mercado (das montadoras)", disse o presidente da Fenabrave.
As vendas podem ter tombo em janeiro - Depois do salto em dezembro, os licenciamentos de janeiro devem recuar na comparação com o mês passado, mas Reze rejeitou indicações de montadoras sobre uma queda acentuada. "Algumas montadoras estão falando em queda de 30%, mas isso é absurdo, seriam cerca de 90 mil carros (a menos)... Vai cair, mas não tudo isso." O ano de 2010 acabou terminando novamente com a Fiat na liderança de emplacamentos de automóveis e comerciais leves, com participação de 22,84 por cento do mercado, seguida pela Volkswagen, com 20,95%. A General Motors teve 19,75% e a Ford ficou com 10,1%.
No total, as vendas do ano passado somaram 3,33 milhões de automóveis e comerciais leves, crescimento de 10,6% sobre 2009. Reze não citou marcas específicas, mas comentou que praticamente todo o setor tem promovido a prática de "rapel". Desde março de 2010, quando acabou incentivo fiscal do governo ao setor, a indústria tem registrado recordes sucessivos e atribuído essa sequência à economia aquecida.
Para 2011, a Fenabrave espera um aumento de 4,2% nas vendas de automóveis e comerciais leves novos no país, para cerca de 3,47 milhões de unidades, no que seria o quinto recorde anual consecutivo. Incluindo ônibus, caminhões e motos, a expectativa sobe para alta de 5,2%, a 5,59 milhões de unidades. Os números foram calculados pela consultoria MB Associados. "Crescer cerca de 5% ao ano é espetacular, são quase 200 mil veículos a mais todo o ano. A previsão agora é que esse crescimento se modere", disse Reze.
Segundo ele, as medidas adotadas pelo Banco Central no início de dezembro para frear o crédito e conter a inflação "não devem ter efeito significativo no setor este ano. Até ontem, não teve efeito, o que está demonstrando que o consumidor continua tendo condições de compra. Não houve aumento de juros num nível de assustar, o sistema está funcionando num ritmo tranquilo". O presidente da Fenabrave afirmou ainda que o setor encerrou dezembro com estoque médio de veículos equivalente a 40 dias de vendas.
Mercado de caminhões está em expansão - A Fenabrave informou que as vendas de caminhões e ônibus somaram 20.301 unidades em dezembro, alta de 34,4% sobre o mesmo mês em 2009 e aumento de 18,7% ante novembro. No fechado do ano, foram vendidos 185.950 caminhões e ônibus, avanço de 41,15% na relação com 2009. "O mercado de caminhões passou de momento de recuperação para efetivo crescimento. A economia está avançando nas áreas de indústria, agricultura e minério e, por isso, é tranquilo dizer que as vendas de caminhões continuarão crescendo", disse Reze. As vendas de motocicletas, por sua vez, somaram 197.405 unidades em dezembro, alta de 24,54 por cento sobre novembro e expansão de 25% sobre um ano antes. Em 2010, foram comercializadas 1,8 milhão de motocicletas, aumento anual de 12,1%. (Agência Reuters)

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SERVIÇOS & VAREJO


São Paulo / SP
Walmart vai ter preços mais agressivo para ganhar mercado
O Walmart anunciou nesta quarta-feira um novo modelo comercial no Brasil, no qual se compromete em oferecer produtos com preços reduzidos diariamente. Com isso, quer alavancar as vendas e expandir participação de mercado. Atualmente a rede é a terceira no ranking no país. A ideia é substituir ofertas pontuais por produtos com preços mais baixos. Segundo o presidente da rede, Marcos Samaha, a partir da noite de hoje as reduções começam a ser feitas. O corte de preços irá variar entre 5% e 20%. Não foi informada a queda média. "Estamos estruturando o modelo há nove meses. Vamos ganhar com um volume maior de vendas e o consumidor não terá mais que fazer compras em dias específicos. Queremos alinhar nossa posição com a dos Estados Unidos". A empresa norte-americana tem como slogan "Save Money. Live Better" (em português, "Economize. Viva melhor).
Os hipermercados da rede (Walmart, Big e Hiper Bompreço) serão fechados amanhã de manhã e reabrirão ao meio dia com 2.000 produtos até 20% mais baratos. O projeto também será implantado nos supermercados da varejista (Bompreço, Nacional e Mercadorama). A rede irá manter ainda a campanha em que cobre o preço de produtos mais baixos de concorrentes no caixa. De acordo com o presidente da rede, nas próximas semanas haverá novas reduções de preço, "até que as lojas tenham todos os itens com preços mais baixos". Segundo ele, não é possível estabelecer um prazo único para que isso ocorra porque elas têm tamanhos diferentes, mas será feito ainda neste primeiro semestre.
Samaha afirmou ainda que o novo modelo foi possível por meio de renegociação de contratos com fornecedores e aumento da eficiência, com redução de custos. Sobre o desempenho da rede em 2010, o executivo afirma que, assim como a economia brasileira, as vendas cresceram "de uma forma que nos deixou contentes". De acordo com ele, Brasil e a China são os mercados emergentes mais estratégicos para o Walmart neste momento, sendo a maior operação no México.

Las Vegas / EUA
Vendas mundiais de eletrônicos devem somar US$ 1 trilhão em 2011
As vendas mundiais de equipamentos podem alcançar pela primeira vez o trilhão de dólares neste ano, preveem os organizadores do maior salão de produtos eletrônicos dos EUA, a ser realizado em Las Vegas a partir de hoje, dia 6/1. "Podemos alcançar a marca do trilhão de dólares. Estou otimista. Este número está realmente ao alcance", disse Steve Koenig, diretor de análise da indústria da associação que organiza o CES - Salão de Produtos Eletrônicos. As vendas de smartphones, tablets, livros eletrônicos e televisões de tela plana LCD estão entre os itens que impulsionarão a indústria em direção ao valor recorde. Muitos dos equipamentos eletrônicos mais inovadores estarão expostos nos extensos corredores da mostra, no Centro de Convenções de Las Vegas, onde são esperados mais de 125 mil visitantes de todo o mundo e 2,6 mil expositores.
A CEA - Associação de Produtos Eletrônicos - informou esperar que as vendas de equipamentos cresçam 23% na Europa ocidental neste ano, 15% na América do Norte e China e 10% na América do Sul. Além disso, calcula-se um crescimento de 12% na Ásia, - sem contar com China e Japão - 8% no Japão, 7% na África, 5% no leste da Europa e 4% no Oriente Médio. As vendas de produtos eletrônicos aumentaram 13% em 2010, a US$ 873 bilhões, após uma queda de 9% em 2009 devido à recessão. O economista-chefe da CEA, Shawn Dubravac, disse que os smartphones e os tablets, como o popular iPad, da Apple, serão os produtos mais vendidos em 2011. "O telefone padrão é um mercado em declínio", disse Dubravac. "Todo o crescimento que se vê está nos telefones inteligentes".
A CEA prevê que as vendas de tablets podem duplicar neste ano em relação ao ano passado a cerca de 30 milhões de unidades, enquanto os leitores eletrônicos como o Kindle da Amazon podem registrar vendas de 20 milhões de unidades em todo o mundo. "Os tablets serão um dos assuntos principais da mostra deste ano", quando as companhias de tecnologia buscarão copiar o sucesso do iPad da Apple, disse Dubravac. (Agence France Presse / AFP)


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COMÉRCIO EXTERIOR


Da redação – Brasília / DF
Carne de frango manteve posições na pauta exportadora de 2010
Campinas, 5 de Janeiro de 2011 - Segundo item da pauta de produtos agropecuários, atrás somente do complexo soja e à frente, entre outros, do café, da carne bovina, do milho em grãos e do fumo em folhas; quarto item da pauta de produtos básicos, logo após minério de ferro, petróleo em bruto e soja em grão; e quinto produto de toda a pauta exportadora brasileira, após os três básicos citados e o açúcar em bruto. Em resumo, no ano que passou a carne de frango manteve as mesmas posições (destacadas) ocupadas em 2010 e, com receita de US$5,788 bilhões, contribuiu com 2,9% de toda a receita cambial brasileira. É verdade, aqui, que a participação do produto na pauta exportadora recuou 6,5% (de 3,1% em 2009 para 2,9% em 2010). Mas isso foi devido não a uma redução na receita do frango, mas ao significativo aumento das exportações de minério de ferro e petróleo em bruto. Aliás, a receita cambial da carne de frango no ano apresentou evolução de 20%. A ressaltar que os dados da SECEX/MDIC ora apresentados estão restritos à carne de frango in natura. Ou seja: com a inclusão final de industrializados e de carne de frango salgada, a receita global e a participação são maiores que as apontadas na tabela abaixo.

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TI, WEB & e-COMMERCE

Da redação – São Paulo / SP
Totvs anuncia compra da desenvolvedora de software Gens
A Totvs começou o ano fazendo novos negócios. Desta vez, a maior companhia brasileira de sistemas de gestão empresarial (ERP), anunciou a compra da Gens Tecnologia e Informática S.A, franquia desenvolvimento de software para o segmento de saúde, empresa que pertencia à Datasul, que também faz parte do grupo. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), a Totvs informou que o negócio será fechado por até R$ 17,8 milhões. A aquisição da Gens ainda está sujeita ao cumprimento de determinadas condições. O contrato de compra será submetido também à ratificação dos acionistas em Assembléia Geral Extraordinária, a qual será convocada oportunamente. A operação será submetida também ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), informa o diretor de relações com investidores da Totvs, em fato relevante enviado à CVM.

Nova Iorque / EUA
Qualcomm vai comprar Atheros por US$ 3,2 bilhões
A Qualcomm planeja comprar a Atheros Communications por US$ 3,2 bilhões em dinheiro, em uma operação que vai ampliar seu market share na área de semicondutores para smartphones e tablets. A Qualcomm disse nesta quarta-feira que vai pagar US$ 45 por ação da Atheros, representando um prêmio de 21,6% sobre o preço de fechamento do papel na segunda-feira, dia 3/1.O The New York Times reportou a potencial aquisição no dia 4/1, o que motivou alta de 18,9% das ações da Atheros na sessão passada, para US$ 44. A Atheros produz chips aparelhos com as tecnologias Bluetooth e de posicionamento GPS, bem como para outras redes usadas em dispositivos móveis. A expectativa é de forte crescimento da demanda por esses chips em 2011 com a chegada ao mercado de novos tablets para competir com o iPad da Apple.A Qualcomm prevê completar a aquisição da Atheros no primeiro semestre deste ano. O negócio já deve ter influência positiva ao lucro da empresa em 2012, excluindo itens extraordinários. (Agência Reuters)

Nova Iorque / EUA
Vendas pela internet nos EUA batem recorde na temporada de Natal
As vendas pela internet realizadas nos EUA durante a última temporada de Natal somaram US$ 32,6 bilhões, o que representa um recorde histórico e um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou nesta quarta-feira a empresa de consultoria comScore. Durante a época compreendida entre o dia de Ação de Graças (25/11) e o último dia de 2010, os internautas americanos gastaram essa milionária quantia em compras na rede, diante dos US$ 29,084 bilhões que desembolsaram no mesmo período de 2009, segundo os cálculos divulgados pela empresa de consultoria. "A temporada de compras festivas foi memorável. Houve um forte aumento nos gastos desde a recessão de 2008 e 2009, que inclusive superou nossas expectativas iniciais", disse o presidente da comScore, Gian Fulgoni, em comunicado, no qual detalhou que suas previsões eram de um aumento de 11% nas vendas. Fulgoni reconheceu que o bom resultado do comércio eletrônico se deveu em grande medida à oferta de envio gratuito de encomendas por parte de muitas empresas. "Não podemos esquecer o impacto dos envios gratuitos, que foram usados em mais da metade de todas as transações de comércio eletrônico, um avanço significativo em relação ao ano passado", indicou. (Agência EFE)


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TELECOM

Da redação – Porto Alegre / RS
Vivo e Banco do Brasil firmam parceria e criam a ‘Conta bônus Celular'
O Banco do Brasil e a Vivo lançam a Conta Bônus Celular BB, produto bancário que dá vantagens exclusivas aos correntistas, como a conversão da mensalidade da cesta de serviços em crédito para ser utilizado em celular pré-pago e controle da maior operadora de telecomunicações móveis do País O cliente da Vivo com conta corrente no BB poderá ganhar bônus de R$ 15 e de R$ 25 para utilizar em ligações. O valor pago no pacote de serviço da conta corrente será creditado no celular indicado pelo cliente para ser utilizado em ligações da operadora nos planos pré-pago ou controle. Para participar, o cliente deve contratar o pacote de serviços Bônus Celular nas agências do Banco do Brasil. “É missão da Vivo oferecer produtos e serviços que permitam aos clientes se manterem conectados a qualquer hora e em qualquer lugar. Temos buscado compartilhar nosso conhecimento deste mercado com parceiros que colaboram para cumprirmos esta missão perante os nossos clientes. O acesso facilitado, moderno e com benefícios nos serviços financeiros que a parceria com o Banco do Brasil proporciona certamente vai contribuir para que nossos clientes vivam melhor e possam mais”, afirma Hugo Janeba, Vice-Presidente de Marketing e Inovação da Vivo. Com essa parceria, o BB e a Vivo buscam proporcionar o acesso da população de menor renda a serviços financeiros formais, contribuindo para maior inserção desse segmento na economia. Para Sérgio Ricardo Miranda Nazaré, Diretor de Varejo do BB, “com a oferta do Pacote Bônus Celular, o BB disponibiliza solução que contribuirá para a bancarização da população que ainda não tem acesso a serviços financeiros, além de satisfazer a necessidade de nossos clientes e gerar valor para a sociedade e acionistas". Todo 5º ou 10º dia útil de cada mês, data que será escolhida pelo cliente, o Banco do Brasil debitará da conta-corrente do cliente, o valor da tarifa correspondente ao pacote escolhido por ele. Os bônus podem ser utilizados em chamadas de Vivo para Vivo em chamadas locais. (Fonte: Comunicação e Relações Institucionais da Vivo Sul)


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TURISMO & GASTRONOMIA


Nova Iorque / EUA
Sheraton Hotels & Resorts escolhida melhor da América Latina
O grupo Starwood Hotels & Resorts Worldwide, anunciou ontem, dia 5/1, que pelo 16º ano consecutivo, a sua maior e mais global marca, a Sheraton Hotels & Resorts, foi eleita a "Melhor Cadeia de Hotéis da América Latina para Viagens de Negócios", por leitores da BTI - Business Traveler International Magazine.Os prêmios foram anunciados na conferência anual Business Traveler International Awards, em Los Angeles nos EUA, no dia 9/11/2010. Trip Barrett, Vice-Presidente Brand Management da Starwood Hotels & Resorts na América Latina, aceitou o prêmio em nome da marca. Os resultados da pesquisa, calculados a partir de mais de mil respostas de leitores, estão publicados na edição de dezembro-janeiro 2011 da revista Business Traveler International Magazine. Na consulta, os leitores votaram em categorias cobrindo hotéis individuais, cadeia de hotéis, linhas aéreas, empresas de aluguel de veículos, cartões de crédito, websites e empresas de tecnologia. O duradouro posicionamento da marca Sheraton como vencedora por 16 vezes do título "Melhor Cadeia de Hotéis da América Latina para Viagens de Negócios" é particularmente recompensador para Trip Barrett, Vice-Presidente Brand Management da Starwood Hotels & Resorts na América Latina. "É verdadeiramente uma honra e um tributo aos nossos associados", disse Barrett. "Nós estamos empenhados em exceder as expectativas de nossos hóspedes, desde o momento em que eles fazem o check-in, e estamos orgulhosos de mais uma vez termos sido escolhidos como a melhor cadeia de hotéis da América Latina pelos experientes leitores da revista Business Traveler". (Fonte: PRNewswire)

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MERCADO DE LUXO


Roma / Itália
Chapéus artesanais italianos fazem a cabeça dos chics e famosos
Bottega é a palavra italiana que indica o laboratório onde um artista ou artesão trabalha manualmente. É a cara da Itália e, olhando para trás, principalmente para o período do Renascimento, é fácil visualizar esses ateliers nas ruas estreitas de paralelepípedos de cidades que respiravam arte. Mas se ao pensarmos em uma metrópole que dita tendências de moda e design, como a Milão contemporânea, fica quase impossível imaginar que ainda hoje uma dessas charmosas bottegas sobreviva. (LEIA na íntegra)

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AGENDA – Eventos / Cursos / Feiras


Rio de Janeiro / RJ
Senac Rio Fashion Business deve movimentar R$ 600 milhões
Em sua 17ª edição, o Senac Rio Fashion Business, uma espécie de bolsa de negócios do mundo da moda que acontece no Rio entre 10/1 a 13/1, deve movimentar cerca R$ 600 milhões, o que representará aumento de 10% sobre resultado alcançado com a coleção outono inverno de 2010 (R$ 550 milhões). Com investimento da ordem de R$ 16 milhões, o evento reunirá 310 expositores em 30 mil metros quadrados na Marina da Glória para atender a um número estimado de 20 mil lojistas e 50 mil visitantes. Entre os expositores - 250 do segmento da moda e 60 de tecnologia - há representantes de 12 Estados brasileiros. (LEIA na íntegra)


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ARTIGO


Regulação das comunicações é necessária para a democracia
Por José Maria Rodrigues Nunes, Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (LEIA)






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